.UM BLOG SOBRE SONETO CLÁSSICO

Da autoria de Maria João Brito de Sousa, sócia nº 88 da Associação Portuguesa de Poetas, Membro Efectivo da Academia Virtual Sala dos Poetas e Escritores - AVSPE -, Membro da Academia Virtual de Letras (AVL) e autora no Portal CEN, escrito num portátil gentilmente oferecido pelos seus leitores. ...porque os poemas nascem, alimentam-se, crescem, reproduzem-se e (por vezes...) não morrem.
Terça-feira, 11 de Fevereiro de 2014

REVOLUÇÃO!

(Em decassílabo heróico)

 

Se sofro, o que me importa, a mim, sofrer

Enquanto tantos mil, sofrendo mais,

Transformam cada grito, dos que eu der,

Num gemido que abafa outros iguais…

 

Se morro, o que me importa, a mim, dizer

Que a morte me chegou cedo demais,

Enquanto mil houver que irão morrer

De frio, de fome e falta de hospitais…

 

Mas… uma coisa sei; morro de pé!

Ninguém ficará surdo à voz de um só

Se ela projecta em mil aquilo que é

 

E, na corda impotente, o sujo nó,

Rebenta de repente, explode a fé

E outro Golias cai mordendo o pó!

 

 

Maria João Brito de Sousa – 11.02.2014 – 12,49h

 

IMAGEM - O Quarto Estado - Pelizza da Volpedo

sinto-me :
publicado por poetaporkedeusker às 13:40
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|
74 comentários:
De poetazarolho a 11 de Fevereiro de 2014 às 22:46
“Heróis”

E depois do adeus
Não ficou a saudade
Grândola é dos seus
Ecoou pela cidade

Herói improvável
Enfrentou a ditadura
Nunca foi negociável
Sua razão mais pura

Um povo torturado
Muito além do limite
Anseando revolução

Soltou sentido brado
Ao lado duma chaimite
Empunhando cravo na mão.
De poetazarolho a 11 de Fevereiro de 2014 às 23:03
Mineiros na ponte.
De poetazarolho a 12 de Fevereiro de 2014 às 06:48
Chá a meio.
De poetaporkedeusker a 12 de Fevereiro de 2014 às 12:57
Vou, de fugida, ao Chá! Tenho o tratamento daqui a pouco...
De poetazarolho a 12 de Fevereiro de 2014 às 20:08
“Novas conquistas”

Português é imigrado
Desde a nossa fundação
Primeiro como cruzado
Cumprindo a sua missão

Mais tarde conquistador
Muito além do horizonte
Fez-se ao mar, navegador
Não houve quem o afronte

Depois veio a opressão
Passou fronteiras a salto
Bidonville o seu destino

Agora em gestação
Num país em sobressalto
Emigra ainda pequenino.

Prof Eta
De poetaporkedeusker a 14 de Fevereiro de 2014 às 20:49
Para todos os efeitos, uma "conquista" que (já) foi muito minha...


Imigração compulsiva
Muito deixa a desejar
E eu, enquanto estiver viva,
Sei que não quero imigrar,

Nem com grande comitiva,
Nem por terra, nem por ar...
Nunca o quis quando era activa,
Menos quero, a dormitar...

Desta terra não me tiram
Pois nunca tive vontade
De emigrar ou viajar

E, aos que pensam que me "viram",
Direi; Fiquem à vontade...
Cá estarei... pronta a lutar!


M. João


Aí vai, muito mal alinhavado, mas com o abraço do costume!




De poetazarolho a 12 de Fevereiro de 2014 às 20:14
Dia não na ponte.
De poetaporkedeusker a 14 de Fevereiro de 2014 às 17:38
... vou ver, Poeta!
De poetazarolho a 12 de Fevereiro de 2014 às 21:55
FABULÁRIO

No reino alaranjado
Que rege alguns animais,
Tem que se andar bem calado
E nunca falar demais.

Capuchinho desbocado,
Começou a dar sinais
D´ignorar os manuais…
Deixou de andar alinhado.

Com a alcateia a seu lado,
Reuniu com os demais,
O lobo mau, desesperado

E decidiu, inspirado,
Que o Capucho de Cascais
Vai pregar p´ra outro lado.

Eduardo
De poetaporkedeusker a 14 de Fevereiro de 2014 às 18:19
Fabuloso, este seu Fabulário, amigo Eduardo!


Neste reino alaranjado,
Coitada da Capuchinho
Que, ou se perde no caminho,
Ou vê o nome mudado

E até o lobo, coitado,
Fica mais "atinadinho"
Pois, pr`a não ficar sozinho,
Vai-lhe chamando Encarnado...

Deixam de chamá-lo "mau"
- ao Lobo, queria dizer -
Pr`a chamar-lhe "marginal"

E, em não se pondo a pau,
Nem sequer pode comer
Bolachinhas de água e sal...


O meu abraço, extensível à sua esposa!

Maria João
De poetazarolho a 13 de Fevereiro de 2014 às 07:08
Chá na fronteira.
De poetaporkedeusker a 13 de Fevereiro de 2014 às 13:45
Ando mesmo ... de gatas, Poeta...

Ao mau estado geral juntou-se o mau estado do computador e, agora, desde há uns dias, a caixa de correio está toda baralhada, sem ordem cronológica nenhuma... não encontro nada ou encontro depois de uma exaustiva procura que, as mais das vezes, é perfeitamente vã... ufa!

... mas vou ao Chá
De poetazarolho a 13 de Fevereiro de 2014 às 22:22
“Dívida tragédia”

Acima das possibilidades
Já não se consegue viver
São precisas habilidades
Pr’ó empobrecimento suster

Como manda a economia
Vive-se agora em Portugal
Há muito que não se via
Tanta gente a viver mal

Entre partir ou ficar
Entre viver ou morrer
Não há muito qu’escolher

Ou então escolhe lutar
Contra a dívida a crescer
Nunca poderemos vencer.

Prof Eta
De poetazarolho a 14 de Fevereiro de 2014 às 07:09
Chá esburacado.
De poetaporkedeusker a 14 de Fevereiro de 2014 às 13:38
Está o Chá e estou eu... figurativamente, é claro...

Poeta, peço mil desculpas por este atraso todo... mas as circunstâncias desfavoráveis - as variáveis de que tanto falo... - têm-se potenciado umas às outras. Neste momento estou à espera que a ajuda do Sapo Mail me responda, para ver se consigo mitigar os efeitos de uma delas... a caixa do correio enlouqueceu e atira-me com links e emails sem qualquer ordem cronológica... ou lógica...

Vou agora para o tratamento, mas ainda terei de me vestir, o que, para mim, é uma tarefa demoradíssima, atendendo ao estado em que estou. Mas tentarei ir ao Chá!
De poeta_extase a 15 de Fevereiro de 2014 às 00:34
Como se faz uma revolução?
Por certo com todas as mãos armadas,
Quando o povo já sente decepção
e da nação, virtudes desarmadas.
De poetaporkedeusker a 15 de Fevereiro de 2014 às 17:40
Acredito que não existam "receitas mágicas", meu amigo... mas atrevo-me a dizer que as revoluções se preparam, muito embora estejam sempre cheias de imponderáveis...

O meu forte abraço!

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