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poetaporkedeusker

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UM BLOG SOBRE SONETO CLÁSSICO

Da autoria de Maria João Brito de Sousa, sócia nº 88 da Associação Portuguesa de Poetas, Membro Efectivo da Academia Virtual Sala dos Poetas e Escritores - AVSPE -, Membro da Academia Virtual de Letras (AVL) e autora no Portal CEN, escrito num portátil gentilmente oferecido pelos seus leitores. ...porque os poemas nascem, alimentam-se, crescem, reproduzem-se e (por vezes...) não morrem.
17
Fev10

SÁBADO, DOMINGO... TERÇA E QUARTA FEIRA

Maria João Brito de Sousa

Meus amigos,

 

No final destes sonetos que hoje dedico aos meus amigos de quatro patas e penas, deixo-vos alguns links que permitirão a vossa entrada na Academia Virtual de Poetas e Escritores, de que passei a ser membro desde o dia de hoje, por amável convite da Presidente Fundadora, a poetisa Efigênia Coutinho.

É com muita honra que aceito fazer parte deste maravilhoso grupo de Poetas e Escritores Lusófonos.

Um enorme abraço para todos vós!

 

 

O REINO DA ETERNA PRIMAVERA

 

 

Se um dia eu tiver fome… eu terei fome,

Mas “Eles” só a terão depois de mim!

Eu distribuo o pão até ao fim

Por estes que me sabem mais que o nome.

 

Esta norma absoluta, urgente, enorme,

Faz com que tudo seja sempre assim

No reino onde semeio o meu jardim,

Onde nasce o poema e o corpo dorme…

 

E tanto falta! Tanto vai faltando,

Que quem por aqui passe e não me entenda

Pode pensar que só a fome impera…

 

Mas tanto afecto a nós nos vai sobrando,

Quanto amor nasce assim, sem encomenda,

Neste reino onde sempre é Primavera!

 

 

 AQUILO QUE NUNCA MUDA

 

 

Serei sempre obstinada em meus afectos!

Aquilo em que acredito, nunca muda

E não há teoria que me iluda

No que toca aos amores que são concretos.

 

Eu amo esta família construída

Sobre alicerces de aço bem temperado

E se algum deles partir, será chorado

E eu ficarei mais pobre nesta vida.

 

São animais, bem sei… são cães, são gatos,

São pombos que deixaram de voar,

São pedaços de mim que a mim voltaram…

 

Não serão nunca meros artefactos,

Nem “peças” que eu usei p`ra descartar

Quando as conveniências mo ditaram…

 

 A MAIS QUERIDA DE TODAS AS MÃES

 

 

Nunca me falta essa ternura mansa

Das horas do carinho e brincadeiras

Em que reinventamos mil maneiras

De mudar a miséria em abastança…

 

Nunca me faltam as cumplicidades

Nem a dedicação de um meigo olhar

Nas horas que dedico a partilhar

Carícias que alimento de verdades…

 

Sorrio, então, feliz! A plenitude

Está nesse eterno amor que não se ilude

Pois é constante ao longo de uma vida…

 

Falo-vos dos meus filhos não-humanos

Que vivendo comigo há tantos anos

Me fazem sentir sempre a “mãe” mais querida.

 

 

 

 

MEMÓRIAS DA ALVORADA DOS MEUS DIAS

 

 

São coisas da alvorada dos meus dias…

Nesse tempo em que andava no liceu

Eu descobri que poucos como eu

Sabiam praticar as teorias…

 

Ah! Todos tinham mil filosofias!

Segundo muito bem me pareceu

Todos sabiam desse Prometeu

Que havia procurado as mais valias…

 

Mas quando questionar-se era punido,

Já “fiava mais fino” e tinham medo,

Abafavam de pronto esses anseios…

 

[Não fosse Zeus, irado, ter prendido

O pobre Prometeu ao tal penedo

Onde concretizou seus mil receios…]

 

 

 

Sonetos dedicados aos meus “filhotes” de pêlo e penas que tanto têm colaborado no meu crescimento e amadurecimento enquanto pessoa. 

http://www.avspe.eti.br/

 

http://www.avspe.eti.br/biografia2010/MariaJoaoBritodeSousa.htm

 

 http://www.avspe.eti.br/indice.htm

 

  http://www.avspe.eti.br/biografia2010/MariaJoaoBritodeSousa.htm                                                                                                                                                                                                                                        

 

 

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