.UM BLOG SOBRE SONETO CLÁSSICO

Da autoria de Maria João Brito de Sousa, sócia nº 88 da Associação Portuguesa de Poetas, Membro Efectivo da Academia Virtual Sala dos Poetas e Escritores - AVSPE -, Membro da Academia Virtual de Letras (AVL) e autora no Portal CEN, escrito num portátil gentilmente oferecido pelos seus leitores. ...porque os poemas nascem, alimentam-se, crescem, reproduzem-se e (por vezes...) não morrem.
Segunda-feira, 17 de Março de 2014

SONETO A UM FADO VINDO DA CASA AO LADO

 

(Em decassílabo heróico)

 

Eu quero-te abraçar na voz cantante

De um soneto qualquer desmoronado

Em pavimento alheio, à hora errante

De um tropeçar que é sempre inusitado

 

E, depois, confessar, já confiante,

Que, às vezes, também sei cantar-te em fado,

Desses menos banais, mas “navegante”,

Dos que andam pelo mar, no mar criado…

 

No beijo que te dou, canção distante,

Acidental, mas firme em teu traçado,

Direi, agora, ser desconcertante

 

A palavra a brotar do som escutado

Que se me veio impor no justo instante

Em que te ouvi trinar, na casa ao lado…

 

 

Maria João Brito de Sousa – 07.02.2014 – 18.21h

sinto-me :
tags: ,
publicado por poetaporkedeusker às 11:58
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45 comentários:
De jabeiteslp a 17 de Março de 2014 às 13:57
Ááááááááá´´a Fadista


feliz dia
De poetaporkedeusker a 17 de Março de 2014 às 14:06
Eheheheh... é um poema que já tem uns tempinhos, Anjo... eu é que tenho estado sem tempo nem condições para actualizar todos os blogs... mas foi um fado que vinha da casa de uma vizinha e, por mero acaso, acabou por dar origem a uma sequência de palavras que acabaram por se transformar num soneto...


Feliz semana!
De poetazarolho a 17 de Março de 2014 às 14:02
Chá maior.
De poetaporkedeusker a 17 de Março de 2014 às 14:08
Vou vê-lo, Poeta!
De poetazarolho a 17 de Março de 2014 às 22:55
“Partir e ficar”

Solução é emigrar
Avisou o presidente
Pois para quem ficar
Nada irá ser diferente

Austeridade vai marcar
Um futuro deprimente
Não é preciso adivinhar
Próximos anos da gente

Este é o preço a pagar
Por se querer o paraíso
Deste tempo pós-moderno

Nada haveria a lamentar
Se tivesse havido juízo
Assim comprou-se o inferno.

Prof Eta
De poetazarolho a 17 de Março de 2014 às 23:01
Tanto mar na ponte.
De poetaporkedeusker a 21 de Março de 2014 às 17:44
Gosto do "Tanto Mar...", Poeta! Vou lá ouvi-lo, de fugida porque... nem queira saber como eu tenho tudo, hoje...
De poetazarolho a 18 de Março de 2014 às 06:58
Chá válido.
De poetaporkedeusker a 18 de Março de 2014 às 21:52
O Chá pode estar; eu é que não estou mesmo nada válida... mas, hoje, foi um dia para esquecer... dia de hospital com muitas, muitas confusões pelo meio...
De poetazarolho a 18 de Março de 2014 às 22:36
MEMORIAL da TAL SAÍDA

É BOM NÃO ESQUECER

A mãezinha alemã
Apoia de antemão
E o filhinho da mamã
Agradece tal acção!

Muitos anos já lá vão,
De bigodinho à galã,
Um ditador alemão,
Adiou nosso amanhã.

Sempre a História se repete…
Nessa altura e em seu nome
O tal ditador promete

A um outro que aqui reinava
Livrar-nos da guerra e fome
E à fome, quase nos matava.

Eduardo
De poetazarolho a 18 de Março de 2014 às 23:26
“Rosa negra”

Vêm de negro pintados
Os dias sem esperança
Mas serão ultrapassados
E não será por vingança

Será porque certamente
Não foi escrita a verdade
E dum amanhã diferente
Se vestirá a realidade

O que nos querem impôr
Depressa será passado
Sem história p’ra contar

E tudo nos leva a supôr
Que o futuro encontrado
Este presente irá superar.
De poetazarolho a 19 de Março de 2014 às 06:32
Chá renascido.
De poetaporkedeusker a 20 de Março de 2014 às 19:40
Vou ver o Chá, Poeta, mas sou capaz de não conseguir ver ou responder a mais nada... ontem, depois de vir do laboratório, fui" à cama"... e ainda por lá estaria, se pudesse... aquela ida ao hospital deixo-me de rastos e amanhã tenho outra consulta de hipo-coagulação...
De Azoriana a 19 de Março de 2014 às 15:19
Parabéns! O teu blog já fez 6 anos.

Beijos
De poetaporkedeusker a 20 de Março de 2014 às 19:37
Obrigada, Azor!
Está a ficar velhote, eheheh...
De Azoriana a 19 de Março de 2014 às 15:21
a bruma

a bruma ossiforme que me invade
dilacera o que de vivo há em mim
e fico adornada quase em fim
de nada importa o que então me há de

estou farta fria triste em mortandade
prefiro isolar-me um tanto sim
não posso com o frio de cetim
que me sustenta tudo pela metade.

metade de mim é uma loucura
a outra invólucro de amargura
por tanto que já fiz e sem visão.

a noite é a bruma apetecida
enquanto a noite me faz adormecida
não vejo nem sinto a desilusão.

RS

Nota: o que achares mal podes corrigir? Obrigada
De poetaporkedeusker a 20 de Março de 2014 às 19:27
Olá, Azoriana!


Há séculos que te não encontrava por aqui, mas não me esqueci de ti!
Gostaria que me não pedisses para corrigir nada... sabes, eu considero muito o trabalho de cada poeta e considero-me uma péssima "professora", rsrsrs... sou uma daquelas pessoas que aprenderam muito cedo a lidar com o trabalho dos outros e, por esta altura, vai-me sendo difícil mudar-lhe seja o que for... mas posso tentar escandir o teu poema;

A-BRU-MAO-SSI-FOR-ME-QUE-MEIN-VA-DE
Este verso tem nove sílabas métricas, sendo que as acentuações tónicas predominantes se encontram na quinta e nona sílabas métricas.
DI-LA-CE-RA-O-QUE-DE-VI-VO-HÁ-EM-MIM
Este, tem doze sílabas métricas, com acentuação predominantes nas terceira,sétima e décima segunda.
E-FI-COA-DOR-NA-DA-QUA-SEEM-FIM
Este tem nove s.m., predominantemente acentuadas na quinta e nona.
DE-NA-DAIM-POR-TAO-QUEN-TÃO-ME-HÁ-DE
Neste a acentuação tónica na segunda sílaba, é suficientemente importante para a considerar,sétma e nona e última.

Não continuo a escandir, já, porque não estou muito segura de ser isto o que te interessava e porque este teu pedido me chegou numa altura em que estou um pouco pior do que o habitual e, ontem, nem sequer vim ao computador. Tenho a caixa de correio completamente inundada de mensagens, embora já tenha excluído umas largas dezenas... mas ainda nem sequer fui ao Facebook e garanto-te que nem sequer sei se o conseguirei fazer... eu bem quereria responder a todos os amigos que publicam no meu mural mas, neste estado e com consulta de hipo-coagulação amanhã, não sei mesmo se o conseguirei...

Um grande, grande abraço para ti, Azor!


De Azoriana a 21 de Março de 2014 às 01:29
Não há pressa amiga. Vê só se aprendi a lição:

a bruma

a bruma ossiforme que me invade
que dilacera o que vive em mim
e fico adornada quase em fim
de nada importa o que então me há de.

da farta e ferida mortandade
prefiro isolar-me um tanto sim
e tremo com tal véu de cetim
que me ostenta tudo p'la metade.

metade de mim é vã loucura
outra é olvidável amargura
do tanto que já fiz sem visão.

a noite é a bruma apetecida
a noite me faz adormecida
assim p'ra me afastar da ilusão.

RS

E muito obrigada pela tua ajuda e elogio o teu talento mesmo sob os precalços do dia-a-dia.
Beijinhos
De poetaporkedeusker a 21 de Março de 2014 às 16:03
O meu talento, agora, com tantas maleitas e solicitações externas, resolveu ir de férias, eheheh... mas é assim mesmo, embora eu já comece a estranhar ainda não me ter voltado a "maré dos sonetos"...

O soneto clássico, Azor, é decassilábico e pode ser em verso heróico - os que eu escrevo - ou em verso sáfico. Também gosto muito do soneto em verso eneassilábico! Acho que tem um ritmo muito combativo que me vai permitindo uma melodia ainda mais cadenciada do que o decassilábico. Mas não se fica por aqui pois o grande segredo do soneto está na sua "pulsação"! Por isso é que é tão importante que as sílabas tónicas fluam de forma a colocar-se na sexta e décima sílabas métricas, no caso do decassilábico. Por isso é que se chama "soneto" que, em italiano, significa "cançãozinha".

Mudando - completamente! - de assunto, nem imaginas o que tenho estado a passar para conseguir umas provas de função respiratória que me foram pedidas no centro de saúde! O único laboratório que tem convenção com o SNS, tem o número inacessível desde manhã! Contactei já uma quantidade de clínicas, mas nenhuma tem acordo com a ARS...


Beijinhos!

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