.UM BLOG SOBRE SONETO CLÁSSICO

Da autoria de Maria João Brito de Sousa, sócia nº 88 da Associação Portuguesa de Poetas, Membro Efectivo da Academia Virtual Sala dos Poetas e Escritores - AVSPE -, Membro da Academia Virtual de Letras (AVL) e autora no Portal CEN, escrito num portátil gentilmente oferecido pelos seus leitores. ...porque os poemas nascem, alimentam-se, crescem, reproduzem-se e (por vezes...) não morrem.
Sábado, 23 de Maio de 2015

PUNHAIS

PicassoGuernica.jpg

 

 

Quero dizer-vos quanto dói viver,

que não desisto mesmo que me calem

e, desta raiva aos monstros do poder,

nascerão versos, quando em raiva estalem!

 

 

Quero mostrar-vos que não sei perder

sempre que as perdas de medos me falem

e que, em vez de vergar, hei-de acender

as chamas destes versos que me valem,

 

 

Que posso e vou falar, porque assim quero,

dos tantos, destes tantos que procuram,

no lixo, e com crescente desespero,

 

 

O pão que vai sobrando aos que o descuram...

e mais não cantarei pois, se me esmero,

aguço os mil punhais que me perfuram!

 

 

 

 

Maria João Brito de Sousa – 03.03.2015 – 20.07h

 

 

 

 

 

publicado por poetaporkedeusker às 16:58
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32 comentários:
De poetazarolho a 24 de Maio de 2015 às 07:44
há real.
De poetazarolho a 24 de Maio de 2015 às 07:44
Chá real.
De poetaporkedeusker a 24 de Maio de 2015 às 12:49
Este Chá perdeu o "c", Poeta... e não era um "c" mudo!

Vou vê-lo!
De poetazarolho a 25 de Maio de 2015 às 06:30
Chá sem razão.
De poetaporkedeusker a 25 de Maio de 2015 às 11:44
Vou vê-lo, Poeta!
De poetazarolho a 25 de Maio de 2015 às 20:26
“Podíamos”

Ideologias no armário
Nesse armário evoluíram
P’ra linhas do novo ideário
Que às ideias sucumbiram

Na preguiça das ideias
Ficou presa a esperança
A dançar com a mais feia
Fica o povo nesta dança

Dum linguajar eficaz
Construído p’ra fazer crer
Preocupação com a gente

Mas basta ser perspicaz
Para no fundo entender
Como é inconsequente.
De poetaporkedeusker a 25 de Maio de 2015 às 22:48


Das ideias disfarçadas
De bonitas, quando feias,
Estão as gentes enfartadas
E confusas... sem ideias...

Por todos são comentadas,
Vão da cidade às aldeias
Mas, quando são praticadas,
Mostram-se, de erros, bem cheias...

Já nem consigo escutar,
Mal consigo discutir
E estou presa por um fio

Ao dever de aqui ficar
Quando, ao pensar desistir,
Descubro, em mim, novo rio...

Maria João

Segue com o abraço grande de sempre, Poeta!



De poetazarolho a 25 de Maio de 2015 às 21:30
“To be mad Max”

Humanidade imperfeita
Associada à incúria
Viu-se quase desfeita
Nessa estrada da fúria

Mad Max apareceu
Coberto de insanidade
Mas não sei que lhe deu
Foi momento de verdade

E num flash percebeu
Apesar da incapacidade
De nada lhes valia fugir

Para os braços de morfeu
Só o pesadelo da realidade
Os impediria de sucumbir.

Prof Eta
De poetaporkedeusker a 26 de Maio de 2015 às 13:51
Eheheheheh...

"Mad", não sou, nunca serei,
Nem nunca alguém me lembrou
Que o nome com que assinei
Fosse um "Max" quem mo legou

Portanto, não me verei
Como "Mad" - que isso não sou... -
Ou como um "Max" que passou
Mas que, agora, recordei...

Uma ideia me ficou;
Do filme, não desgostei,
Mas não sei como acabou!

Será que o "Mad" era um rei,
Ou será que se esforçou
Por viver fora da lei?

Maria João

Sei que vi o Mad Max há muitos anos mas, para além de uma ou outra imagem do Mel Gibson em cima dum veículo estranhíssimo, não me lembro de nada...

Abraço grande, Poeta!
De poetazarolho a 26 de Maio de 2015 às 06:11
Chá discursivo.
De poetaporkedeusker a 26 de Maio de 2015 às 10:34
Vou vê-lo, Poeta. A seguir, terei de me ir vestir para sair...
De heretico a 26 de Maio de 2015 às 22:58
poema-denúncia que que explode em raiva.
e impotência.

grato. beijo
De poetaporkedeusker a 27 de Maio de 2015 às 11:41
Foi a explosão possível e a inevitável impotência, sim, Heretico... dias há - como o de hoje... - em que a sensação de impotência é esmagadora.
Tão esmagadora que, a que à nossa própria vidinha respeita, chega a tornar-se visível - e sensível... - entre a de todos os que vão sobrevivendo em tão difíceis condições. Estou amarga, hoje. Peço desculpa.

Vou ao Relógio de Pêndulo. Não posso comentar, mas posso ler.

Bjo!
De poetaporkedeusker a 27 de Maio de 2015 às 12:11
Confesso, Heretico, que nos dias - felizmente raros! - amargos, me magoa indizivelmente a leitura de textos como O Melro e a Guerra..

Mal de mim quando me deixo magoar pela beleza e pela qualidade pois, nos dias menos amargos, é exactamente o oposto que me incomoda ao virar de cada página...

Estúpida forma de elogiar um texto, eu sei... mas tinha de tentar explicar o que senti.
De poetazarolho a 27 de Maio de 2015 às 01:17
“Ex-flor”

Esta era uma flor
Só a podes imaginar
Essa que sentes é dor
Tu a poderás superar

Sobretudo no amor
Que possas ter para dar
Alguém lhe dará o valor
Para em dobro retornar

Da ex-flor com fulgor
Outra irá desabrochar
Envolta em emoção

Como seria de supor
Após o acto de plantar
Semente no coração.
De poetaporkedeusker a 27 de Maio de 2015 às 11:54
Estava a "escapar-me", esta Ex-Flor...

Flor que murcha, já murchou,
Não pode voltar atrás,
Sabe que o tempo passou,
Mas fez quanto foi capaz...

Do que fez, muito ficou
Dando lastro ao que se faz;
Do que sabia, legou,
Muito cheio, um bom cabaz

De razões do coração
E razões dessa vontade
Que nos nasce da razão...

Mesmo que fique a saudade,
A flor já não volta, não,
Se da vida a flor se evade...

Maria João

Cá vai, Poeta, com o abraço grande de todos os dias!
De poetazarolho a 27 de Maio de 2015 às 06:19
Chá conservado.
De poetaporkedeusker a 27 de Maio de 2015 às 11:18
Não estou muito bem, hoje, Poeta, mas vou ver o Chá!
De poetazarolho a 28 de Maio de 2015 às 00:17
“Nó cego”

Um engenheiro poeta
Não é poeta engenheiro
Pois o segundo afecta
O que nasceu primeiro

O ovo ou a galinha
Uma discussão secular
Um ponto ou uma linha
Discussão subliminar

Uma chama que se apaga
Um traço no horizonte
Uma festa a terminar

Uma mão que afaga
Um nó cego que afronte
Uma montanha a chorar.

Prof Eta
De poetaporkedeusker a 28 de Maio de 2015 às 10:45
Porque não? Engenharia
Não põe de lado o poema,
Quando existe essa harmonia,
Sempe que há vontade, tema

E lhe ocorra a melodia
Que engendre, sem mais problema,
Tudo o que é da poesia
E passe pelo fonema...

Poesia tanto é arte
Quanto é ciência rigorosa
Do que flui por toda a parte

E nos chega, feito em glosa,
Com tendência pr`a levar-te
Muito além da simples prosa...


Maria João

Cá vai, Poeta, com o abraço de sempre!
De poetazarolho a 28 de Maio de 2015 às 06:17
Desejos de chá.
De poetaporkedeusker a 28 de Maio de 2015 às 10:20
Vou ver dos desejos do Chá, Poeta!

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