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poetaporkedeusker

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UM BLOG SOBRE SONETO CLÁSSICO

Da autoria de Maria João Brito de Sousa, sócia nº 88 da Associação Portuguesa de Poetas, Membro Efectivo da Academia Virtual Sala dos Poetas e Escritores - AVSPE -, Membro da Academia Virtual de Letras (AVL) e autora no Portal CEN, escrito num portátil gentilmente oferecido pelos seus leitores. ...porque os poemas nascem, alimentam-se, crescem, reproduzem-se e (por vezes...) não morrem.
08
Jun10

SÁBADO, DOMINGO, FERIADO MUNICIPAL E TERÇA FEIRA

Maria João Brito de Sousa

 

PALAVRAS SEM PALAVRA

 

 

Ele há tantas palavras traiçoeiras…

Palavras que prometem mas não dão

E outras tantas palavras prisioneiras

Das outras que prometem dar-lhe pão…

 

Palavras, como o fogo das fogueiras,

Consumidas, quais achas de carvão

Que nada pedem, que se dão inteiras,

Que acreditam ser úteis – e que o são! -

 

E as outras que, enganando, as entretêm

Nesse nunca acabar da sua entrega

Tendo humílimo lucro em tanta lavra,

 

Que dela vão bebendo e que não vêem

Que a palavra, em se dando, fica cega…

Falo-vos das palavras sem palavra.

 

 

Maria João Brito de Sousa – 30.05.2010, 12.22h

 

 

PALAVRAS COM RAIZES DE EMBONDEIRO  - Espólio e Escólio

 

 

Das muitíssimas coisas que não sei,

Umas há que me chamam, que me prendem,

Que apenas vislumbrando aprenderei

[isto é o que alguns nunca compreendem…].

 

Haja Sol sobre a Terra e se gorei

Algumas expectativas… que pretendem?

Jamais admitirei que vos não dei

As coisas que vos faltam [ mas não vendem…].

 

Falei-vos de” projectos para a morte”;

Ninguém levou à letra – espero eu… –

E acreditou que eu era suicida…

 

Falava-vos da História, do meu Norte,

Da Arte que em mim trago e que me deu

Raízes de embondeiro nesta vida.

 

Maria João Brito de Sousa – 06.06.2010 – 16.10h

 

 

 

SOLUÇÕES E DISSOLUÇÕES

 

 

Devagar, fecho a porta entreaberta,

Cerro os dentes com força e, decidida,

Retomo o meu lugar na estrada incerta

Do rumo original da minha vida.

 

Exactamente aqui, na descoberta

Do sentido, do rumo e da medida,

Pressinto, neste abraço que me aperta,

A salvação que penso garantida…

 

Mas salvar-me de quê?[ pergunto agora

que, de repente, entendo um pouco mais...]

Se tudo é relativo e, cá por dentro,

 

Sinto que a salvação está na demora

Deste estar como estou, entre os demais…

Salvar-me, então, de quê, se me não rendo?

 

Maria João Brito de Sousa – 29.05.2010 – 15.11h

 

 

 

FAZ CHUVA NO MEU SOL

 

 

Faz chuva nos teus olhos de poeta…

No debulhar das horas mais cansadas

Não há raio de sol que te prometa

Um dealbar de claras madrugadas

 

E escreves, no entanto… uma caneta

Nas tuas mãos nervosas, apressadas,

Traça-te os sonhos numa linha recta

Sobre papéis estendidos como estradas…

 

Ribomba outro trovão e tu, escrevendo,

Deixas-te iluminar por nova luz

Que o relâmpago traz no seu lampejo.

 

Mas, chova o que chover, eu bem te entendo;

É nas mãos que essa chuva te traduz,

Te converte num sol que quase invejo…

 

Maria João Brito de Sousa – 29.05.2010, 14.55h

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

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