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poetaporkedeusker

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UM BLOG SOBRE SONETO CLÁSSICO

Da autoria de Maria João Brito de Sousa, sócia nº 88 da Associação Portuguesa de Poetas, Membro Efectivo da Academia Virtual Sala dos Poetas e Escritores - AVSPE -, Membro da Academia Virtual de Letras (AVL) e autora no Portal CEN, escrito num portátil gentilmente oferecido pelos seus leitores. ...porque os poemas nascem, alimentam-se, crescem, reproduzem-se e (por vezes...) não morrem.
05
Abr20

CIDADE ENTRE MURALHAS

Maria João Brito de Sousa

VAZIA, A CIDADE ENTRE MURALHAS.jpg

 CIDADE ENTRE MURALHAS

*

 

Está vazia, a cidade entre muralhas...

Vestindo um pálio verde acinzentado,

Espelha agora reflexos e migalhas

Do que era humano, urbano e povoado.

*

 

Há silêncios brotando destas malhas

Pelo homem tecidas no passado;

Hoje, nem um sinal de humanas falhas

Contraria o vazio aqui estampado.

*

 

Suspensa, a vida humana mal murmura,

Mas permanece a esp`rança. Essa perdura

No sonho que entre muros se encerrou.

*

 

Quem sabe quando chega esse amanhã

Que há-de trazer consigo a vida sã

Que todo o homem são sempre sonhou?

 

*

 

Maria João Brito de Sousa – 05.04.2020 – 19.28h

 

*

 

Soneto criado ontem para o desafio “Imagem/Poema” do site Horizontes da Poesia.

(muito ligeiramente reformulado)

05
Abr20

AGUARDO A MÚSICA DE UM VERSO

Maria João Brito de Sousa

eu e Nice - Dafundo.jpg

AGUARDO A MÚSICA DE UM VERSO

*

 

Garanto que jamais procuro um tema;

É um verso qualquer que, de repente,

Se aproxima de mim, me vem à mente,

Mesmo antes que eu pensasse num poema.

*

Depois, o tema surge e, sem problema,

Vai-se desenvolvendo qual semente

Que brota de uma terra que a consente

E a aceita sem cuidar de mote ou lema.

*

Estou sempre atenta ao som de cada frase

Que elaboro ao pensar. Até à crase

Presto toda a atenção. Estou sempre à espera

*

Da toada inerente ao verso incerto,

Que não sei se está longe ou se está perto,

Que nem sei se vem mesmo ou se é quimera.

 

*

 

Maria João Brito de Sousa – 04.04.2020 – 17.00h

 

*

Soneto-resposta ao soneto "TEMA" enviado pelo poeta Raymundo Salles, Brasil

 

04
Abr20

ASSIM NASCE UM FADO

Maria João Brito de Sousa

um fado - p rego.jpg

 ASSIM NASCE UM FADO

*

 

(Sonetilho)

*

 

Há sempre um grito adiado

Na voz de um homem qualquer,

Bem como na da mulher

Que um grito abafa a seu lado.

*

Quem dera poder saber

Qual o teria soltado

Se ambos pudessem escolher

O momento adequado

*

Para o soltar sem correr

Um risco tão arriscado...

Calá-lo é, porém, morrer,

*

 

Porque um grito, se abafado,

De magoado, há-de irromper...

E é assim que nasce um fado!

 

 

 

*

Maria João Brito de Sousa- 02.04.2020 – 16.00h

 

 

FADO - Paula Rego

03
Abr20

É DA VIDA (IN)TANGÍVEL QUE TE FALO

Maria João Brito de Sousa

Gestação Floral - 1999 (fotografado por Vítor Martinez).jpg

É DA VIDA (IN)TANGÍVEL QUE TE FALO

*

 

Eu falo-te das forças e fraquezas

Que sempre tive ensejo de sondar

Nas almas proletárias e burguesas

Com as quais me calhou poder lidar.

*

Falo das alegrias, das tristezas,

Do amor, do espanto e deste imenso mar

Que nos encheu de glória e de riquezas

Noutros tempos que o tempo fez passar.

*

 

É dos homens que falo. E é da vida

(a minha musa amada, a preferida)

Que vão nascendo os versos que te envio.

*

Falo do equilíbrio entre a razão

E este meu compulsivo coração

Que pulsa preso à vida por um fio.

*

 

Maria João Brito de Sousa – 03.04.2020 – 10.43h

30
Mar20

HÁ-DE HAVER RISOS, HÁ-DE HAVER QUEM VENÇA!

Maria João Brito de Sousa

Há-de haver quem vença! imagem.jpg

HÁ-DE HAVER QUEM VENÇA!

*

 

Morrem os velhos, morrem os doentes,

Morrem humildes e até  poderosos...

Que dos que partem nasçam as sementes

Que irão vingar e dar frutos viçosos!

*

Fazem clausura crentes e descrentes,

Cessam abraços, por perniciosos,

Temem as gentes tornar-se os agentes

Desse contágio. Todos, quais leprosos,

*

Tapam os rostos, evitam tocar-se,

Que é grande o medo de contaminar-se;

Enorme o risco e tremenda a sentença!

*

Das negras noites nasce o fel dos dias,

Mas... vida é Vida e, depois das fobias,

Há-de haver risos, há-de haver quem vença!

*

 

Maria João Brito de Sousa – 29.03.2020 -20.31h

 

Imagem retirada da Web, via Google

 

 

29
Mar20

DISTO ESTOU CATIVA (soneto/missiva)

Maria João Brito de Sousa

DISTO ESTOU CATIVA - imagem.jpg

 

DISTO ESTOU CATIVA

(Soneto/missiva)

*


Estive quase a morrer no hospital
E hoje estou quase cega, pouco vejo...
Peço, poeta, não me leve a mal
Não ter correspondido ao seu desejo
*


De amigável conversa virtual...
Creia, poeta, que não tive ensejo
​​​​​​​De dar resposta, como habitual

E, de futuro, nada bom prevejo.

*

 

Doseio a conta-gotas o que leio

E também o que escrevo hoje doseio...

Tudo isto faço pra manter-me viva

 

*

Não vá a morte  levar, de escanteio,

O que antes lhe neguei. Decepcionei-o?

Peço perdão, mas disto estou cativa.

 

*

 

Maria João Brito de Sousa – 29.03.2020 – 16.24h

**

 

Nota - Soneto enviado como resposta ao soneto "Missiva" que me foi enviado por um poeta amigo do Brasil, Raymundo Salles.

 

Imagem retirada da WWW, via Google

 

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