.UM BLOG SOBRE SONETO CLÁSSICO

Da autoria de Maria João Brito de Sousa, sócia nº 88 da Associação Portuguesa de Poetas, Membro Efectivo da Academia Virtual Sala dos Poetas e Escritores - AVSPE -, Membro da Academia Virtual de Letras (AVL) e autora no Portal CEN, escrito num portátil gentilmente oferecido pelos seus leitores. ...porque os poemas nascem, alimentam-se, crescem, reproduzem-se e (por vezes...) não morrem.
Sábado, 2 de Maio de 2015

SONETO COM EFEITOS SECUNDÁRIOS

Manuel Ribeiro de Pavia.jpg

 

(Em verso heróico)

 

Da mesmíssima massa em que sois feitos,
por percorrer-me a carne um sangue igual,
assumo, como vós, certos defeitos
expressos neste poema acidental;

 

Tenho, decerto, humanos preconceitos,
infimos medos, que disfarço mal,
gestos azedos, duros, imperfeitos,
que se me escapam sem que eu dê por tal,

 

Mas... como todos vós, tenho direitos;
venha o que venha, do que é virtual,
piso os atalhos – muito embora estreitos... -

 

Que ousei escolher sem previsão geral
do que sabemos serem, sempre, efeitos
de amar-se a vida e ser-se, assim, mortal...

 


Maria João Brito de Sousa – 02.05.2015 -19.48h

 

 

 

 

Gravura de Manuel Ribeiro de Pavia

 

publicado por poetaporkedeusker às 22:44
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51 comentários:
De poetazarolho a 3 de Maio de 2015 às 23:03
“Lava mais branco”

Lava mais branco Jesus
Minha alma meu pecado
Ao meu coração conduz
O que estiver destinado

Não enjeito minha cruz
Quando por Ti ajudado
Só a paixão me seduz
Ao ver-te crucificado

O poder dos poderosos
Não se compara ao Teu
Podem até crucificar

Com esquemas ardilosos
Quem o perdão concedeu
Não poderão silenciar.
De poetaporkedeusker a 4 de Maio de 2015 às 16:43
Na minha barca de encantos
e poemas sem ter fim,
já passei por p`rigos, tantos
que os não sei contar assim,

Mas, depojada dos mantos
e dos luxos de marfim,
semeei todos os cantos
das terras do meu jardim

E, do pouco que colhi
do tanto que semeei,
fui-te dando um pouco a ti,

Comi quanto precisei
- nos dias em que comi... -
e, garanto, inda ganhei!


Maria João


Cá vai, conforme me foi nascendo e sem pôr de parte o meu pensamento, Poeta! Abraço grande!



De poetazarolho a 4 de Maio de 2015 às 06:31
Chá abdicou.
De poetaporkedeusker a 4 de Maio de 2015 às 16:23
Só agora, Poeta... mas vou lá!
De poetazarolho a 4 de Maio de 2015 às 23:31
“Passados”

Humanidade aos pedaços
Com sabor a framboesa
Polvilhada de madraços
Enfeitada de incerteza

Onde oceanos são espaços
Outrora de rara beleza
Mas é o mar dos sargaços
Que nos revela a certeza

Dum passado glorioso
Fonte de muita riqueza
Em tempos de inspiração

Mais um passado penoso
Conquistado com destreza
Como todos eles serão.
De poetaporkedeusker a 5 de Maio de 2015 às 00:38
Glórias e letras presas...

Humanidade "gourmet"?
Bem passada, ou mal passada,
Raramente alguém a vê
Como sopa ou como entrada...

Mas, Poeta, estou sem "d"!!!
Escrevo tudo "à martelada"
E o computador nem crê
Que estou, por demais, cansada...

Também no passado andei,
Mas nunca fui forte em História,
Nem, nunca, muito gostei

De acreditar nessa glória
À qual já renunciei,
Mas que registo em memória...

Maria João

Abraço grande, Poeta!
Isto hoje é uma martelaa por cada letra... mas no sentido literal!
De poetazarolho a 5 de Maio de 2015 às 06:26
Chá de enganos.
De poetaporkedeusker a 5 de Maio de 2015 às 11:21
Vou vê-lo, Poeta!
De poetazarolho a 5 de Maio de 2015 às 22:53
“Nesta terra”

Há um embrulho na ponte
E há um povo embrulhado
Houve a oferta dum monte
Um ofertante engavetado

Outros nem no horizonte
Pois estão em outro lado
Não vejo quem os afronte
Apenas seu ego elogiado

Tamos fartos de embrulhos
Lindos laços com enfeites
Cobertos por papel doirado

Nesta terra de engulhos
Não importa onde te deites
Acordas sempre roubado.

Prof Eta
De poetaporkedeusker a 6 de Maio de 2015 às 01:40
De tanto sono que tenho,
Nem sei se irei conseguir
Escrever isto do tamanho
Que o poema me pedir

Poeta, não ache estranho...
Estou mesmo quase a dormir
E, apesar do grande empenho,
Só penso em não sucumbir

À força que o sono tem
Quando, a cada madrugada,
Se me impõe, como convém

A poeta assim cansada
Que não mais responde a alguém
Se não estando inda acordada

Maria João


Cá vai, com o abraço grande de sempre!

De heretico a 6 de Maio de 2015 às 22:43
excelente.

com chave de oiro,

gostei muito

beijo
De poetaporkedeusker a 7 de Maio de 2015 às 10:36
Muito obrigada, Heretico!

Lembro que continuo impossibilitada de comentar em qualquer blog da Blogspot, mas terei todo o gosto em ir espreitar o Relógio de Pêndulo!

Bjo!
De poeta_extase a 8 de Maio de 2015 às 02:37
Poetisa que me inspira e diz todo o amor,
Mulher que sonha forte o seu futuro
Mesmo sem coração nem esplendor
Diante da tortura ao ser maduro.
De poetaporkedeusker a 8 de Maio de 2015 às 10:08
Bom dia, Adílio Belmonte!
Muito grata pelos versos que aqui me deixa!

Fraterno abraço!
De poetazarolho a 14 de Maio de 2015 às 06:35
Chá acredita.
De poetaporkedeusker a 14 de Maio de 2015 às 12:22
Também eu, Poeta, também eu!

Vou até lá!
De golimix a 14 de Maio de 2015 às 07:29
Lindo
De poetaporkedeusker a 14 de Maio de 2015 às 11:43
Obrigada, Golimix! Beijinho!
De poetazarolho a 14 de Maio de 2015 às 23:08
“Cantando à Mãe”

Descer à cova prometida
Lavados em emoção
Entoando linda canção
Chaga logo se faz ferida

Frente a frente Mãe querida
Aqui deixamos a intenção
Acompanhada de oração
Para que seja atendida

Pela mão que nos abraça
No caminho de meditação
Ainda que pleno de dôr

Para receber Tua Graça
Tenta abrir-nos o coração
Luz resplandecente d’amor.
De poetaporkedeusker a 15 de Maio de 2015 às 12:48
Boas vindas

Seja, pois, bem regressado
Ao poético discurso
Que por cá temos deixado
E já tem vasto percurso

Neste espaço, em cada dia
Dos tantos que já passaram
Na saudável cantoria
Que os nossos versos deixaram!

Muito por aqui se fez
E, se assim o entender,
Mais faremos pois talvez

Mais útil nos possa ser,
Este "desafio" cortez,
Do que pará-lo e esquecer...

Maria João

Forte abraço, Poeta!

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