.UM BLOG SOBRE SONETO CLÁSSICO

Da autoria de Maria João Brito de Sousa, sócia nº 88 da Associação Portuguesa de Poetas, Membro Efectivo da Academia Virtual Sala dos Poetas e Escritores - AVSPE -, Membro da Academia Virtual de Letras (AVL) e autora no Portal CEN, escrito num portátil gentilmente oferecido pelos seus leitores. ...porque os poemas nascem, alimentam-se, crescem, reproduzem-se e (por vezes...) não morrem.
Sexta-feira, 20 de Fevereiro de 2015

SONETO SEM SAÍDA

0-beco-do-hospital-da-mrinha.jpg

 

(Em decassílabo heróico)

 

Há sempre um beco escuro e sem saída

Na estrada em que esta vida se percorre,

Um espaço onde mais nada se descobre

E aonde, finalmente, é revivida

 

Essa que, então, foi sendo percorrida,

Mas que, em chegando ali, onde não sobre

Nem sombra desse mais que nos socorre

Antes de a descobrirmos tão traída

 

Que mais nenhum poema nos ocorre

Pois, diante de nós, tudo é tão pobre

E tão dura a parcela percorrida

 

Que sabemos, então; “Nada é mais nobre

Do que acabarmos já, sem que nos dobre

Ninguém, nem coisa alguma, a própria vida...”

 

 

 

Maria João Brito de Sousa – 20.02.2015 – 13.24h

 

Imagem retirada do Google

 

 

 

 

publicado por poetaporkedeusker às 14:55
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43 comentários:
De poetazarolho a 22 de Fevereiro de 2015 às 07:53
Chá tem que ser.
De poetaporkedeusker a 22 de Fevereiro de 2015 às 10:49
Vou vê-lo enquanto posso, Poeta!
De poetazarolho a 22 de Fevereiro de 2015 às 23:46
“Dignos”

E agora a dignidade
Discutida a preceito
Não é digna a sociedade
Que nos aperta o peito

Nos retira o ganha-pão
E nos ignora amiúde
Idolatra-nos em eleição
Não nos paga a saúde

Nos centros de decisão
Decidem a austeridade
Permitem a corrupção

Dignificam a vaidade
Mentem com convicção
Como quem fala verdade.
De poetaporkedeusker a 23 de Fevereiro de 2015 às 09:37
"Como quem fala verdade",
Vão mascarando a mentira...
Escondem, nessa atrocidade,
Todo o pão que ela nos tira

Mentem, roubam dignidade,
Fazem dessa "dança" um "vira"
Que dançamos sem vontade
Com receio que nos fira...

Nada tenho e pouco faço,
Sou mesmo um "caso isolado"
Mas, num versejar benigno,

Sempre sinto que o cansaço
Pode ser posto de lado
E o versejo é muito digno...


Maria João


Cá vai, enquanto vou podendo, Poeta, com o abraço de sempre!

De poeta_extase a 24 de Fevereiro de 2015 às 00:45

Caríssima poetisa,

A vida é luta, milagres, renúncias e decepções, mas acima de tudo isso Deus manda luz a muitos corações. Você é uma dessas almas iluminadas. Que Deus te abençoe e te guarde!

Veio-me essa reflexão:

Pelas estradas longas desta vida
As trilhas nos aprontam as surpresas
Que deixam luzes nesta alma ferida,
Em sonhos, decepções e incertezas.
De poetaporkedeusker a 24 de Fevereiro de 2015 às 01:19
Muito grata pelas suas palavras, Adílio Belmonte!

Fraterno abraço!
De poetazarolho a 24 de Fevereiro de 2015 às 06:40
Chá ilógico.
De poetaporkedeusker a 24 de Fevereiro de 2015 às 10:00
Vou vê-lo, Poeta!
De poetazarolho a 25 de Fevereiro de 2015 às 00:27
“De mentes”

Foi à porta da loucura
Qu’espreitou a insanidade
P´lo buraco da fechadura
Sem revelar ansiedade

Aguardou o tempo exacto
Pr’atacar qualquer mente
Dum incauto em abstracto
Que de forma displicente

Sanidade deu de barato
Julgando ser indiferente
O ponto de intersecção

Entre pensamento e acto
Mas o cérebro já demente
Tarde verificou que não.
De poetaporkedeusker a 25 de Fevereiro de 2015 às 08:26
Tanta demência, em conjunto,
Mais parece o desgoverno
Que transforma cada assunto
Num pedacinho de inferno,

Que, estando quase defunto,
Não será, decerto, eterno,
Mas não nos livra o "bestunto"
De um descalabro... moderno...

Tendo siso - até demais... -
Quem me dera que a demência
Dos espaços virtuais,

Pudesse mostrar clemência
Pelos dons vocacionais
Que estão pr`além da aparência...

Maria João

Aqui vai, Poeta, o que me ocorreu, assim de repente, em cima da hora de mais uma consulta, entre enjoos e muitas dores... de cabeça e não só.
Abraço grande!
De poetazarolho a 26 de Fevereiro de 2015 às 07:10
“Levemente”


Chamam leve levemente
É a ponte virtual
Sem um projecto em mente
Reactivá-la é brutal
Não sei se será decente
Se faço bem ou faço mal
Será uma escrita diferente
E de âmbito experimental.

Zé da ponte ( Ponte Virtual )
De poetaporkedeusker a 26 de Fevereiro de 2015 às 08:47
Faz bem, Poeta, faz bem,
Mas não posso garantir
Por quanto tempo ela vem
Cumprir a função de unir...

Não tarda, já não estarei
Neste espaço, a navegar,
Nem sei se conseguirei
Resistir e respirar...

Enquanto puder, cá estou!
Até ao fim, sem falhar,
Dando o pouco que vos dou

Enquanto possa falar,
Mostrarei que esta que sou
Chega ao fim sem se calar...

Maria João

Aqui vai, Poeta, muito, muito, muito "feito a martelo", porque eu nem sei como ainda o consegui fazer. .. mas sempre com o abraço grande de todos os dias!



De poetazarolho a 26 de Fevereiro de 2015 às 23:04
“Início”


Processo de mutação
Processo emocional
Inicio a paginação
Do caderno virtual.

Zé da ponte
De poetaporkedeusker a 27 de Fevereiro de 2015 às 07:48
Ficarei, então, a aguardar novas revelações sobre o dito processo de mutação, Poeta. Enquanto me for dado navegar por este espaço, claro.
De poetaporkedeusker a 27 de Fevereiro de 2015 às 07:50
... e estando pior, nem me lembrava do abraço de sempre, que segue agora.
De poetazarolho a 28 de Fevereiro de 2015 às 00:31
“Não sei”

Da vida estou farto
Da sopa estou farto
Este nó eu não desato
É ciência em desacato
Da imensidão estou farto
E da pequenez também
Recolho já ao meu quarto
Só da morte não sei.

Zé da Ponte
De poetaporkedeusker a 28 de Fevereiro de 2015 às 11:30
É gigantesca, a difr`ença
Entre a angústia sem razão
E a da vida que nos "prensa"
E, de vez, nos diz que não...

Aquele que a vida dispensa
Numa plena negação,
Está doente e já nem pensa
Numa humana dimensão

Mas se, bem pelo contrário,
É a vida que lhe exige
Aquilo que já nem tem,

Muda a coisa de cenário
E toda a angústia que aflige
É razoável, também...

Maria João

Aqui vai, Poeta, enquanto posso e sempre com um abraço grande!
De poetazarolho a 28 de Fevereiro de 2015 às 20:53
“Real”

Realidade corta a direito
Sem espaço à ficção
Tu que espreitas dissimulado
Não esperes a supernova
Segue o caminho da estrela
Molda o mar e o coração.

Zé da Ponte
De poetaporkedeusker a 28 de Fevereiro de 2015 às 22:00
Moldo mar e coração
Mas não moldo "capital",
Nem o mais que, a bem ou mal,
Me impõe nova inibição...
Tenho motivo e razão
Pr`a estar como estou... tal, qual!

Maria João


Com o meu abraço de sempre, Poeta!
De poetazarolho a 1 de Março de 2015 às 18:08
“Da vida”

Do nada surge a vida
Esse milagre supremo
Ao nada se consigna,
Do mar surge a maré
Essa força natural
Envolve a fina areia,
No universo a estrela
Luz imensa a galopar
Produz vida, cintila no mar.

Zé da ponte
De poetaporkedeusker a 1 de Março de 2015 às 21:48
Amigos, já sem armas me aproximo
Do culminar do pouco que vos dei
E, do que me sabia, já nem sei,
E, por não mais sabê-lo, desanimo...
Mas, desta força hercúlea a que me arrimo,
Surge ainda a palavra - o quanto a amei! -
E por ela me pauto e pautarei
No nome que me coube e que ora assino;

Maria João

Segue com o abraço de sempre, Poeta!

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