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poetaporkedeusker

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UM BLOG SOBRE SONETO CLÁSSICO

Da autoria de Maria João Brito de Sousa, sócia nº 88 da Associação Portuguesa de Poetas, Membro Efectivo da Academia Virtual Sala dos Poetas e Escritores - AVSPE -, Membro da Academia Virtual de Letras (AVL) e autora no Portal CEN, escrito num portátil gentilmente oferecido pelos seus leitores. ...porque os poemas nascem, alimentam-se, crescem, reproduzem-se e (por vezes...) não morrem.
01
Fev10

SÁBADO, DOMINGO E SEGUNDA FEIRA V

Maria João Brito de Sousa

 

 

UM SONETO "A MARTELO"...

 

 

Quis fazer um soneto assim, forçado,

Sem que a vontade ou a inspiração

Viessem conduzir a minha mão.

Com técnica, somente… um mal-amado…

 

Não sei se é bom, se é mau ou se enganado,

Contra a minha vontade, uma ilusão

Chegou a dar-lhe corpo e dimensão,

Porque ainda está só meio acabado…

 

Aqui, quase no fim, já nada sei!

Nem sequer se um soneto eu comecei,

Quanto mais se é só técnica o produto

 

De mim com este meio em que tracei

Palavras que não quis, mas que aceitei…

Só sei que nasce como nasce um fruto.

 

UM SONETO APRESSADO

 

 

E agora outro soneto, feito à pressa,

Como coisa que tem de se fazer

E embora nos não dê nenhum prazer,

Nos serve p`ra cumprir uma promessa…

 

Ao menos fica feito! Eu sou avessa

A criar para além do que eu quiser

Mas, agora, o que importa e tem de ser

É que seja um soneto o que começa…

 

Afinal já está quase, quase pronto…

Aprendi que um soneto, mesmo tonto,

Pode ser exercício de vontade…

 

Mas se quis ou não quis escrevê-lo agora…

Isso não sei dizê-lo e vou-me embora!

Cumpri uma promessa! Isso é verdade…

 

O ÚLTIMO SONETO "PORQUE TEM DE SER"!

 

O último soneto a que me obrigo!

A ver vamos se nasce ou se não nasce…

Um pouco de vontade e a coisa faz-se!

[digo eu… nunca sei é se o consigo…]

 

Eis a primeira quadra! Esta segunda,

Parece mais difícil, com efeito…

Já não sei se o soneto sai perfeito

Porque a mão se me prende e se me afunda…

 

Só faltam dois tercetos… afinal

A coisa não me corre assim tão mal…

Isto é quase um soneto e está no fim!

 

Já vejo, ao longe, a praia, a minha meta!

Sem mais terceto que me comprometa,

Fecho a porta ao que aqui sobrar de mim…

 

IMAGEM RETIRADA DA INTERNET

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