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poetaporkedeusker

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UM BLOG SOBRE SONETO CLÁSSICO

Da autoria de Maria João Brito de Sousa, sócia nº 88 da Associação Portuguesa de Poetas, Membro Efectivo da Academia Virtual Sala dos Poetas e Escritores - AVSPE -, Membro da Academia Virtual de Letras (AVL) e autora no Portal CEN, escrito num portátil gentilmente oferecido pelos seus leitores. ...porque os poemas nascem, alimentam-se, crescem, reproduzem-se e (por vezes...) não morrem.
20
Nov09

CONTO DE FADAS I e II

Maria João Brito de Sousa

 

 

Neste Conto de Fadas, divertido,

Fugindo dos enredos costumeiros,

Os tesouros são ramos de pinheiros

E o Príncipe Encantado é um... bandido!

 

Não há vestidos longos, vaporosos,

Nem sapatinhos "sexi", de cristal...

Só a Fada Madrinha é mais normal

E gosta de ficar entre os bondosos.

 

Aconteceu há muitos, muitos anos,

Mas foi como se fosse agora mesmo

Que a Princesa tivesse desmaiado

 

E os ramos de pinheiro, quais abanos,

Sacudiram-na tanto e tão a esmo

Que afastaram o Príncipe Encantado...

 

 

II

 

Surge a Fada Madrinha, convencida

De que a pobre Princesa era infeliz

E dá-lhe um piparote no nariz

Deixando a pobrezinha adormecida...

 

Logo os pinheiros vêm, de mansinho,

Explicar à Fada bem intencionada

Que, muito embora boa, estava errada,

E a Princesa só queria era carinho...

 

Então cumpre-se o tal sereno encanto

E a Princesa-Poeta acorda então

No verde pinheiral, entre cadernos!

 

Na mão, o lápis que ela queria tanto...

Ficamos todos em contemplação,

Sentindo que, afinal, somos eternos!

 

 

Acabadinho de poetar para http://fabricadehistorias.blogs.sapo.pt/

Imagem retirada da internet

 

PS - Agora parece-me que sou eu que tenho pertinentes dúvidas em relação à aceitação geral deste Conto de Fadas...

 

 

 

 

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