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poetaporkedeusker

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UM BLOG SOBRE SONETO CLÁSSICO

Da autoria de Maria João Brito de Sousa, sócia nº 88 da Associação Portuguesa de Poetas, Membro Efectivo da Academia Virtual Sala dos Poetas e Escritores - AVSPE -, Membro da Academia Virtual de Letras (AVL) e autora no Portal CEN, escrito num portátil gentilmente oferecido pelos seus leitores. ...porque os poemas nascem, alimentam-se, crescem, reproduzem-se e (por vezes...) não morrem.
11
Jan10

SÁBADO, DOMINGO E SEGUNDA FEIRA IV

Maria João Brito de Sousa

 

 

A FERRAMENTA

 

Se eu cresci a saber que duvidar

É a mais produtiva ferramenta

- embora dê trabalho e seja lenta… -

Porque me falas tu de acreditar

 

Como se fosse a forma de criar

Que tudo vai gerar, tudo sustenta?

A dúvida é um bem que me acalenta

E me ensinou as artes de voar.

 

Sem dúvida que a dúvida é, por vezes,

O ponto de partida de uma fuga,

Mas fabrica, pra nós, sabedoria.

 

Duvidei tanto, ao longo destes meses,

Que vi acrescentada, ruga a ruga,

A lavra do que eu não compreendia.

 

 

 

Maria João Brito de Sousa - Janeiro 2010

 

 

ONÍRICO

 

Sereias, verdes ilhas, longos arcos

Numa paisagem onírica, tão calma

Que nos vai refrescando corpo e alma

Onde, antes, os modelos eram parcos.

 

Oníricas divisas, quais medalhas

Dessoutra metafísica palpável

Que, muitas vezes, pode ser viável

No mundo do real, ali, “ao calhas”…

 

Naquelas verdes ilhas que sonhei,

Que química indizível partilhei

Com aquilo que existe e me rodeia?

 

Talvez, em vez de química, “alquimia”,

Que o sonho traz-me sempre essa magia

E é, para mim, suprema panaceia!

 

Maria João Brito de Sousa - Janeiro 2010

 

 

 

SOLTAR AS AMARRAS

 

 

Soltai-vos dedos quando, descontentes,

Vos crispais sobre as palmas destas mãos.

Soltai-vos e escrevei poemas vãos

Sobre o riso e as lágrimas das gentes!

 

Soltai-vos e escrevei sonetos leves,

Fluentes como as águas de mil fontes!

Soltai-vos e lançai serenas pontes

Como se sempre houvésseis sido breves.

 

E, mesmo quando presos e crispados,

Não vos negueis, ó, dedos encurvados,

Não vos deixeis vencer por uma dor!

 

Sede sempre rebeldes, trabalhai!

Escrevei sem que solteis, sequer, um “ai”,

Porquanto trabalhais por puro amor.

 

Maria João Brito de Sousa - Janeiro 2010

 

 

IMAGEM RETIRADA DA INTERNET

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