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poetaporkedeusker

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UM BLOG SOBRE SONETO CLÁSSICO

Da autoria de Maria João Brito de Sousa, sócia nº 88 da Associação Portuguesa de Poetas, Membro Efectivo da Academia Virtual Sala dos Poetas e Escritores - AVSPE -, Membro da Academia Virtual de Letras (AVL) , autora no Portal CEN, e membro da Associação Desenhando Sonhos, escrito num portátil gentilmente oferecido pelos seus leitores. ...porque os poemas nascem, alimentam-se, crescem, reproduzem-se e (por vezes...) não morrem.
18
Out08

SER AS COISAS VI

Maria João Brito de Sousa

A DANÇA...

 

Serei escrava da própria liberdade

Neste luxo de ser o que eu puder:

Poeta, pedra, lua... até mulher...

Se aspiro é à essência da Verdade!

 

Serei criança, sempre e sem saudade,

Serei poema e sonho onde el`estiver,

Serei pr`além de mim, sempre que houver

Alguém que saiba o que é uma amizade...

 

Cada átomo de mim repercurtindo

Nas coisas que aqui há e vão sentindo

Este meu partilhar que se não cansa!

 

Consigo "ser" até no que passou!

Das coisas que "já foram" só ficou,

Sublime esta partilha! (ou esta dança?...)

 

 

"Maternidade" - Juan Miró

Imagem retirada da internet

17
Out08

SER AS COISAS III, IV e V

Maria João Brito de Sousa

Invento mil canções de encantos-de-alma

Ao marulhar do vento, à noite escura,

À água do ribeiro que murmura

Segredos-de-encantar à tarde calma.

 

Invento... ou são os olhos, os ouvidos,

Que se encantam de ver, de tanto ouvir?

Inventar, afinal, é só sentir,

É poder libertar esses sentidos.

 

Inventar é sentir, em cada coisa

O por-dentro e por-fora que ela tem,

É partilhar texturas, sensações,

 

É prestar atenção a quanto se oiça,

É sermos essa coisa, nós também

E dar-lhe voz em versos e canções...

 

IV

 

Eu não quero ter nada! Eu quero é SER

Como as coisas que sendo, tudo têm,

As coisas que si mesmas se sustêm

Alheias ao desejo de qu`rer ter

 

E SENDO são mais ricas, mais felizes

E têm o poder de tudo dar,

Connosco partilhando sol, luar,

A sua própria essência em mil matizes...

 

Eu sou irmã das coisas mais pequenas.

Partilho-me nas horas mais serenas,

Partilho-me, também, na tempestade...

 

Eu sou  em cada coisa o que ela é.

Não sei se, sendo assim, serei até

A própria encarnação da liberdade...

 

V

 

Talvez por ser assim, tão de ninguém,

Eu sinta em mim as coisas, como sinto...

Talvez chame "sentir" a esse instinto

Que me faz "ser" as coisas, eu também...

 

Talvez pressinta a vida noutras vidas

Ou talvez seja apenas ilusão

Mas, na verdade, as coisas que aqui estão,

Só me parecem velhas conhecidas...

 

Eu cumprimento as pedras da calçada,

Falo às ervas que crescem no passeio,

Digo:- Bom dia! ao sol, -Adeus! à lua,

 

Sorrio quando vejo, ao longe, a estrada...

As coisas "são" em mim o meu recheio

Neste extravasamento de alma nua!

 

 

Imagem retirada da internet

 

 

 

 

16
Out08

DOIS SONETOS DO DIA II

Maria João Brito de Sousa

DA PARTILHA DO SONHO

 

Prometo-te o suor, mas nunca o pão!

Pensa que quando queiras vir comigo,

Of`reço-te ilusão, dou-te um abrigo

E tudo o que te exijo é o perdão...

 

Procura, lá no fundo, uma ambição

E, quando a descobrires o que te digo,

É que o sonho constrói, meu bom amigo,

E a ambição arrasa uma nação...

 

Repara: Nada dou, nada prometo,

Nada trago comigo, de concreto...

Só trago as mãos vazias mas, no peito,

 

Bate-me um coração multiplicado

Em coisas que só são do teu agrado

Se tentas, como eu,  ser mais perfeito...

 

Maria João Brito de Sousa - 16.10.2008

 

 

 

DAQUILO QUE PENSAIS...

 

Serei um ser tocado pela lua;

Uma qualquer Maria-Sem-Camisa,

Transportada, ao de leve, pela brisa,

Escrevendo os seus sonetos de alma nua.

 

Serei o que quiserdes, mas serei!

(talvez exista apenas, não me int`ressa...)

Estarei sempre a passar, mas fico presa

Nos versos e nas rimas que deixei...

 

Serei sempre este rasto-de-cometa,

Esta papoila ou esta borboleta

Pousando onde calhar, numa procura;

 

Esta procura, feita, de passagem,

Que cumpre, no roteiro da viagem,

Aquilo que pensais ser só loucura...

 

 

Maria João Brito de Sousa - 16.10.2008 - 13.13h

 

À Flor (adnirolfpa)

 

À Maria Luísa Adães

15
Out08

APENAS UM POEMA DE MULHER...

Maria João Brito de Sousa

Apenas um poema de mulher,

Uma coisa banal e feita à pressa,

Um toque virginal, uma promessa,

Nascido porque Deus assim o quer.

 

Apenas um poema. A mulher faz,

E tudo o que ela faz parece pouco

Porque o poema, às vezes, é tão louco

Que nasce quando muito bem lhe apraz...

 

Poemas são crianças! Nascem, crescem,

Querem autonomia e desconhecem

Vontades, hierarquias e fronteiras

 

Partilham esse espanto obrigatório

De quem sonda e conquista um território

Desde as eras remotas e primeiras.

*

 

Maria João Brito de Sousa - 15.10.2008

 

 

À Maria José Rijo pelo seu post "Rendas e Florinhas"

 

Imagem retirada da internet

14
Out08

..FECHO A PORTA, ABRO A JANELA...

Maria João Brito de Sousa

A porta já fechou. Uma janela

Há-de abrir-se depois, de par em par,

Para quem não passou poder passar

À nova dimensão que se revela...

 

Mas quando a porta fecha, o corpo embate

E fica então dorido e mal tratado,

Que depois, à janela, debruçado,

Repara que a fuga era um disparate...

 

Sempre que a porta se abre, eu mesma a fecho.

Debruço-me à janela, apoio o queixo

Nas mãos e vou sorrindo para o céu.

 

A porta que se fecha é um convite

A viajar por dentro. E há quem hesite

Em conhecer, a fundo, o que é tão seu!

 

 

Ao João Chamiço

 

 

Imagem retirada da internet

 

13
Out08

DOIS SONETOS DO DIA

Maria João Brito de Sousa

 

DA RELATIVIDADE DO TEMPO

 

Um cansaço de vida, um quase-morte,

Depois um renascer contra a vontade.

O corpo à minha espera (identidade?)

Um Palácio de Luz e eu sem Norte...

 

É tudo tão dif`rente! Essa ilusão

Do tempo que se vive deste lado,

Dilui-se entre o futuro e o passado

E traduz-se num`outra dimensão.

 

Um segundo, um milénio... quanto tempo

Se passou, afinal, enquanto estive

Diante dessa luz cheia de paz?

 

Um milénio, por lá, é um momento

Daquilo que por cá se sente e vive.

Um segundo? Um milénio? Tanto faz!

 

Maria João Brito de Sousa - 13.10.2008

 

À Eva

 

À Velucia

 

ESQUECER, À LUZ DAS VELAS

 

Declaro o fim-do-mundo à luz das velas!

Nesta longa sequência de poemas

Remeto pr`a Mamon esses problemas

Da cobiça, dos ouros, das mazelas!

 

À luz das velas sou imperatriz

Das interpretações que a vida tem;

À luz das velas SOU! Não há ninguém 

Que me curve a vontade ou a cerviz!

 

Caminho paralela á própria essência

Das coisas desde a sua procedência

Como quem, sendo louco, `inda agradece.

 

Caminho à luz de velas, mas caminho!

O meu estro reluz dentro do ninho

Com a serena raiva de quem esquece...

 

 

Maria João Brito de Sousa - 13.10.2008

 

Ao poeta António Codeço

 

Imagem retirada da internet

 

12
Out08

O CULTIVO DAS ROSAS

Maria João Brito de Sousa

 

O CULTIVO DAS ROSAS

 

 

Sou filha-de-ninguém no dia a dia

Mas trago o sangue bom dos meus avós

E mesmo nada tendo, tenho voz

(desculpem-me a vaidade, a ousadia...)

 

Sou filha-de-ninguém, mas sou poeta!

Canto o  passar das horas neste mundo

E, enquanto cantar, não vou ao fundo,

É esta a minha glória mais secreta...

 

Eu, filha-de-ninguém, protejo a vida,

Encontro-me onde a sorte foi perdida,

Saboreio, ao segundo, a caminhada,

 

Dou tudo o que em mim há, sou generosa,

Acredito no "ser", cultivo a rosa

Que vos alegra e não vos pede nada

 

II

 

Cultivo a minha rosa à luz da lua.

O sol nem sempre vem, nem sempre aquece...

Cultivo a rosa e a rosa não se esquece,

Responde: - És de ninguém? Que sorte a tua!

 

Nós, filhos-de-ninguém, criamos laços

E agradamos (ou não...) a toda a gente,

Mas trazemos connosco esta semente

Que transforma um olhar em mil abraços

 

Temos picos, é certo, e quantas vezes

Usamos, sem pensar, essas defesas

Pra preservar a nossa própria vida...

 

Dá-nos o mundo amor, dá-nos revezes,

Faz de nós predador`s ou faz-nos presas,

Mas nunca de alma fraca e já vencida

*

 

 

Maria João Brito de Sousa - Outubro 2008

 

 

À Natália Correia

 

À Joanina

 

À Azoriana, pela açorianidade e pelo nome da rosa

11
Out08

DE MIM PARA COMIGO I e II

Maria João Brito de Sousa

 De mim para comigo eu quis falar

E, às tantas, o luar falou mais alto

E desenhou-me a sombra nesse asfalto

Onde eu estava comigo a conversar

 

De mim para comigo... e o luar

Veio deixar-me a alma em sobressalto!

A sombra lá em baixo e eu tão alto,

A lembrar-me da queda, se falhar...

 

De mim para comigo eu disse então:

- Se cair voltarei, estarei no chão...

Mais vale acreditar, seguir em frente!

 

Olhei de novo o chão, já pequenino.

Voar! Voar foi sempre o meu destino!

E segui, muito além do que é prudente...

 

II

 

De mim para comigo. O sonho é tudo!

(se aceito, é quem me targa a alma aberta...)

E vamos a viver que a morte é certa!

O sonho aceita o fim. Eu não me iludo.

 

De mim para comigo. Estranho estudo

Que levo a cabo neste eterno alerta,

Pois tudo o que há em mim, em mim desperta

E tudo o que desperta é conteúdo...

 

Das coisas que, ao passar, foram ficando,

(não paro de sonhar! Eu só abrando

e fico a meditar no que aqui faço...)

 

Há passos de luar nos meus sentidos

E beijos que nem foram prometidos,

Inúteis, como tudo o que aqui faço...

 

 

"O Pensador" - Rodin

 

Imagem retirada da internet

10
Out08

A RAIZ DAS ALGAS I e II

Maria João Brito de Sousa

A RAIZ DAS ALGAS

*

I

*

Tempos houve em que o mar batia às portas

De cada um de nós, como quem pede,

E cada um de nós lançava a rede

Antes que o sol nascesse, a horas mortas

*

 

Tempos houve em que o mar nos oferecia

Caminhos sem ter fim, novas fronteiras...

O mesmo mar das ondas altaneiras,

Do sal, das rochas com cheiro a maresia...

 *

Tempos houve em que o mestre nos falava

Do mito: a caravela que cruzava

As águas desses mares ditos só nossos

 *

Depois crescemos... Nunca o mar mudou,

Foi o adulto em nós que duvidou

E em vez de caravela achou destroços.

Mª João Brito de Sousa 

II

 

Caravelas de luz! O mundo é breve

Ao preço ocasional da fama e glória!

Assim nos diz o Tempo e reza a História

De quanta fama e glória a Nação teve...

O berço dos Poetas, das conquistas,

Desse, então, estranho mundo à descoberta

De quem parte e só volta à hora incerta

Dos que vivem de sonhos saudosistas...

 *

Assim se entrega o luso ao Mar, que aceita

E lhe promete amplexos de sereias

Em vez do medo ao velho Adamastor

*

 

E é da raiz das algas que ele se enfeita

Na vastidão das ondas, nas areias

E onde engendre ilusões de eterno amor.

 *

 

Maria João Brito de Sousa

19.10.2008

 

 

 

 

Nota - Reeditado e reformulado a 09.10.2012

 

09
Out08

A MANTA DE RETALHOS

Maria João Brito de Sousa

 

Trago-vos esta manta que retalho
Na secreta intenção de vos tocar,
Mas a vossa indif`rença milenar
Não se deixa tocar por tal trabalho.



Porque, apesar de tudo, sei que valho
Um pouco de atenção, um mero olhar,
Insisto e continuo a retalhar
A toda a hora; nem um dia falho!



Talvez vos possa um dia cativar,
Talvez o erro seja todo meu,
Talvez a minha manta seja feia



E seja este o momento de parar...
Mas não posso parar, e toda eu
Vou fazendo, da manta, a minha teia.

 

 

 

Maria João Brito de Sousa - Outubro, 2008


In - "Pelouro dos Perfeitos Grafismos" inédito

 

       

Imagem retirada da internet

 

08
Out08

... SE SIM, SE NÃO, SE ANTES PELO CONTRÁRIO...

Maria João Brito de Sousa

Pôs o Acaso um Génio à minha porta

Que disse: - Abracadabra! e se esgotou,

Um lápis-de-condão (que se quebrou...)

E um sonho a fumegar numa retorta,

 

Uma varinha-mágica tão torta

Que caiu e não mais se levantou,

Um baralho de cartas de Tarot

Que eu nunca quis lançar... e quem se importa?

 

Tanta ilusão havia (eu bem me lembro!)

Nesse sonho irreal com que pretendo

Abrir as portas ao imaginário,

 

Tanta coisa incomum, tal fantasia,

Que nem sei se foi sonho ou foi magia,

Se sim, se não, se antes pelo contrário...

 

Imagem retirada da internet

07
Out08

O DESLUMBRAMENTO II

Maria João Brito de Sousa

Há um deslumbramento descontente

Que me define toda e se traduz

No desenho de mim, em contra-luz,

Na dimensão laranja de um poente.

 

E tudo o que aqui faço é muito urgente

Porque o deslumbramento me seduz:

Carrego, alegremente, a minha cruz

Aos ombros de um poema que a não sente...

 

Às vezes este sol que me ilumina

Pressente outros anseios mais carnais

E cria-me um conforto, um aconchego...

 

Novo deslumbramento me domina

E, de tão deslumbrada, eu fico mais

Perdida no poema a que me entrego...

 

Imagem retirada da internet - tela de Salvador Dali

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