.UM BLOG SOBRE SONETO CLÁSSICO

Da autoria de Maria João Brito de Sousa, sócia nº 88 da Associação Portuguesa de Poetas, Membro Efectivo da Academia Virtual Sala dos Poetas e Escritores - AVSPE -, Membro da Academia Virtual de Letras (AVL) e autora no Portal CEN, escrito num portátil gentilmente oferecido pelos seus leitores. ...porque os poemas nascem, alimentam-se, crescem, reproduzem-se e (por vezes...) não morrem.
Sexta-feira, 25 de Dezembro de 2015

RAZÕES PARA TODAS AS MÃOS DESTE MUNDO - Sonetilho imperfeito

O mundo, sem ter razão,

Tem tanta que eu já pensei

Render-me à contradição

Deste mundo em que ela é lei...

 

Faltou-me a razão, porém,

A tão estranhas intenções

E às razões que o mundo tem

Só oponho estas razões;

 

Ao nascer de cada dia

Opõe-se o gesto contrário

Que quebra a monotonia

 

E passa o pão que se cria

Das mãos do Poeta-Operário

Pr´ás mãos que alguém lhe estendia

 

 

 

 

Maria João Brito de Sousa - 29.09.2011 - 11.30h

 

 

 

NA FOTOGRAFIA - Manuel Ribeiro de Pavia, 1956

sinto-me :
publicado por poetaporkedeusker às 12:14
link do post | "poete" também! | favorito
|
90 comentários:
De PaperLife a 29 de Setembro de 2011 às 19:06
Porquê imperfeito Maria?
Eu adorei, como adoro todos os outros ^^

"Faltou-me a razão, porém,
A tão estranhas intenções
E às razões que o mundo tem
Só oponho estas razões;"
Adorei esta quadra :)
De poetaporkedeusker a 29 de Setembro de 2011 às 19:32
:D Olá Paper! São as minhas manias do perfeccionismo... um sonetilho para ser digno de se chamar "sonetilho" deve ter as duas primeiras quadras em rima que siga uma destas estruturas;

ABBA; ABBA ou ABAB; ABAB... este saiu

ABAB; CDCD... isto pode não parecer nada importante mas se eu concorresse com ele a um prémio daqueles mesmo académicos, seria desclassificada por não cumprir as regras básicas que definem a categoria poética.
Mas a Poesia é uma coisa muito, muito abrangente! Eu só sou rigorosa na forma quando me refiro à poesia de forma estruturada como é o caso do soneto, sonetilho, redondilha e décima... estas últimas nem sei fazê-las... :) São chamadas "poesia popular" mas só te digo que não é nada fácil!
Beijinho e obrigada! :)
De poetazarolho a 29 de Setembro de 2011 às 22:52
Caro Pedro

Podes dizer à amiga Maria João de Sousa que quando te peço para lhe enviares as minhas poetices, eu apenas pretendo que ela as leia e, se o entender, me manifeste a sua opinião sincera. Eu não entro na desgarrada. Certamente, se meu rouco estro fizer disparar a cristalina harpa da poetisa, eu fico feliz porque tudo o que de lá vem é maravilhoso.
Beijos do pai e da Mãe

Eduardo.
De poetaporkedeusker a 29 de Setembro de 2011 às 23:12
Meu amigo Eduardo,

Eu sei que nunca me intimou a responder-lhe, não se preocupe! O seu Pedro é que me desafia... e faz ele muito bem!:)
Muitas das poesias que lhe envio nada têm de bom mas eu faço por lhe responder em verso... e agora que me fala disso é que eu estou a reparar que eu é que induzi estas desgarradas todas porque , no espaço onde deveria estar escrito "Deixe o seu comentário", escrevi "Poete também!". Mas estou muito contente por tê-lo feito... nem eu imaginei que pudesse dar um resultado tão bom...
Ontem escrevi um email à poetisa Maria Vitória Afonso e ela enviou-me outro com uns ficheiros interessantíssimos sobre o almoço de confraternização que tiveram recentemente. Eu acredito que é na quadra popular que o poeta se revela e ela tem imensas, dedicadas a todos os companheiros de curso. Magníficas quadras!
Se conseguir, ainda vou esta noite ao meu outro correio e envio-lhe umas palavrinhas.
Um grande abraço para si e sua esposa. Agora vou tendo mais contacto com a Maria Vitória e com o Pedro, como sabe, é a desgarrada diária.

Maria João
De poetazarolho a 29 de Setembro de 2011 às 23:06
“Culpa zero”

Não há desculpa pr’á culpa
Pr’á culpa não há culpados
Para nada serve a desculpa
Podem seguir estão ilibados

E a culpa morreu solteira
Sem deixar descendência
A vida passou a ser porreira
Acabou a má consciência

Assim é muito fácil viver
Por conta do orçamento
Que não nos custa a ganhar

Agora vamos lá a saber
Para quê todo esse lamento
Se é certo que nos vamos safar.

Prof Eta
De poetaporkedeusker a 29 de Setembro de 2011 às 23:31
Nós não nos vamos safar
Assim tão "de mão beijada"...
Há muito que batalhar
E chorar não leva a nada!

Mas já não sei muito bem
Se é de Portugal que falo...
Se é de mim ou se é, também,
Sobre os mais... inda me "entalo"...

Esqueci-me até de ligar
A própria televisão
E jornais, pr`ós não pagar,

Não os compro nunca, não!
Estou pr`aqui a divagar...
Não dê qualquer atenção!!!


Poeta, não me diga que está a falar do resgate do FEE que eu ouvi dizer que tinha sido aprovado...?
Não posso perder o telejornal por causa desta minha cabeça de alho xoxo!!! Um dia destes esqueço-me de respirar... só falta!!!
Estive a publicar "em directo" no http://asmontanhasqueosratosvaoparindo.blogs.sapo.pt/
Não me pergunte como nem porquê mas hoje pareço ter-me aproximado um pouquinho do meu Espírito Poético. Não foi nenhuma "brain storm" mas já deu para eu me sentir um pouco menos enferrujada.

Como estão a sua Maria e a criançada ?Um enorme abraço! :)



De poetazarolho a 30 de Setembro de 2011 às 00:18
Não eu não falo de nada, não siga as minhas palavras que apesar de Prof Eta eu não sou profeta.
De poetaporkedeusker a 30 de Setembro de 2011 às 00:49
Ai que o perdi... me perdi... eu sei lá!!! Estou a ficar velhota para estas correrias todas no facebook, Poeta! Não fale, pronto... eu é que já não tenho fôlego para andar a saltitar de publicação em publicação... pelo menos já não o tenho a uma hora destas... e é a hora do "rush" no Face, o que é compreensível porque a maioria dos subscritores trabalha durante o dia...
Também não sou profeta e costumo assumir a minha ignorância política... ou costumava porque, quando comecei a aperceber-me da situação real, também me apercebi de que muitíssimos portugueses estão muito mais confusos do que eu. E é bem verdade que a democracia não pode resumir-se ao voto. Há uma Utopia à nossa espera. Estará sempre um passo à nossa frente, mas está lá e eu vou tentar caminhar para ela, enquanto tiver pernas. Já nem sequer vou conseguir ir ao correio do gmail porque estou ensonadíssima e ainda tenho de passear o Kico. beijinho!
De poetazarolho a 30 de Setembro de 2011 às 00:22
De saúde e atarefados o que é bom sinal. Eu não disse que as palavras vinham aí?
De poetaporkedeusker a 30 de Setembro de 2011 às 00:51
Disse, disse!!! E ainda por cima acertou no dia! Acho que é mesmo profeta... :D
Um enorme abraço, amigo!
De poetaporkedeusker a 30 de Setembro de 2011 às 01:02
Já agora também lhe falo da fotografia deste post. Não me consigo lembrar se lha mostrei ou não... este é o Manuel Ribeiro de Pavia, na nossa mesa da sala de jantar. Desenhou sobre ela muitas das suas magnificas ceifeiras e eu acompanhei-o muitas vezes. Nessa altura fazia anjos, eu :) Acho que ainda os faço agora... :)) Ele almoçou e jantou connosco vezes sem conta, nos seus últimos tempos de vida. Trabalhava em ilustração para os livros do meu avô e, que eu me recorde, para o Eugénio de Andrade. Deveria ter outros escritores com quem trabalhasse, mas não recordo muita coisa a não ser as ceifeiras dele e os meus anjos de pernas longuíssimas e asas enormes... :) tenho uma memória bem estranha, eu! Há imensas coisas desse tempo que não recordo mesmo nada...
Abraço grande, grande!
De poetazarolho a 30 de Setembro de 2011 às 07:08
Sim lembro-me de ter visto essa foto e também de ter escrito isto,

http://poetazarolho.blogs.sapo.pt/
De poetaporkedeusker a 30 de Setembro de 2011 às 14:43
Lembro-me muito bem desse sonetilho! Deixei resposta no seu Poeta Zarolho! :) Bjo!
De poetazarolho a 1 de Outubro de 2011 às 00:03
“Dever constitucional”

Será o limite ao sacrifício
Inscrito na constituição ?
A mim parece-me que não
Dirão são ossos do ofício

O teu esforço será vitalício
Claro está a bem da nação
Direitos não mais existirão
Constituição dirá no início

“O teu sacrifício é um dever”
E sobre deveres está tudo dito
Bolsa ou vida deves entregar

Se não tens bolsa deves morrer
De contrário entrega-nos o guito
E então terás direito a respirar.
De poetaporkedeusker a 1 de Outubro de 2011 às 00:42
Sei bem que temos deveres
Mas também temos direitos!
Não os que nos impuseres
À conta dos teus defeitos!

Onde fica a igualdade
Nos deveres que tu me impões?
Meu direito à liberdade
Pode mais que os teus milhões!

Eu sou povo que constrói
Textos, edifícios, pão...
Tu, invasor, quem destrói

Minha humana condição!
Se eu ser livre, a ti, te dói,
Dói-me, a mim, a humilhação!

Poeta, mais uma vez lhe peço que não se assuste! Não estou a falar consigo! Tomei a liberdade de "criar" , destas nossas "falas" uma pequenina peça imaginária em que o seu sonetilho representaria a Troika falando com o Povo Português. O meu sonetilho representa a resposta do Povo à Troika. Esperemos que amanhã ela se faça ouvir na voz de muitos milhares de portugueses. Acho que estou toda mobilizada, de corpo e alma e este sonetilho saiu rápido como um tiro...
Às vezes tenho algum receio de que me interpretem mal nestes meus repentes.... :)

Um enorme abraço, amigo! Aconteça o que acontecer, estar-lhe-ei sempre grata! Sempre!
De poetazarolho a 1 de Outubro de 2011 às 09:32
Como diz o outro o susto é uma coisa que a mim não me assiste, quanto à gratidão só lhe posso dizer que não sou grande especialista em sentimentos, mas está bem aceito. Se for à manif depois quero saber pormenores.
De poetazarolho a 1 de Outubro de 2011 às 09:37
Já agora adorei a resposta rápida, está mesmo como eu gosto forte e cheia de garra, com uma energia que falta a muita gente, é por isso que os poetas não têm voz.
De poetaporkedeusker a 1 de Outubro de 2011 às 22:20
Às vezes sinto mesmo essa "garra", é verdade...
Abraço grande! :)
De poetaporkedeusker a 1 de Outubro de 2011 às 22:05
:) Já fui e já voltei... viva! Toda partida mas ainda viva!
Vou ver os outros comments e depois lhe conto.
Até já!
De poetazarolho a 1 de Outubro de 2011 às 19:10
“Dr Zeca”

Que venham mais cinco
Dos índios da Meia-Praia
O que faz falta é o afinco
Para que o vampiro caia

Traz outro amigo também
No comboio descendente
Maria Faia também vem
A morte saiu à rua doente

Eu vou ser como a toupeira
A formiga no carreiro não dá
Viva o poder popular, não falha

Nefretite não tinha papeira
Os eunucos já nós temos cá
Vê lá como se faz um canalha.
De poetaporkedeusker a 1 de Outubro de 2011 às 22:18
... e como hei-de responder
A quem assim cita o Zeca?
Cantei até me doer,
Fiquei de garganta seca...

O pior foi ao voltar...
Dói-me tudo, tudo, tudo,
Vejo as coisas a girar
E o grito ficou-me mudo...

Mas em verdade direi
Que me propunha marchar
Até aos Restauradores,

Que o fiz e que terminei
Sem desistir, nem parar
Mesmo tendo algumas dores...

Até já, Poeta. :)

De poetazarolho a 1 de Outubro de 2011 às 23:28
Esse é o verdadeiro desafio, o combate connosco próprios levando à superção das dificuldades a cada dia. Parabéns!
De poetaporkedeusker a 2 de Outubro de 2011 às 22:19
:) Eu sei, e é tão bom... obrigada! Mas olhe que hoje estou a pagar caro o combate com as minhas limitações físicas... mas valeu o "preço"! :)
De poetazarolho a 2 de Outubro de 2011 às 08:23
Caro Pedro

Eu produzo pouco, devagarinho e pequenino. Já tive outra idade e dantes produzia mais, mais depressa e de maior dimensão. Consolo-me a pensar que a quantidade, a velocidade e o tamanho, nem sempre são directamente proporcionais à qualidade. É esta que mais me preocupa e me deixa, mais das vezes, insatisfeito.
Hoje dediquei umas rimas , poucas, feitas devagarinho e estrofe saiu pequenina, para a nossa amiga Maria Vitória Afonso que foi passear a Praga, com o Amadeu. Depois de as reler, a qualidade não me satifez e, eu, nem sou muito exigente comigo. Mesmo assim aí tas envio. Só por seres um dos meus pouquíssimos leitores já que eu, até nisso, sou parco ( com um «a»).


PRAGA e a praga

Vai a Vitória, feliz
Passear a um país
Que tem o Governo em Praga.
Para os que ficamos por cá
Oxalá que Ele nos traga,
Ainda antes do inverno
O Menino Jesus de lá,
Um país bem mais fraterno
E sem praga no Governo.

Eduardo
De poetaporkedeusker a 2 de Outubro de 2011 às 22:32
Meu amigo Eduardo, o defeito será todo meu mas olhe que me sinto desafiada!

Há-de, Vitória, voltar,
Venha por terra ou por ar,
Com tão boas novidades
Que o difícil será crer
Em tão perfeitas verdades!
Volte, Vitória, depressa
Para podermos saber
Que nova vitória é essa
E quando é que ela começa...

Peço desculpa. Sei que tem pouca melodia mas eu só sei admirar este tipo de rima... não percebo nada da sua construção. Como lhe digo, sou apenas uma convicta admiradora.

Um enorme abraço para si e esposa.

Maria João
De poetazarolho a 2 de Outubro de 2011 às 20:20
“A quoi ça sert”

La vie en rose il fait faut
Sous le ciel de Paris, la ville
Les gens ils passe nom dieu
A quoi ça sert l’amour, vil

Nom, je ne regrette rien
Le roi a fait battre tambour
La fête continue, demain
Milord, a quoi ça sert l’amour

Elle fréquentait la rue Pigalle
Je n’en connais pas la fin
Pour les amants d'un jour

Bal dans ma rue, quel bal
Le droit d’aimer, jusqu’à la fin
Les gens, a quoi ça sert l’amour.
De poetaporkedeusker a 2 de Outubro de 2011 às 21:32
Ah, Poeta... o meu francês deixou de ser utilizado quando eu tinha uns quinze anos e enferrujou... além do mais, o sonetilho tem uma musicalidade que, através de mim, não se dá muito bem com a língua francesa... para mim não vai dar...

Si l`amour n`était pas
Sur mes mains quand j`écris
Il serait mort déjà,
Mes mots auraient fini...

Está a ver como, para mim, existe esta importantíssima relação entre uma língua e um ritmo poético? Eu bem tentei que esta quadra saísse em redondilha maior, com as sete sílabas métricas... mas saiu com apenas seis sílabas! Para além dos erros ortográficos e sintácticos que possa ter (e eu detesto dá-los!) há incompatibilidades métricas que eu não consigo ultrapassar enquanto poeta... eu sei que não é fácil entender isto, mas acredite que é assim mesmo que isto funciona em mim...

Et ça sert à la vie,
Et ça sert la jeunesse
Mais quand on a envie
De tromper la faiblaisse...

E continua com as benditas seis sílabas métricas... não vejo como sair disto... desisto, Poeta! Considere que o meu enferrujado francês é incompatível com a métrica do sonetilho... mas a mensagem pode seguir! :)
Estou muitíssimo mais lenta porque tenho as articulações todas emperradas - como o francês :)) mas essas, por excesso de uso - mas vou tentar voltar ao computador depois de tratar do Kico.
Até já :)

De poetaporkedeusker a 2 de Outubro de 2011 às 21:45
!!!!!!! FAIBLESSE!!!!!
De poetaporkedeusker a 2 de Outubro de 2011 às 21:54
....

Si ne sert pas à rire
Ser toujours à pleurer
Mais jamais à remplir

Ce qu`on a oublié
Et ça me sert à dire
Que passé est... passé!

Olhe, emende o Poeta os erros que por aí existirem, por favor. Isto foi o que me saiu enquanto lavava o prato do Kico e agora vou ter de passeá-lo. Até já! :)
De poetaporkedeusker a 3 de Outubro de 2011 às 20:19
Pronto, Poeta! Quando vinha para casa, deu-se um fenómeno qualquer que eu não sei explicar muito bem mas que deve ter a ver com o facto de o Francês ter sido a minha segunda língua materna e, começaram a nascer-me rimas de sete sílabas métricas. Os erros vão continuar a estar presentes porque eu, ainda por cima, não sei onde pára o meu dicionário de Francês... mas, se quiser ter a bondade de os emendar, eu só lhe agradeço! Aqui vai, segundo as regras, em redondilha maior;


C`est la façon du poême
Nous dire, d`une autre façon,
Qu`il se môque de sa peine
Pour mieux chanter sa chanson

Il, en chantant, se proméne
Dans les bras d`une ilusion,
Nous parle de la bohême,
Il ne dit, jamais, que non...

Mais, quand il est solitaire,
En changeant sur son contraire,
Il s`oublie de ces mots

Car il est comme les nuages
Qu`en passant sont toujours sages;
Pleurent sans avoir des yeaux...
De poetazarolho a 3 de Outubro de 2011 às 22:09
“Nuvens”

Um poema com sua graça
E sempre em transformação
Faz nascer luz da desgraça
Pr’a melhor cantar a canção

Não só canta como esvoaça
Embalado por uma ilusão
Fala da boémia, não disfarça
Sem nunca nos dizer que não

Mas quando se torna solitário
Facilmente nos diz o contrário
Promessas esquece de honrar

Nuvens ensinaram-lhe um dia
Passando com sua sabedoria
Que sem olhos podiam chorar.
De poetaporkedeusker a 3 de Outubro de 2011 às 22:49
Poeta, acredite que eu sou uma daquelas pessoas que n\ao conseguem fazer duas coisas ao mesmo tempo. Estou t\ao @absorvida@ por esta maluqueira de @n\ao sei o qu|e@ que deu no teclado, que n\ao conseguiria fazer uma ]unica quadra... para mim as palavras tamb]em funcionam em termos gr]aficos / e n\ao ]e s]o para mim, enquanto poeta / e esta parvoice toda n\ao me deixa poetar... se souber dizer/me o que ]e e como posso sair disto, agrade;o/lhe muito...
Abra;o grande!
De poetazarolho a 3 de Outubro de 2011 às 23:20
Lamento mas de computadores pouco sei, um dos meus filhos também tem o teclado do Magalhães desconfigurado e não sei o que fazer-lhe, vou ter que procurar ajuda.
De poetaporkedeusker a 4 de Outubro de 2011 às 00:52
Poeta, já tive uma ajudazinha de um amigo que estava online no momento! Funcionou! Vou dar-lhe a "receita" pois pode ser que funcione!
Desligue o computador e aspire cuidadosamente o teclado. Pode usar um aspirador normal, que foi o que eu fiz. Ligue novamente e reinicie o computador.
Agora estou é demasiado ensonada para lhe responder... vai ter de ficar para amanhã... a não ser que ainda me dê uma daquelas crises de obstinação :)) e ainda lhe consiga responder a um dos sonetilhos...
Espero que não tenha ficado muito desiludido com o mau estado de conservação do meu Francês... :)
Abraço grande!
De poetazarolho a 4 de Outubro de 2011 às 07:23
O seu Francês está espectáculo, eu é que fiz batota porque construí o meu sonetilho com títulos das canções da Edith, não pratico o Francês praticamente desde que estive na Renault em 1990. Espero que a minha tradução esteja aceitável, tirando o facto de nunca respeitar os aspectos métricos de construcção, nem as sonoridades, nem as rimas, nem ..., desde poeta mesmo zarolho.
De poetaporkedeusker a 4 de Outubro de 2011 às 14:29
Eu reparei nisso, Poeta e, no seu caso, acho excepcional o que consegue fazer sem "pedir auxílio" à melodia! Eu garanto-lhe que não o conseguiria fazer! Porque eu considero que a musicalidade é, também, uma grande muleta e aquilo que faz com que eu diga, meia a brincar, meia a sério, que os decassílabos heróicos e as redondilhas maiores me correm nas veias... sem a música, fico desarmada... é como aquela anedota dos miúdos que estão a aprender a tabuada e um deles diz que só aprendeu a música :))
Hoje trago dois poemas na pen. Ontem, depois de desligar o computador, tive de voltar atrás porque me começou a nascer um soneto... escrevi-o quase a dormir e ainda nem fiz a revisão. Hoje de manhã, quando estava a entrar para o duche, veio outro daqueles poemas corridos do Montanhas e lá fui eu, outra vez, escrevê-lo no ficheiro de Word.... assim que terminar este comment e mais um da Maria Luísa que está no Liberdades Poéticas, vou publicá-los.
Eu disse que o Francês foi a minha segunda língua materna, e foi... mas deixei de o falar no princípio da década de sessenta, quando morreu a minha avó Alice e só o utilizei durante uns tempinhos, no liceu.
Até já! Vou à Maria Luísa, publico e, depois, vou ver se tenho tempo para responder ao seu pai porque ontem eu estava de todo :)) desnorteei-me completamente com aquela maluqueira que deu no teclado... :))
De poetaporkedeusker a 4 de Outubro de 2011 às 00:57
:D Ah, que bom! Pelo menos deu para entender o meu sonetilho em françuguês :)) Obrigada!
Um enorme abraço e até amanhã. Pode, sem medo, seguir a receita que lhe dei pois funcionou muitíssimo bem com o meu portátil! Beijinho!
De PaperLife a 4 de Outubro de 2011 às 19:20
Tive 2 ou 3 anos de francês, mas não percebo grande coisa :$
Mas se o poeta zarolho diz que não tem erros, é porque não tem :D E mesmo que tivesse, o que interessa é a intenção :)
De poetaporkedeusker a 5 de Outubro de 2011 às 00:18
Aqui não tinha qualquer hipótese, Paper... tive mesmo de recorrer ao Francês da minha infância e tentar confiar nele... nem sequer sei onde pára o dicionário que tenho cá em casa e não confio nem um bocadinho nos tradutores online... se houver algum que seja bom, eu não o sei utilizar e, em poesia, é praticamente impossível usá-los.
Beijinho e obrigada! :D
De PaperLife a 5 de Outubro de 2011 às 12:59
De nada Maria :D
Agora tens de fazer um em inglês ;)
De poetaporkedeusker a 5 de Outubro de 2011 às 13:14
:)) O Inglês é muito mais fácil para mim... mas ainda não pensei se a prosódia da língua é, ou não, compatível com a dita redondilha :))
Tenho, por aí, já não sei em que blog, um poemazito em inglês... mas não me lembro que tipo de métrica usei nele...
acho que até tenho mais do que um...
Até já, Paper! Beijinho!
De PaperLife a 5 de Outubro de 2011 às 13:19
Tens de me mostrar, quando o encontrares :D
Até já Maria ^^
Beijinho*
De poetaporkedeusker a 5 de Outubro de 2011 às 13:50
SE o encontrar, Paper :)) Nunca tive tempo nem paciência para os contar mas acho que, nestes quatro anos, publiquei bastante mais de mil poemas... mas espera que eu vou ao montanhas, ponho lá uma palavrita em inglês, uma que eu me lembro que está num dos poemas, e faço uma buscazinha! Já volto!
De poetaporkedeusker a 5 de Outubro de 2011 às 13:53
:D Já está! Chama-se FAITH e o link é este http://asmontanhasqueosratosvaoparindo.blogs.sapo.pt/30942.html

Beijinho e obrigada!

De PaperLife a 5 de Outubro de 2011 às 14:13
Vou já ver :D
Apetece-te dar-me um abraço porquê? :$
O poema que escrevi foi inspirado no teu que li ontem :)
De poetaporkedeusker a 6 de Outubro de 2011 às 01:39
Caramba! Só agora é que descobri este teu comment!!! A minha caixa de correio está mesmo maluquinha de todo!
Apetece-me, então, dar-te um abraço por teres escrito um poema inspirado no meu Abraço gde!
De poetazarolho a 3 de Outubro de 2011 às 00:21
"República das bananas"

Na República das bananas
Muito macaco engordou
Mas só tu é que abanas
Com a banana que tardou

Com quinze dias por mês
Ainda te conseguias aguentar
Mas o Teixeira contas fez
E diz que precisas poupar

Poupas tu no seu mealheiro
Que a crise veio p’ra ficar
Em bananas vai muito dinheiro

Qu’o défice tem que diminuir
P’ra tanto macaco engordar
Ficas meio mês a carpir.
De poetaporkedeusker a 3 de Outubro de 2011 às 00:57
Deste tipo de notícias
Já nós estávamos à espera...
Para a Troika são carícias
Mas o povo desespera!

Claro que isto tem saída...
Mas só para alguns ricaços
Com fortuna garantida
Nos offshores acostumados...

Nesta salada "gourmet",
De rodelas de banana
Com gominhos de laranja

Muitos vão perdendo a fé...
Só um ou outro se engana
E acha que a coisa se arranja...


Abraço gde, Poeta e um bom começo de semana!

De poetazarolho a 3 de Outubro de 2011 às 22:18
Caro Pedro

Hoje ao ler o teu «desapontamento» sobre aquelas sábias palavras de Mia Couto, fiquei a «despensar» pensando ( li muito dele ) mas não consigo plagiar-lhe o estilo. Mas fiquei a matutar que o medo do medo já é muito velho e a crise - as crises, também -.
Aí te envio uma que encontrei na desarrumação do meu computador e que foi resgatada da papelada que eu deitava fora e que a tua Mãe, que anda sempre à cata de tudo o que são papeis, salvou. Tinha eu dezassete aninhos. Tenho por aqui mais alguma coisa dessas recuadas eras, graças ao zelo da Maria dos Anjos. Quando as achar, envio-tas.

Rimas velhíssimas – 1953

Os Cavaleiros da Távola Rotunda ou
Crise de abundância (como disse o meu colega do Magistério, o Abadesso, da Castanheira)

A nobre Távola Rotunda
Posta com mísera toalha
Esfarrapada e imunda,
Tem de pão uma migalha
E o toucinho não abunda…
Sem vinho um garrafão,
Um copo para encher,
Um pires sem camarão,
Vinte bocas p´ra comer!

Mas há tanto cavaleiro
Nesta crise sem mudança
Que nunca poupa dinheiro
E a toda a hora enche a pança!

Eduardo
De poetaporkedeusker a 3 de Outubro de 2011 às 22:40
Queria tentar responder/lhe, meu amigo Eduardo, mas estou duplamente atrapalhada com a sua flu|encia e a minha inabilidade para lidar com as teclas de fun;\ao... n\ao sei como isto me sucedeu mas os sinais ortogr]aficos foram substitu]idos por parentesis rectos e outras coisas que j]a nem recordo... n\ao fa;o a menor ideia de como vou sair desta alhada e pe;o/lhe desculpa por esta resposta t\ao pouco ortodoxa do ponto de vista gr]afico... vou tentar fazer qualquer coisa, mesmo sem o aux]ilio da Excalibur... se tudo correr pelo melhor, espero responder/lhe ainda hoje.
Um abra;o e muito obrigada!
De poetaporkedeusker a 4 de Outubro de 2011 às 16:04
Meu amigo Eduardo,

Muito lhe agradeço pelo envio destas preciosidades e só lhe peço desculpa pelos dispartes que ontem escrevi porque tinha o teclado desconfigurado - suponho que fosse exactamente isso que ele tinha - e queria, à viva força, responder-lhe qualquer coisa que fosse minimamente legível...
Das minhas relíquias poéticas da juventude, pouco ou nada se salvou entre mudanças e criançada. Penso que levei muito mais a sério a "salvação" de alguns poemas do meu avô e do meu tio Manuel Valente. Os deste último foram tão bem guardados que não faço a menor ideia onde possam estar... aqui há tempos, lá encontrei um, por puro acaso, mas não foi um dos vários que guardei tão cuidadosamente que é como se nem existissem. Enfim, meu amigo, posso dizer-lhe que há dias em que eu penso que a cabeça não me serve para nada, excepto para fazer um ou outro poema.

Com Excalibur ou sem ela,
Em mesa quadrangular,
Coloco a pobre gamela
Contendo o parco jantar
Que cozinhei na panela...
Vinho não tenho; só chá
Me banha o fraco repasto
E coca-cola só há
Quando vem o vale que gasto
Tão depressa que nem dá
Pr`a dizer que a mim me basto...

Mas ele há tanto ricaço
Nesta crise eternizada
Que engole sem já ter espaço
Para lá meter mais nada!


Amigo Eduardo, segui-o muito "à letra" nesta última quadra. Espero que não me leve a mal pois apenas pretendi seguir-lhe o ritmo do poema.
Um enorme abraço para si e sua esposa!

Maria João
De poetazarolho a 3 de Outubro de 2011 às 23:32
“Agarrados”

Não há pessoas com garra
A conduzir o nosso destino
Só pouca uva e muita parra
Fazem o destino pequenino

Creio que não lhes interessa
Onde haveremos de chegar
Nós somos mais uma peça
Só lhes interessa é agarrar

Agarram tudo à passagem
Secam a esperança em redor
Esta é a onda, somos levados

Deixou de haver mensagem
Nem existe um desígnio maior
Todos nós fomos agarrados.

Prof Eta

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