.UM BLOG SOBRE SONETO CLÁSSICO

Da autoria de Maria João Brito de Sousa, sócia nº 88 da Associação Portuguesa de Poetas, Membro Efectivo da Academia Virtual Sala dos Poetas e Escritores - AVSPE -, Membro da Academia Virtual de Letras (AVL) e autora no Portal CEN, escrito num portátil gentilmente oferecido pelos seus leitores. ...porque os poemas nascem, alimentam-se, crescem, reproduzem-se e (por vezes...) não morrem.
Sábado, 14 de Junho de 2014

UM SONETO "FORA DA LEI"

 

(Em decassílabo heróico)

 

 

Passaram tantos dias, tantos anos

(… a vida é mesmo assim que se desenha,

Não escrevo pr`a chorar-lhe os desenganos…),

Que aqui tento evocar, nesta resenha

 

Do “engenho” que cresceu nos meus “meccanos”,

Das bonecas de loiça ou desta estranha

Memória que, ao passar, não causa danos

Porque, aos danos que fez, esquece e desdenha…

 

Nostálgica… não sou, nunca o serei!

Se evoco, é porque nisto reproduzo

O pouco, o muito pouco qu`inda sei

 

Que vou fazendo enquanto me conduzo

Ao sabor da palavra e contra a “lei”

Que a tantos dobrará, mas que eu recuso…

 

 

Maria João Brito de Sousa – 14.06.2014 – 17.13h

sinto-me :
publicado por poetaporkedeusker às 20:27
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|
24 comentários:
De poetazarolho a 14 de Junho de 2014 às 20:58
“Não ser”

Ser, sem ter nascido
Está aberta a discussão
Modelo é desconhecido
E muito além da razão

Pode ser desenvolvido
No campo da abstracção
Pois mesmo sendo parido
Há muitos que o não são

Ser assim significaria
Não ser pedaço de gente
Coisa finita e mortal

E assim se provará um dia
Num domínio diferente
Que o não ser é imortal.
De poetaporkedeusker a 14 de Junho de 2014 às 21:22
Pelo sim, pelo não...

Fica longe, o tal Modelo,
Desta humílima razão,
Mas, se não digo que não,
Também não pago pr`a vê-lo...

Fique o Não Ser num escabelo,
No altar da tradição,
Vestido ou posando "em pêlo"
Pr`a nossa satisfação...

Eu vou sendo enquanto sou
E escrevendo, enquanto posso,
O que a Musa me soprou

Quando a memória - que adoço... -
De outros tempos se lembrou
A seguir ao meu almoço...


Maria João

Gostei muito deste seu sonetilho, Poeta! Cá vai este, muito pragmaticozinho e ainda mais coxo, mas...vai com o abraço do costume!


De poetazarolho a 15 de Junho de 2014 às 01:23
Recuse sempre. Lida foto.
De poetazarolho a 15 de Junho de 2014 às 01:24
Linda.
De poetaporkedeusker a 16 de Junho de 2014 às 00:40
!
De poetazarolho a 16 de Junho de 2014 às 07:13
Chá pensante.
De poetazarolho a 15 de Junho de 2014 às 06:53
Chá limite.
De poetaporkedeusker a 15 de Junho de 2014 às 17:35
Vou ver esse Chá-limite, Poeta!
De poetazarolho a 15 de Junho de 2014 às 19:52
“Velho fado”

País de trapaças mil
Vê-se nelas enredado
Antes e depois de Abril
Este é o nosso fado

Fado do desgraçadinho
Maltrapilho e rasgado
Pedregoso seu caminho
De futuro enrodilhado

Pobre povo já não lavas
As mágoas da tua alma
Pelo sofrer encardida

Antes ainda cantavas
Mas roubaram-te a calma
Deixaram-te a alma ferida.

Prof Eta
De poetaporkedeusker a 15 de Junho de 2014 às 20:46
Velho ou novo...


Povo, por muito que laves
As nódoas do teu país,
Por muito, muito que escaves
À procura da raiz,

Por mais que, tonto, te "encraves"
Fazendo o que alguém te diz,
Descobrirás tuas chaves
Bem debaixo do nariz!

Velho fado, ou fado novo,
A canção de cada dia
Há-de chegar-nos de um povo

Que, já farto do que via,
Descobre que o próprio ovo
Só nasceu porque... podia!


Maria João


Com o abraço do costume, Poeta!
De poetazarolho a 16 de Junho de 2014 às 07:14
Chá pensante.
De poetaporkedeusker a 16 de Junho de 2014 às 20:09
Vou vê-lo, Poeta!
De poetazarolho a 16 de Junho de 2014 às 19:15
“Navegando”

Na paz podre navegamos
Ou em fraticidas batalhas
Meio termo não encontramos
Carregamos as cangalhas

Encontrar a harmonia
Será o limite perfeito
Duma natural hierarquia
Cimentada pelo respeito

Neste navegar atribulado
Mas de forma consciente
Procuramos alcançar

Um rumo equilibrado
P’ra de forma consistente
Navegarmos tanto mar.
De poetaporkedeusker a 16 de Junho de 2014 às 20:41
Vejo-te, onda gentil, quebrando ao largo
Da praia pequenina que inventei
Pois disto, que recordo, eu nada sei,
Senão que esse "tão longe" é muito amargo...

Maria João


Só assim, Poeta, com o meu abraço! Não deixa de ser decassílabo... e heróico, quanto à acentuação/métrica, porque é exactamente a isso que se refere, em poesia, o termo heróico.
De heretico a 16 de Junho de 2014 às 21:20
confesso a minha atração pelos poemas fora da lei.

os meus não atingem tal dimensão - limitam-se a ser "heréticos" ... rss

gostei muito.

cumprimentos
De poetazarolho a 16 de Junho de 2014 às 23:12
OUTRO FADO

Por eu não gostar de cantar o fado
E ficar cansado de tanto o ouvir
Não creio merecer o ser acusado
Nem ser condenado por assim sentir

Também não acuso quem se divertir
E ao ouvi-lo, triste, ficar consolado…
Mais cedo ou mais tarde vai pô-lo de lado
Vai querer outro fado para o seu porvir

Não quero viver a morrer de saudade
Sempre à espera de um desejado,
Sempre ansioso da minha ansiedade.

Ir ver tanto mar, para que serviu?
P´ra vir soluçar esse velho fado,
No lugar deixado, donde se partiu?

Eduardo
De poetazarolho a 17 de Junho de 2014 às 00:23
“A bem da nação”

Hoje o melhor do mundo
Jogador de Portugal
Esteve lá muito no fundo
Como um jogador banal

Foi-se tudo num segundo
Não houve onze ideal
Este hoje caiu rotundo
No início do mundial

Foi um golpe profundo
Como há muito não se via
Numa grande competição

Que nasça onze fecundo
P’ra nos dar muita alegria
Tudo a bem da nação.

Prof Eta
De poetazarolho a 17 de Junho de 2014 às 07:03
Chá vê.
De poetaporkedeusker a 18 de Junho de 2014 às 19:58
Ai, Poeta... o chá vê, mas eu é que fiquei sem ver nada porque o acesso anterior ficou bloqueado... agora estou com uma pen e tenho mesmo, mesmo de poupar... mas vou ver se vejo o que o chá vê

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