.UM BLOG SOBRE SONETO CLÁSSICO

Da autoria de Maria João Brito de Sousa, sócia nº 88 da Associação Portuguesa de Poetas, Membro Efectivo da Academia Virtual Sala dos Poetas e Escritores - AVSPE -, Membro da Academia Virtual de Letras (AVL) e autora no Portal CEN, escrito num portátil gentilmente oferecido pelos seus leitores. ...porque os poemas nascem, alimentam-se, crescem, reproduzem-se e (por vezes...) não morrem.
Segunda-feira, 28 de Julho de 2014

UM SONETO POR GAZA

(Decassílabo heróico)


Por cada pequenino assassinado,
Por cada ferida aberta ou cada grito
De um povo dia a dia dizimado,
Encurralado, exposto, exangue, aflito,

Por cada obus de fogo ali lançado
Por loucos prepotentes de olho fito
Na criança inocente e sem pecado
Gerada pela carne e não no mito,

Para que o genocida pare enfim
De chacinar sem dó, de destruir
O abrigo improvisado em cada casa,

Um soneto, mais um, vindo de mim,
Para quem, dentre vós, possa "sentir"
Cada grito de horror que ecoa em Gaza...


Maria João Brito de Sousa - 28.07.2014 - 12.13h

 

 

 

sinto-me :
publicado por poetaporkedeusker às 15:55
link do post | "poete" também! | favorito
|
54 comentários:
De heretico a 29 de Julho de 2014 às 22:10
comovente.

grato por esta grata emoção...

beijo

(não resisti e coloquei no FB. peço desculpa pela ousadia)
De poetaporkedeusker a 30 de Julho de 2014 às 00:47
Fico até muito grata, Heretico!

Forte abraço!!!
De poetaporkedeusker a 30 de Julho de 2014 às 01:05
Heretico, li e reli O RUMOR DA LÍNGUA, mas estou pontualmente impedida de comentar por uma série de pequenos obstáculos que surgiram na sequência da instalação do office no Windows 8... penso que isto não fará muito sentido, mas não o consigo explicar melhor... voltarei ao Relógio de Pêndulo assim que tiver conseguido superar estes novos obstáculos informáticos.

Forte abraço!
De poetazarolho a 30 de Julho de 2014 às 00:41
"Venceremos"

Já evolui a economia
Em direcção ao buraco
Há muito que não se via
Este país feito num caco

Está de alma e coração
Também de espírito santo
Esta é a nossa evolução
Far-se-ão caras de espanto

Pois lá no fundo estar
Só pode ser bestial
É o espírito ganhador

Que se está a preparar
P’ra revelar o potencial
Deste país vencedor.

Prof Eta
De poetaporkedeusker a 31 de Julho de 2014 às 02:08
Venceremos, não duvido,
Pois será certa, a vitória,
Quando o povo, reunido,
Ele próprio, fizer História!

M. João


Vai só assim porque nem sei se a ligação se vai aguentar, Poeta...
De poetazarolho a 30 de Julho de 2014 às 06:57
Jogada do chá.
De poetaporkedeusker a 30 de Julho de 2014 às 14:07
Vou ver o Chá e, a seguir, tenho mesmo de desligar, Poeta... sei que tenho um sonetilho para tentar responder, mas as coisas, por aqui, estão muito complicadas e a pen está-me a comer Megas a uma velocidade...
De poetazarolho a 31 de Julho de 2014 às 07:15
Chá pisado.
De poetaporkedeusker a 31 de Julho de 2014 às 17:14
Coitado do Chá, Poeta...
De poetazarolho a 31 de Julho de 2014 às 23:05
"Morta a guerra"

Matei a guerra afinal
Não morre mais soldado
Sei que não sou original
Pois já o fez o Solnado

Desta vez é para valer
Crianças não esventrarão
Seu sangue não vai correr
Será delas outra missão

Nascer, crescer e viver
Plantar a semente da paz
Cuidar dela com amor

Na lápide iremos escrever
Maldita guerra aqui jaz
E com ela tempos de horror.
De poetaporkedeusker a 1 de Agosto de 2014 às 21:00
Lembrei-me duma verdade
Que jamais contradirei;
Mais nos vale a liberdade
Do que o luxo em contra-lei

E, das lutas, também sei
Serem justas, se outro invade
Direitos que eu conquistei
Trabalhando com vontade...

Pessoal ou colectiva,
Uma luta é sempre justa
E estará, pr`a sempre, viva

Se aquilo que mais nos custa
For ver quem connosco priva
Num temor que nos assusta...

M. João


Aí vai, com o abraço de sempre e muitíssimo "coxo" porque eu estou cheia de pressa - malvada pen... - e pressionada por todos os lados no que toca à minha pobre vidita...

De poetazarolho a 1 de Agosto de 2014 às 07:13
Chá verdadeiro.
De poetaporkedeusker a 1 de Agosto de 2014 às 20:06
Que dia, Poeta... e nada ficou explicado!

Vou ao Chá!
De poetazarolho a 2 de Agosto de 2014 às 07:01
Espero que em breve obtenha as explicações devidas.
De poetaporkedeusker a 2 de Agosto de 2014 às 15:15
Nada, Poeta! Até agora, é como se um "fantasma" tivesse feito desaparecer o meu contrato de reinserção social
De poeta_extase a 2 de Agosto de 2014 às 02:21
Muitas vidas para o além,
pobres da faixa de Gaza,
e o povo em Jerusalém
sem poder sair de casa.

Adílio Belmonte,
Belém-Pará-Brasil
De poeta_extase a 2 de Agosto de 2014 às 02:32
Horror que a tudo arrasa,
na guerra de satanás,
naquela Faixa de Gaza,
onde só há almas más.
De poetaporkedeusker a 2 de Agosto de 2014 às 15:21
Almas, e corpos também,
Hora a hora vitimadas
Pela ganância de quem
Impõe condições erradas...


O meu fraterno abraço, amigo Adílio!
De poetaporkedeusker a 2 de Agosto de 2014 às 15:26
Sem poder sair das casas
Que pouco os abrigarão
Pois os mísseis têm asas
Que a todas derrubarão...


Outro fraterno abraço!
De poetazarolho a 2 de Agosto de 2014 às 07:00
"Bem tratados"

Núcleo de supervisão
Buraco não detectou
Foi enorme o trambolhão
Mas ninguém se magoou

Estudada à exaustão
Solução não tardou
O estado deu a mão
E ninguém se afundou

Retomada a navegação
Normalidade regressou
Aos mares desta nação

A que sempre navegou
Estando o vento de feição
Ou quando o povo pagou.
De poetaporkedeusker a 4 de Agosto de 2014 às 15:06
"Mais... acordados!"

Paga o povo, é sempre assim!
Mesmo sendo maltratados
Vão cultivando o "jardim"
Dos ladrões mais abastados

E depois quando, no fim,
Virem estar sendo roubados,
Talvez admitam que sim,
Que também foram culpados,

Ou então... talvez se virem
Muito unidos, com certeza,
Contra aquel`s que os atingirem

Ao roubar-lhes pão da mesa
E, por fim, lhes exigirem
Mais justiça, à portuguesa...


Maria João


Ai, a pen! Abraço, Poeta!


De poetazarolho a 2 de Agosto de 2014 às 07:15
A PASTA DO COMISSÁRIO MOEDAS


Num país em decadência,
Numa economia em queda
Onde prima a incompetência,
Serve uma qualquer moeda
Como moeda de troca
P´ra um lugar do comissário
Nessa esfarrapada Europa.
Pensar de modo contrário,
Adoptar outros critérios,
Seria ideia nefasta,
Pois sabe-se, à partida,
Qual será a sua pasta…
Não há mesmo outra saída:
A pasta dos cemitérios.


Eduardo
De poetazarolho a 4 de Agosto de 2014 às 00:18
"Tudo novo"

Haverá muitos milhões
Dizem para o banco novo
Ficam livres os ladrões
Quem fica preso é o povo

Haverá um buracão
Dizem para o banco mau
Que sofre de intoxicação
Por ter snifado o cacau

O fundo de resolução
Abonará todo o capital
A que obriga a solução

Dizem sem apoio estatal
Ainda muitos se queimarão
No verão quente em Portugal.

Prof Eta
De poetaporkedeusker a 4 de Agosto de 2014 às 13:24
"Novo, mas cheio de bolor..."

Mais parece o estado novo
Quando, mudando-lhe o nome,
Vão "comendo" o que é do povo
E o povo... que morra à fome!

Se a verdade é como um ovo,
Se não há ninguém que a dome,
Mais tarde ou mais cedo, eu sovo
Todo aquele que hoje assim come!

Neste Verão quente - mas pouco! -
Em que a chuva lacrimeja,
Vai ficando tudo louco

E tudo o que eu sinta ou veja
Me parece ficar oco
Por muito cheio que esteja...


Maria João


Cá vai, sempre "a correr" porque, agora, já me/nos vai saindo caro cada minuto online...
Abraço grande, Poeta!!!

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