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poetaporkedeusker

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UM BLOG SOBRE SONETO CLÁSSICO

Da autoria de Maria João Brito de Sousa, sócia nº 88 da Associação Portuguesa de Poetas, Membro Efectivo da Academia Virtual Sala dos Poetas e Escritores - AVSPE -, Membro da Academia Virtual de Letras (AVL) e autora no Portal CEN, escrito num portátil gentilmente oferecido pelos seus leitores. ...porque os poemas nascem, alimentam-se, crescem, reproduzem-se e (por vezes...) não morrem.
05
Jul10

SÁBADO, DOMINGO E SEGUNDA FEIRA XIV

Maria João Brito de Sousa

 

NOS TEUS DOIRADOS OLHOS

 

 

Nos teus olhos doirados convergiam

Todas as transparências da alquimia

E do brilho velado que emitiam

Nascia um luar novo, em pleno dia...

 

Insinuações,quais sombras, permitiam,

Ao meu humano olhar que os inquiria,

Carícias mil que, a mim, me transmitiam

Sempre que o meu olhar os pressentia…

 

Iluminando a noite, assim, seguros

De encontrarem os meus à sua espera,

Aproximam-se mais das mãos que estendo…

 

Teus olhos são doirados… os meus, escuros,

Abertos, não distinguem – quem me dera… -

Senão um linguajar que sempre entendo…

 

 

Maria João Brito de Sousa – 03.07.2010 – 22.15h

 

 

Ao Sigmund, o mais amado dos meus gatos.

 

 

 

DESLUMBRAMENTO III

 

 

Deslumbra-me essa absurda persistência

Da vida a começar, sempre tão linda,

Dos astros que, em perfeita transparência,

Se desenham num céu que nunca finda,

 

Das ínfimas coisinhas que não vemos,

De todas as que, vistas, nos transcendem,

Do muitíssimo pouco que sabemos

E das coisas sabidas que nos prendem…

 

Se neste encantamento deslumbrado

Se me cumprem os dias que aqui canto,

Ninguém pode arrancar-me um só lamento

 

Até que este planeta, já cansado,

Se decida a quebrar o tal encanto

E se finde este meu deslumbramento…

 

Maria João Brito de Sousa – 04.07.2010 – 19.18h

 

 

ERA UMA VEZ...

 

 

No tempo em que os poemas comandavam

Os destinos do mundo e dos ser vivo(s),

Os ponteiros do Tempo até paravam

E, do espanto, tornavam-se cativos …

 

Das fábulas que as aves me contavam

E que, hoje, retirei dos meus arquivos,

Renasceram-me as rosas que plantavam

Em canteiros lunares, sempre intuitivos…

 

Essas rosas cantavam, tinham vozes,

Como as mansas sereias do meu Tejo,

E asas de tão vasta dimensão

 

Que semelhavam estranhos albatrozes…

Nas corolas de seda, um só desejo;

Fazer, da minha língua, uma canção...

 

 

Maria João Brito de Sousa – 04.07.2010 – 14.36h

 

 

 

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