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poetaporkedeusker

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UM BLOG SOBRE SONETO CLÁSSICO

Da autoria de Maria João Brito de Sousa, sócia nº 88 da Associação Portuguesa de Poetas, Membro Efectivo da Academia Virtual Sala dos Poetas e Escritores - AVSPE -, Membro da Academia Virtual de Letras (AVL) e autora no Portal CEN, escrito num portátil gentilmente oferecido pelos seus leitores. ...porque os poemas nascem, alimentam-se, crescem, reproduzem-se e (por vezes...) não morrem.
11
Dez18

DESENHANDO SONHOS

Maria João Brito de Sousa

Associação de reformados. pensionistas e idosos

DESENHANDO SONHOS

*

 

 

Rir por tudo e por nada. Andar descalço.

Trepar à nespereira do quintal

Sem hesitar, nem dar um passo em falso.

Colorir muros brancos como cal,

*

 

Olhar o Sol, correr no seu encalço,

Nadar no mar que nos fornece o sal,

Exp`rimentar a ventura e, sem percalço,

Saber que se fez bem, sem fazer mal...

*

 

Privilégios de infância, bem o sei,

Que às vezes ser menino é ser-se rei

E engendrador de anseios desmedidos

*

 

Que a nós, crescidos, se nos vão escapando

Se os não concretizarmos Desenhando

 Sonhos que nunca perdem seus sentidos .

*

 

Maria João Brito de Sousa – 11.12.2018 – 15.23h

 

 

À Associação DESENHANDO SONHOS - Associação de Reformados, Pensionistas e Idosos das Freguesias de Oeiras e S. Julião da Barra -, da qual fui convidada a tornar-me membro no passado dia nove do corrente mês de Dezembro.

 

Imagem retirada daqui

10
Dez18

OH, TANNENBAUM, OH, TANNENBAUM...

Maria João Brito de Sousa

oh tannenbaum.jpg

OH, TANNENBAUM, OH, TANNENBAUM *...

*

 

Tenho o Natal à porta e “desmusada”,

Não posso recebê-lo dignamente...

Tenho, contudo, a árvore montada

E espaço para mais do que um presente

*

 

Na meia muito velha e remendada

Que pendurei num ramo reluzente

Da árvore que aguarda recatada,

Brilhando e cintilando humildemente.

*

 

Quão mais me esforço para a ver brilhante,

Mais ela se me apaga, relutante

Em tornar-se visível, chamativa...

*

 

Não brilha por brilhar, mas porque quer

Explicar que emite um brilho de aluguer,

Que apenas finge ser matéria viva...

*

 

Maria João Brito de Sousa – 10.12.2018 – 11.40h

 

*Tannenbaum – Árvore de Natal

 

Imagem retirada daqui

 

07
Dez18

CRIATIVIDADE CULINÁRIA - Um Divino Pitéu

Maria João Brito de Sousa

UM DIVINO PITEU.jpg

CRIATIVIDADE CULINÁRIA

“UM DIVINO PITÉU”

(Soneto Alexandrino)

*

 

Da posta de corvina em cama de chalota,

Ao “risotto” de pota em cima de erva fina

Com flor de tangerina ao molho de ricota

Que, fazendo batota, enchi de margarina,

*

 

Criei, fiquei devota e fui seguindo a sina

Daquilo que combina, ainda que a bolota

Assada em terracota, afiance a proteína

E nos mate a famina, evitando esta nota.

*

 

 

A Chef irei chegar, pois criativa sou!

Mas se alguém não gostou deste épico manjar,

Delego o meu lugar noutro qualquer “pivot”!

*

 

 

Confesso que “bispou”, mas convido a provar,

Pois pode o paladar mostrar que me enganou

E o pitéu dar um “show” de dimensão estelar!

*

 

 

Maria João Brito de Sousa – 07.12.2018 – 11.02h

*

 

(Porque também eu gosto de brincar, de quando em quando... ) ;)

 

 

Imagem retirada daqui

06
Dez18

QUE FUTURO PARA AQUELES QUE NEM PRESENTE TÊM?

Maria João Brito de Sousa

QUE FUTURO - CGTP-in.jpg

QUE FUTURO PARA AQUELES QUE NEM SEQUER PRESENTE TÊM?

 

(Em verso alexandrino)

*

 

E sonha-se um futuro enquanto, no presente,

Morre de fome a gente à míngua de um pão duro

Mesmo que parco e escuro, inda que faça frente

Ao gesto prepotente erguendo, de aço, um muro.

*

 

Fascino-me – é seguro! - , almejo ardentemente

Subir essa vertente, abri-la furo a furo,

Que, segundo afiguro, augura um repto urgente

À nossa humana mente em cérebro imaturo.

*

 

Concentro-me não raro, agora pra pensar

Qual será o lugar do explorado... aqui paro

Assim que vejo claro o verbo aniquilar.

*

 

Vou-me posicionar segundo o meu reparo

Porquanto de bom faro, agora é não parar

E havendo que lutar, luto por quem me é caro.

*

 

 

Maria João Brito de Sousa – 05.12.2018 – 17.15h

 

 

 

Imagem retirada daqui

05
Dez18

O PRESENTE - Em verso alexandrino

Maria João Brito de Sousa

PRESENTE.jpg

PRESENTE

 

(Alexandrino)

*

 

Confesso que tentei abrir os cadeados

De alguns portões fechados com que me deparei

E fiz tudo o que sei para os ver escancarados,

Tomando tais cuidados que quase os franqueei,

*

 

Mas logo que apurei segredos lá guardados,

Soube-os tão bem vedados que de pronto os fechei;

Se agora o confessei, não temo os meus pecados

Ante os portões cerrados que apenas vislumbrei.

*

 

Optei por ser prudente, mantendo o seu segredo;

Ali nascia o medo ao lado da semente,

Ali era a nascente, mas era ainda cedo...

*

 

Talvez num novo enredo alguém o faça ou tente

Bem mais conscientemente do que no gesto ledo

Com que eu agora acedo aos versos do presente.

*

 

 

Maria João Brito de Sousa – 04.12.2018 – 14.40h

 

 

Imagem retirada daqui

04
Dez18

DO BELO ABSOLUTO

Maria João Brito de Sousa

DO BELO ABSOLUTO 220px-Willendorf-Venus-1468.jpg

DO BELO ABSOLUTO

*



Viverá nas franjas da espuma das ondas

Comendo redondas e doces laranjas;

Daquilo que esbanjas formará, em rondas,

Espelhos de giocondas, sargaços e granjas.

*



Do que mal abranjas, urdir-te-á mondas

De aromas que sondas, dos quais fará canjas,

Consolos que arranjas depois das tais rondas

Que fazes se zombas, mas não te constranjas

*



Porque não existe, é mero produto

De um ramo sem fruto. Se pensas que o viste,

Se a visão persiste e se torna reduto,

*



Mas perde estatuto, não fiques tão triste

Que ainda te assiste direito ao seu luto;

Do belo absoluto, contudo, desiste.

*





Maria João Brito de Sousa – 04.12.2018 – 10.10h

 


Imagem - Vénus de Willendorf (Wikipédia)

02
Dez18

NÓS, HUMANOS

Maria João Brito de Sousa

Nós, HUMANOS.jpg

NÓS, HUMANOS

*

 

 

Grandes sobressaltos nos correm nas veias;

Sonhamos sereias e banquetes lautos,

Nós mesmos, arautos de burgos, de aldeias,

Tecemos as teias, redigimos autos,

*

 

 

Vencemos socalcos, plantamos ideias,

Calcamos areias, subimos planaltos

E, ainda que incautos, enchemos plateias

De luz, sem candeias; de espantos, sem faustos.

*

 

 

Por aqui, criando, ali, destruindo,

Umas vezes rindo e outras chorando,

Todos nós tentando, quase conseguindo,

*

 

 

Tocar cada infindo que vamos sonhando;

Nós, humano bando. Nós, evoluindo,

Nós, quase assumindo que estamos criando.

*

 

 

 

Maria João Brito de Sousa – 02.12.2018 – 13.42h


Imagem retirada daqui

30
Nov18

ATÉ SEMPRE!

Maria João Brito de Sousa

Até sempre.jpg

ATÉ SEMPRE!

*



Mortinhos andamos por saber das vidas

E lutas renhidas de servos e de amos,

Mas pouco ganhamos quando desmentidas

Ou mal repartidas nos diversos ramos,

*





Se as consideramos noções adquiridas;

Das coisas ouvidas, tudo partilhamos

E nem duvidamos. Se estão garantidas,

Quão mais repartidas, mais nos fascinamos.

*





Mas, hoje sem musa, que a musa fugiu,

Lembro Bento, o tio, e fico confusa...

A musa em recusa, pois Bento partiu

*



Concede-me um fio da malha inconclusa

Que em nada se acusa, mas faz um desvio;

Faz frio, tanto frio, que este “adeus” se me escusa.

*





Maria João Brito de Sousa – 30.11.2018 – 11.26h

*



Em singela homenagem ao poeta Bento Tiago Laneiro, mais conhecido por “tio Bento”, ontem falecido.



Até sempre, tio Bento!

 

 

 

Imagem retirada daqui

 

 

 

Oeiras 004 (2) - Tio Bento, Landa, Dulce, eu e Vit

Aqui , em Oeiras, na pastelaria Paris, há cerca de nove anos.

 

Da esquerda para a direita, Landa Machado, eu, Vitor Castanheira, Dulce Saldanha e Bento Tiago Laneiro (tio Bento)

 

Fotografia gentilmente cedida por Landa Machado.

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