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poetaporkedeusker

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UM BLOG SOBRE SONETO CLÁSSICO

Da autoria de Maria João Brito de Sousa, sócia nº 88 da Associação Portuguesa de Poetas, Membro Efectivo da Academia Virtual Sala dos Poetas e Escritores - AVSPE -, Membro da Academia Virtual de Letras (AVL) e autora no Portal CEN, escrito num portátil gentilmente oferecido pelos seus leitores. ...porque os poemas nascem, alimentam-se, crescem, reproduzem-se e (por vezes...) não morrem.
17
Mai10

SÁBADO, DOMINGO E SEGUNDA FEIRA IX (acho eu...)

Maria João Brito de Sousa

Disse-me o sol, um dia, indo dormir;

- Lembras-te, ó ser lunar, dessoutro tempo

Em que outros paraísos do sentir

Te davam melhor cor, maior alento?

 

Do tempo dos sentidos a florir,

Das vôo singular cortando o vento,

Das horas de  encantar, sempre a surgir

Das águas que te inundam lá por dentro?

 

Lembras-te, ou não te lembras? Se o recordas,

Se, acaso, essa memória te acompanha

E caso em ti persistam tais lembranças,

 

Vives delas ainda e, se concordas,

Repara bem que é tua – embora estranha... –

Essa imagem de ti com duas tranças.

 

 

DOUTA IGNORÂNCIA

 

 

Nunca sei se me sei. Eu pouco sei

Pr`além da lucidez do que em mim sinto,

Mas do que sei sentir, nunca desminto

As rotas de quem sou, no que vos dei.

 

Do muito que senti, pouco pensei

E, ainda desse pouco, quanto instinto,

Quanta intuição!  O que pressinto

Pode  vir – eu sei lá… – de quanto herdei.

 

Nesta minha doutíssima ignorância,

Sou igual aos demais que a pouco aspiram

Enquanto sou dif`rente de outros tantos

 

Que primam por mostrar uma arrogância

Baseada nos bens que conseguiram

E na extrema riqueza dos seus mantos…

 

 

 

MUDANÇAS

 

 

Sempre que alguém disser; sempre se fez,

Isto ou aquilo e tantas coisas mais,

Melhor fora lembrar outros que tais

Que, por nunca mudar, perdem a vez.

 

Um momento, um instante e, sem porquês,

O mundo já mudou! Mudou-se o cais,

Mudaram pedras, plantas, animais

E até se  vai mudando o Português…

 

A mudança, senhores, é tão constante

E, mais ainda, tão inevitável

Quão impotentes somos para a parar,

 

Por isso, quem agora é importante

Pode, amanhã, tornar-se um imprestável

Apenas por tentar nunca mudar.

  

 

Maria João Brito de Sousa

 

 

 -  Ao Poeta António Aleixo

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