.UM BLOG SOBRE SONETO CLÁSSICO

Da autoria de Maria João Brito de Sousa, sócia nº 88 da Associação Portuguesa de Poetas, Membro Efectivo da Academia Virtual Sala dos Poetas e Escritores - AVSPE -, Membro da Academia Virtual de Letras (AVL) e autora no Portal CEN, escrito num portátil gentilmente oferecido pelos seus leitores. ...porque os poemas nascem, alimentam-se, crescem, reproduzem-se e (por vezes...) não morrem.
Sábado, 21 de Junho de 2014

SONETO DE RÉDEA CURTA

 

(Em decassílabo heróico)

 

 

Sussurro ensimesmado, entristecido,

Ou grito enraivecido e revoltado,

Cada poema emite, ao ser traçado,

Um som que, antes de escrito, é sempre ouvido

 

E, se o poeta o prende, é desmentido,

Tudo o que quis dizer lhe foi roubado

Ao negar-lhe as razões pr`a ser cantado

Que o fizeram nascer livre e sentido…

 

Se afirmo o que afirmei, digo a verdade

Que poderão tomar por má vontade

Contra quem me sugira mote e tema,

 

Porém só sei escrevê-lo em liberdade

E juro que não faço essa maldade;

Arranco a rédea curta ao meu poema!

 

 

 

Maria João Brito de Sousa – 13.02.2014 – 19.30h

 

 

IMAGEM - Amadeo de Souza-Cardoso, Os Cavalos do Sultão

sinto-me :
publicado por poetaporkedeusker às 16:02
link do post | "poete" também! | favorito
|
24 comentários:
De poetazarolho a 22 de Junho de 2014 às 07:28
Chá reinventado.
De poetaporkedeusker a 23 de Junho de 2014 às 14:05
... o chá já deve estar frio e bem frio, de tão atrasada que eu chego... mas vou vê-lo, Poeta!
De poetazarolho a 22 de Junho de 2014 às 22:49
“Sudação”

Num corpo aprisionado
Esta é minha prisão
Serei um dia libertado
Por ora faço a gestão

Do fluido bombeado
Sua bomba o coração
Do oxigénio respirado
Permutador o pulmão

Pelos rins purificado
Logo após a combustão
Sistema é comandado

Pelo cérebro em função
Confesso que estou suado
Para obter refrigeração.
De poetazarolho a 23 de Junho de 2014 às 01:50
“A nossa selecção”

Portugal no coração
Vai jogando futebol
Patrocínio da selecção
Deve ser o Vasenol

Que cuida e protege
Os nossos jogadores
Mas nenhum emerge
Por causa das dores

Valeu-nos o Varela
Esperança não morreu
Vai ser assassinada

Um golo de trivela
É um sonho meu
P’rá última jornada.

Prof Eta
De poetaporkedeusker a 23 de Junho de 2014 às 14:46
Ligo o famoso canal
Só pr`a cumprir a promessa,
Mas pouco vi, afinal,
E o jogo passou depressa...

Dos golitos, nem um vi...
Claro está que tive pena!
Não sei se muito perdi,
Ou se foi coisa pequena...

Dispersou-se-me a atenção
Neste "liga que desliga"
A que esta pen me obrigou

Porque a velha ligação
Deve ter perdido a "briga"
E fui eu quem se lixou...

M. João

Vai com o meu abraço, Poeta!



De poetazarolho a 23 de Junho de 2014 às 21:23
NÃO EMIGRO

Desisti de emigrar…
Para onde é que eu hei-de ir?
P´ra onde quer que me vire,
Só há noites sem luar.

P´ra onde acabar por fugir
Todos me hão-de enganar
E se me virem chorar
Todos, de mim, se vão rir.

Se eu os denunciar,
Todos me vão desmentir
E hão-de querer-me subornar…

Neste astro moribundo,
Impróprio p´ra residir
Hiberno, em sono profundo.

Eduardo
De poetazarolho a 24 de Junho de 2014 às 09:45
Chá tenta.
De poetaporkedeusker a 24 de Junho de 2014 às 13:54
... e eu deixo-me tentar... se a carga da pen não se acabar
De poetazarolho a 25 de Junho de 2014 às 13:05
Chá menos.
De poetaporkedeusker a 26 de Junho de 2014 às 14:16
ai o Chá, coitado! Vou já!!!
De poetazarolho a 25 de Junho de 2014 às 23:32
“Enforcados”

Está Portugal enforcado
Não é força d'expressão
Dizem uns foi ultrajado
Mas outros dizem que não

Povo não foi consultado
Pelos que metem a mão
Vê o seu país arruinado
Sem vislumbrar solução

Mas por neles ter votado
É cumplice da confusão
E não é a vez primeira

Mas ao ver-se confrontado
Com o fruto da sua votação
Resolve enforcar a bandeira.

Prof Eta
De poetaporkedeusker a 26 de Junho de 2014 às 14:11
Enforcada e atrasada...

Peço desculpa por estar
Num grande "inconseguimento",
Mas está-me o tempo a faltar,
Ou sou eu que falto ao tempo...

Sem tempo pr`a publicar,
Ou pr`a rever - quando o tento... -
Ando sempre a tropeçar
Num computador "mui" lento

E se o tento desculpar,
Bem certo é que nada invento
Nas razões que aqui explanar;

Dou-lhe o meu consentimento
Para me mandar calar
Se isso for do seu contento...


Maria João



Abraço grande, Poeta!
De poetazarolho a 26 de Junho de 2014 às 14:57
Chá imperfeito.
De poetaporkedeusker a 26 de Junho de 2014 às 16:34
Lá vou!
De poetazarolho a 27 de Junho de 2014 às 00:12
“Stress agudo”

Direito de expressão
Penso que se manterá
Eco em compensação
O ruído abafará

Todo ele produzido
Pelos média banais
Especialistas em ruído
Que nunca parece demais

São os crimes perfeitos
E também shows reais
Que oferecem amiúde

Provocando efeitos
Agudos e substanciais
Mesmo ao nível da saúde.
De poetaporkedeusker a 27 de Junho de 2014 às 01:04
Sem stress...

... mesmo ao nível da saúde,
Fazem sentir-se os efeitos
Dos ruídos que, amiúde,
Vão tentando impor conceitos...

Eu sei que tenho defeitos,
Mas também tenho a virtude
De não confundir direitos
Com quanto ao direito ilude,

E é por isso que não ligo,
Nem ao stress e sucedâneos,
Nem aos "gostos de fachada"

Pois, se o faço, contradigo
Os meus "gostos" consentâneos
Com causa mais consagrada ...


Maria João

Com o meu abraço, Poeta!
De poetazarolho a 27 de Junho de 2014 às 08:50
Chá sem planos.
De poetaporkedeusker a 27 de Junho de 2014 às 11:57
Vou ver que planos o Chá não tem...

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