.UM BLOG SOBRE SONETO CLÁSSICO

Da autoria de Maria João Brito de Sousa, sócia nº 88 da Associação Portuguesa de Poetas, Membro Efectivo da Academia Virtual Sala dos Poetas e Escritores - AVSPE -, Membro da Academia Virtual de Letras (AVL) e autora no Portal CEN, escrito num portátil gentilmente oferecido pelos seus leitores. ...porque os poemas nascem, alimentam-se, crescem, reproduzem-se e (por vezes...) não morrem.
Quinta-feira, 9 de Abril de 2015

SONETO À RESISTÊNCIA

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(Em decassílabo heróico)

 

Neste meu lugre-escuna – ou só jangada? -

Vou resistindo enquanto vou podendo

E venho-vos dizer que me não vendo

Porque por preço algum serei comprada,

 

Nem minha embarcação será tomada,

Pois, enquanto viver, nunca me rendo

E o verso é sempre a força a que me prendo

Enquanto dela sobre um quase nada...

 

Venho falar-vos desta força imensa,

Que tremeluz, que tanto mais se adensa,

Quanto mais vai tentando persistir,

 

Que me flui no sentir, porque se pensa,

Que mesmo naufragada, exausta e tensa,

Retoma a luta e faz por resistir!

 

 

Maria João Brito de Sousa – 09.04.2015 – 14.11h

 

publicado por poetaporkedeusker às 15:29
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67 comentários:
De gabriel henrique sanzovo a 10 de Abril de 2015 às 02:14
ola pessoas sou gaby tenho 18 anos estou aqui pq amoooo escrever poesias acho que isso me faz voar ficar mas leve adoraria trabalhar com poesia e acho que seria uma otima experiencia profissional na minha vida bom eu queria deixar aqui um exenplo de uma poesia minha e meu contato caso alguem se interesse bom 011942340382 exenplo: coisas comuns da vida e saber que nao fomos nascidos em vao que nao somos apenas uma pessoa de carne e osso e sim alguem com caracteres e objetivos de amar e viver como pessoas chamadas de normais em vida.. bjs pessoal
De poetazarolho a 10 de Abril de 2015 às 22:24
“Mundos”

E o mundo acabou
No ano 2000 por suposto
Logo a festa terminou
Logo o rei foi deposto

Tudo quanto sobejou
Foi um enorme desgosto
Nunca mais ninguém chorou
Nunca mais houve Agosto

Sem mundo vamos vivendo
Suspensos em pensamentos
De quem se digna pensar

Sem pensamento morrendo
Todos os nossos momentos
Nos mundos vão terminar.
De poetaporkedeusker a 10 de Abril de 2015 às 23:41
Bem recordo a velha história
Do fim que se aproximava...
Guardo, ainda, essa memória,
Mas, confesso, nem ligava..

Conheço bem, dos humanos,
As grandes superstições,
Os medos, os desenganos
E as fantásticas "visões"...

Consolei quem precisou,
Vivendo um dia "normal"
E o "fim do mundo" passou

Pois não passava, afinal,
De treta que se inventou
E acabou por correr mal...

Maria João

Cá vai, Poeta, com o abraço de sempre!
Lembro-me bem de alguns "receios" que ainda tive de "consolar"... a minha mãe não estava totalmente imune a eles, era bastante sugestionável...
De poetazarolho a 11 de Abril de 2015 às 10:06
Chá na rotunda.
De poetaporkedeusker a 11 de Abril de 2015 às 13:03
Vou vê-lo, Poeta!
De poetazarolho a 11 de Abril de 2015 às 14:48
“Porca”

Que solteira nunca morra
Essa culpa que te assalta
Quem p’la desculpa corra
Não corra a culpar a malta

Viúva nunca deve ser
Estão a ver o resultado
Seria obrigado a morrer
Esse que era o culpado

Deixemo-la rir e cantar
Vivendo com alegria
Que tristeza não desculpa

Este pesadelo da culpa
P’ra que a desculpa sorria
Mais vale ninguém culpar.

Prof Eta
De poetaporkedeusker a 11 de Abril de 2015 às 15:21
Nenhuma culpa me assalta...
Digo; a mim, pessoalmente,
Nenhuma culpa faz falta,
Nunca ela me infesta a mente,

Mas, quando a culpa ressalta
Duma frustração recente,
Pode ser, pr`a muita "malta",
Uma questão pertinente...

Erros... sempre se cometem
Pois ninguém será perfeito
Nas razões que lhe competem,

Mas quase sempre é defeito
Dos que à culpa se submetem
Sem terem razão de jeito...

Maria João


Aqui vai uma visão um pouco mais "filosófica" da noção de "culpa", Poeta! Abraço!
De poetazarolho a 12 de Abril de 2015 às 20:28
“Hey Jesus”

Se pareço o que sou
Sou aquilo que pareço
Então sem máscara vou
Em busca do que mereço

Parto em busca de nada
P’lo prazer de caminhar
Sinto merecida a jornada
Se alguém puder ajudar

Tenho toda a recompensa
Se me esboçam um sorriso
Sinto leve a minha cruz

Subir ao monte compensa
À montanha se fôr preciso
Sinto a ajuda de Jesus.
De poetaporkedeusker a 13 de Abril de 2015 às 10:15
SUBIDAS E DESCIDAS
(compromissos, burocracias e deslocações)

Poeta, estou de saída...
Como subir não me custa,
Deitando contas à vida,
Só a descida me assusta

Que, ao descer, fico dorida
E, sendo a descida injusta,
Custa bem mais que a subida
E é coisa bem pouco augusta,

Mas o certo é que terei
De fazer mais este esforço
Descendo uns tantos degraus...

Quanto custa? Só eu sei
A dor que trago no dorso
Nesses momentos tão maus...


Maria João

Aqui vai, Poeta, uma realidade pessoal- e iminente... - transportada para um sonetilho apressado. Abraço grande!

De poetazarolho a 13 de Abril de 2015 às 06:46
Chá não.
De poetaporkedeusker a 13 de Abril de 2015 às 09:44
Vou vê-lo antes de sair para a consulta, Poeta!
De poetazarolho a 13 de Abril de 2015 às 23:17
“Sinusoides”

São novos jogos de guerra
Da vida que se faz real
Quando a coisa emperra
No desafio que foi virtual

Hoje somos sem terra
O apelo é grito global
E a actual política encerra
Uma cegueira colossal

Apegada ao seu umbigo
Sem valores fundamentais
Não vislumbra a mudança

De negro vestido o perigo
Surge com contornos letais
Para muitos a nova esperança.

Prof Eta
De poetaporkedeusker a 14 de Abril de 2015 às 08:25
Sinusoides são, também,
Algus vasos capilares,
Desses que o ser vivo tem
Às dezenas de milhares

E que nem sempre estão bem
Por muito bem que os cuidares...
Anda o sangue num vaivém
Até dele não precisares

E quando a vida acabar,
Nem os vasos sinusais
Permanecem pr`a contar

Dos versos e tanto mais
Que, em ti, ousaram pulsar
E nunca foram banais...

Maria João

Cá fica, Poeta, muito "martelado" e muito de fugida, mas correspondendo a uma realidade que também me ocorreu.
Abraço grande!
De poetazarolho a 14 de Abril de 2015 às 06:42
Chá teimoso.
De poetaporkedeusker a 14 de Abril de 2015 às 08:06
... ocorreu-me, assim, de repente, que é muito comum confundir teimosia e persistência, Poeta. Estou de saída para o hospital, mas vou tentar ver o Chá...
De poetazarolho a 14 de Abril de 2015 às 22:54
“Sintonias”

Sintoniza o universo
Escutas as constelações
Esse é um modo diverso
De ouvir lindas canções

Formas de onda e energia
Luzes, côr e sedução
Sem ele nada existiria
Parte em busca da emoção

Estas são as sintonias
Únicas fontes de verdade
Que ninguém contaminou

Aproximam-se novos dias
Em que sentirá saudade
Quem não o sintonizou.
De poetaporkedeusker a 14 de Abril de 2015 às 23:26
Saudáveis sintonias!


Eu só escrevo "em sintonia"
Conforme é fácil de ver
No pulsar da poesia
Que por cá ando a escrever...

(Pela "afinação" do verso
Se deduz, se depreende,
O ponto a que esse universo
Ao mesmo verso se prende...)

Se, porém, desafinando
Julgasse que a sintonia
Era outra coisa qualquer,

Estaria, então, delirando
Com qualquer patologia
Que mal posso descrever...

Maria João

Aqui vai com o grande abraço de sempre, Poeta!

De poetazarolho a 15 de Abril de 2015 às 06:53
Chá resolve.
De poetaporkedeusker a 15 de Abril de 2015 às 10:11
Vou tentar descobrir a resolução do Chá, Poeta!

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