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poetaporkedeusker

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UM BLOG SOBRE SONETO CLÁSSICO

Da autoria de Maria João Brito de Sousa, sócia nº 88 da Associação Portuguesa de Poetas, Membro Efectivo da Academia Virtual Sala dos Poetas e Escritores - AVSPE -, Membro da Academia Virtual de Letras (AVL) e autora no Portal CEN, escrito num portátil gentilmente oferecido pelos seus leitores. ...porque os poemas nascem, alimentam-se, crescem, reproduzem-se e (por vezes...) não morrem.
28
Jun10

SÁBADO, DOMINGO E SEGUNDA FEIRA XIII

Maria João Brito de Sousa

 

DEPOIS DO ESCURO - Brevíssimo ensaio sobre uma alucinação ou Morte

 

 

 

Quando, em horas lunares, o medo arpoa

A complexa embalagem que te envolve

E te faz recuar, por mais que doa,

Até onde a razão te não resolve

 

E quando ao teu ouvido a voz ecoa,

Te antecipa um castigo e te devolve

O eco aterrador que em ti ressoa

Enquanto o que Tu eras se dissolve

 

Deixando a porta aberta ao teu temor…

Saberás tu, então, permanecer?

Saberás aceitar, estando seguro

 

Do Nada que antevês assustador?

[Flutua sem receio de temer

A luz que vem depois. Depois do escuro].

 

Maria João Brito de Sousa – 27.06.2010 – 21,55h

 

 

PERCURSO II

 

 

Um dia, por razões que desconheço

Ou que já não consigo recordar,

Prescindi da razão. Paguei o preço

De algo que nem sequer ousei usar…

 

Mas, se está pago e se este recomeço

Puder, de alguma forma, ter lugar,

Eu juro que estou pronta e mais não peço;

“Isto” é tudo o que sou, sem mascarar!

 

Contudo alguma coisa vai faltando

E essa é a razão que vai fazendo

Com que este meu trabalho de crescer

 

Possa continuar. Um dia, quando

O corpo que me cobre, envelhecendo,

Me recusar trabalho… é pr`a morrer!

 

Maria João Brito de Sousa – 27.06.2010 – 22.58h

 

 

 

O SEGREDO II

 

 

 

Perguntas-me do tempo que me resta…

Amigo, isso eu não digo, isso eu não sei…

Tu nem sonhas o preço que eu paguei

Por esta insubmissão de ser honesta,

 

Por ser o que outros julgam que não presta,

Mas para mim é tudo o que sonhei!

Portanto, amigo, eu nunca te direi

Que cada dia, em mim, se vive em festa…

 

Segredos, se os tiver, são coisas fúteis

Na tua perspectiva, mas, na minha,

Mais altos que o castelo em que me abrigo!

 

Por isso te direi coisas mais úteis;

Falar-te-ei do Deus que me encaminha,

Mas nunca do meu Tempo, querido amigo!

 

 

 

Maria João Brito de Sousa – 27.06.2010 – 18,16h

 

 

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