O RASTO DO COMETA III
Não sei se foi de noite ou foi de dia
Nem se passaram horas ou minutos...
Sei de palavras cheias como frutos
Do sumo de viver com que escrevia...
Não sei se se passaram doze meses,
Se foram as palaras que passaram...
Sei versos, sei poemas que pulsaram
Entre sorrisos, lágrimas, revezes...
Em tudo o que, a correr, passou por mim,
Como se houvera sido sempre assim,
Como se tudo fosse natural,
Sobrou-me um travo amargo de Passado
Sobre a alegria sã de ter tentado
Redesenhar-me em traço virtual...
Imagem retirada da internet
A todos os amigos que me têm perguntado pelo meu poema no http://poeiaemrede.no.sapo.pt/
gostaria de avisar que acabo de enviar "A Menina em Mim". Não nasceu em soneto, mas é um poema e essa menina sou mesmo eu, desde que me conheço.
Dedico-o a todas as crianças do planeta e a todos os que souberam manter vivos os meninos dentro de si.
A todos vós e à equipa do Sapo que teve esta brilhante iniciativa, o meu abraço de cometa!

