.UM BLOG SOBRE SONETO CLÁSSICO

Da autoria de Maria João Brito de Sousa, sócia nº 88 da Associação Portuguesa de Poetas, Membro Efectivo da Academia Virtual Sala dos Poetas e Escritores - AVSPE -, Membro da Academia Virtual de Letras (AVL) e autora no Portal CEN, escrito num portátil gentilmente oferecido pelos seus leitores. ...porque os poemas nascem, alimentam-se, crescem, reproduzem-se e (por vezes...) não morrem.
Sexta-feira, 9 de Outubro de 2009

ESTE ESPAÇO ONDE TRABALHO...

Não. Não é o espaço que a fotografia deixa vislumbrar... ali nascem muitos dos meus poemas, mas só aqui, neste outro espaço, eles são preparados para navegar na blogosfera, para chegarem até à Fábrica, até vós...

Este outro espaço é rectangular, claro e muito mais espaçoso...

À minha frente há um computador, é evidente, ou não estaria assim, tão "em directo" convosco. Um computador e uma longa mesa dividida que se prolonga em direcção à minha esquerda até perfazer mais dois nichos de trabalho, cada um com o seu equipamento informático. Imediatamente a seguir vem um biombo verde garrafa onde foram colados alguns cartazes. O último deles é do Glue, dos Da Weasel. Leio com atenção o que está escrito sob a sua imagem: A VIOLÊNCIA É UM CICLO.

                     TU PODES QUEBRÁ-LO.

sigo além da mensagem e o meu olhar encontra um estante cor-de-laranja onde está a nascer uma nova biblioteca. Sorrio-lhe com todo o carinho que dedico às coisas novas e bem-vindas e continuo a passear o olhar pela enorme janela que fornece luz natural a todo o espaço, até encontrar a secretária do funcionário que controla o desempenho dos equipamentos. Sorrio novamente. Nunca tive problemas com estes aparelhos mas acontece, por vezes, um cursor ficar imobilizado ou haver alguém que tenha dificuldade em aceder a determinado site.É nesse momento que o "controlador" vem ajudar para que o trabalho não fique parado num impasse.

Deixo que o olhar continue e encontro uma outra mesa corrida, folheada a madeira, perfeitamente idêntica àquela em que me encontro, tanto no número de computadores que disponibiliza, quer em cor e funcionalidade... uma diferença, no entanto, leva a que os meus dedos repercutam um pouco mais sobre as teclas negras que utilizo para vos contar do espaço em que trabalho. Uma parede em mosaico pequeno, semelhante à comum tijoleira, mas num verde claro acinzentado, serve de fundo a essa irmã gémea da mesa que estou a utilizar como suporte.

O soalho é de madeira e, hoje, cheira a escola, aqui, no espaço onde trabalho. Não sei se é este Outubro brilhante que remete para esses tempos remotos a minha memória olfactiva... talvez seja a disposição dos equipamentos, a claridade da sala... a porta com o vidro redondo que a minha escola nunca teve, não será, com certeza...

Olho, agora, para o centro do espaço rectangular e descubro a mesa de fórmica branca, rodeada de cadeiras forradas de tecido verde-pastel, numa tonalidade acima da tijoleira da parede lateral. Por vezes, um ou outro acompanhante vem sentar-se nela para ler um pouco. Não há grandes ruídos. Respeita-se, muito naturalmente, o trabalho dos "vizinhos" e apenas a música de fundo quebra suavemente a cadência do bater das teclas.

Esquece-se, neste espaço onde trabalho, a coordenada tempo. Esquece-se ou confunde-se, não sei bem... nunca me sei se velha ou menina enquanto trabalho. Sinto-me oscilar entre esses dois extremos conforme a nova coordenada que vai nascendo dos nossos dedos... essa que se não mede em metros nem em horas ou anos e que nos leva infinitamente além de tudo isso. A comunicação.

 

:)

Descrito para http://fabricadehistorias.blogs.sapo.pt/

 

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Quinta-feira, 25 de Junho de 2009

(TRANS)FIGURAÇÃO LINE...

Na vertical de mim, um ponto incerto A vacilar num vértice inseguro Sobre uma horizontal de risco puro Onde corria a lá...

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publicado por poetaporkedeusker às 11:56
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Sábado, 13 de Dezembro de 2008

AUTO-RETRATO II

Há versos que nem sei quem os criou Porque eu sou, afinal, um instrumento Que escreve alheio a quanto desalento A vida ...

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publicado por poetaporkedeusker às 04:23
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Sexta-feira, 5 de Setembro de 2008

ALGUÉM QUE NADA VÊ OU...

Ó Mundo, eu nada sou! O Mar que o diga, Que te fale dessoutras madrugadas, Das tardes colorindo, em desfolhadas, As not...

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publicado por poetaporkedeusker às 12:48
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Segunda-feira, 18 de Agosto de 2008

PARADOXO

Um poema a erguer-se como um muro Diante do meu corpo aprisionado, Que me fala do mundo e do pecado E depois, como esco...

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publicado por poetaporkedeusker às 12:53
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