.UM BLOG SOBRE SONETO CLÁSSICO

Da autoria de Maria João Brito de Sousa, sócia nº 88 da Associação Portuguesa de Poetas, Membro Efectivo da Academia Virtual Sala dos Poetas e Escritores - AVSPE -, Membro da Academia Virtual de Letras (AVL) e autora no Portal CEN, escrito num portátil gentilmente oferecido pelos seus leitores. ...porque os poemas nascem, alimentam-se, crescem, reproduzem-se e (por vezes...) não morrem.
Domingo, 8 de Fevereiro de 2015

PAPOILA

images (19).jpg

 

(Soneto em decassílabo heróico)

 

Julgaste-a vulnerável e dolente,

Peça de ouro da lei que outro engendrou,

Mas, tempr`ada desse aço que a moldou,

Mostrou-se, afinal, firme e persistente,

 

Negando, em cada gesto prepotente

Que a escória disfarçada preparou,

A graça de of`recer-lhe o que sobrou

Do tanto que, na cor, se afirma gente...

 

Se de pedra se assume, embora flor,

A escopro há-de gravar seja o que for,

Que a haste em que subiu sabe o que quer

 

E exalta-se, insubmissa, em rubra cor

Pr`afirmar que, de si, só colhe amor

Quem na flor respeitar fraga e mulher...

 

 

Maria João Brito de Sousa – 05.02.2015 – 14.07h

 

 

 

publicado por poetaporkedeusker às 18:26
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33 comentários:
De poetazarolho a 8 de Fevereiro de 2015 às 22:27
“Imperfeição”

Todo é maior qu’a parte
Por mais poderosa que seja
Mais poderoso é quem reparte
Não apenas porque sobeja

Mas por apelo do coração
Que atinge um novo estado
É imperfeito na perfeição
Perfeito enquanto amado

Mais perfeito Jesus Cristo
Repartiu a própria vida
Porque seu povo o traiu

Depois dele não há registo
Doutra situação parecida
Nem o povo se assumiu.
De poetaporkedeusker a 8 de Fevereiro de 2015 às 23:03
A perfeição possível

Por tantos é venerado,
Mas tão poucos saberão
Qual o caminho apontado
Ou qual a grande lição

De quem foi crucificado
Bem sabendo, de antemão,
Que bastava ter mudado,
Ao caminho, a direcção

Para ser considerado
Apenas louco bufão
E, quem sabe, perdoado

Por não mais dizer que não
Ao tal sistema instaurado
Que matava o próprio irmão...

Maria João

Aqui vai, Poeta, com o abraço de sempre!
De poetazarolho a 9 de Fevereiro de 2015 às 06:55
Chá de nada.
De poetaporkedeusker a 9 de Fevereiro de 2015 às 10:22
Ahahahahah! Muito adequado aos tempos que correm e muito "económico", este seu chá de nada, Poeta! Vou vê-lo!
De heretico a 9 de Fevereiro de 2015 às 22:38
uma papoila altiva - quase bandeira...

gostei muito.

beijo
De poetaporkedeusker a 10 de Fevereiro de 2015 às 12:06
Obrigada, Heretico!

Beijo!
De poetazarolho a 10 de Fevereiro de 2015 às 07:02
Impressão de chá.
De poetaporkedeusker a 10 de Fevereiro de 2015 às 11:37
Continuo a piorar e estou com muita febre, mas ainda vou ao Chá.
De poetazarolho a 10 de Fevereiro de 2015 às 23:36
“O combate”

Olhando arestas de tectos
Sem tectos no horizonte
Mesmo sem ângulos rectos
Qu'a sede não amedronte

Quem no meio de projectos
Bebeu a água da fonte
Da nascente dos afectos
E que um dia se confronte

Com a sã necessidade
De combater predicados
Aos sujeitos conspurcados

Tão plenos de opacidade
Que mesmo quando lavados
Não são porcos, são javardos.

Prof Eta
De poetaporkedeusker a 11 de Fevereiro de 2015 às 19:56
Eu só penso em combater
O sujo capitalismo
Que se encontra no poder
À custa de oportunismo

E pudesse eu mais fazer
Quando, à beira deste abismo
Estamos quase a perecer,
Tantos, às mãos do nazismo,

Mais faria, de certeza,
Se tão só me fosse dado
Mover-me com mais destreza

Para todo e qualquer lado
Onde a ganância burguesa
Pudesse haver-se instalado.,.

M. João

Cá vai, Poeta, lembrando, mais uma vez, que para além do facto de manterem as sete sílabas métricas que a redondilha maior exige, estes meus sonetilhos apressados não têm nenhum valor poético, são apenas "brincadeiras em verso" que surgem em resposta aos seus sonetilhos. Forte abraço!



De poetazarolho a 11 de Fevereiro de 2015 às 21:48
“Tsiprei”

Matei a austeridade
Que toldava a razão
Recuperei a felicidade
Adormecida no coração

Parece simples a receita
Agora que está em pé
Foi Colombo à espreita
Que me ensinou como é

Grego nunca me senti
Na europeia trapalhada
Sinto-me agora universal

E só assim readquiri
Alma nova p’rá jornada
Nesta luta desigual.
De poetaporkedeusker a 12 de Fevereiro de 2015 às 17:07
Do mais fundo de um mal-estar
Que me deixa embrutecida,
Poeta, aqui vou tentar
Deixar resposta devida,

Mas não sei se vou passar
Deste ponto de partida
Pois estou quase a vomitar,
Já nem sei que faça à vida...

Veio, o vírus, pr`a ficar
E eu , pr`aqui toda entupida
C`oa barriguita a inchar

E uma tosse empedernida
Que provoca falta de ar
E me deixa sem saída...

Maria João

Poeta, foi o que me saiu... desculpe nada ter a ver com o seu que até aborda um assunto que considero muito importante, mas as minhas pobres ideias - acredite que estão mesmo muito pobrezinhas e, ao contrário do habitual, muito centradas nesta minha aflição - nem sequer fluem como de costume. Segue com o abraço de sempre!
De poetaporkedeusker a 12 de Fevereiro de 2015 às 17:10
Não encontro este seu Tsiprei, Poeta...
De poetazarolho a 11 de Fevereiro de 2015 às 22:23
“Topas ?”

Do cachecol à gravata
Do sorriso à indisposição
Há uma úlcera que mata
O espírito desta reunião

Senhora bem composta
Também sorri a preceito
A comitiva é composta
Por outros com menos jeito

São reuniões europeias
Numa Europa cansada
De tanto discurso vazio

Enredada em suas teias,
Cidadão não vales nada
Mas há doutores com fastio.

Prof Eta
De poetaporkedeusker a 14 de Fevereiro de 2015 às 14:44
Estou à espera... e espero ver
Que resultados virão
Da alteração de poder
Que houve na grega nação...

Sou prudente - e quero-o ser! -
E não creio, de antemão,
Senão num povo a crescer
E a fazer Revolução!

Quem me dera estar errada
E acreditar que "isto vai"
Sem receio de mais nada,

Mas a filha de meu pai,
Ainda preocupada,
Não sabe o que daqui sai...

Maria João

Mesmo correndo o risco de desagradar a "gregos e troianos" é assim que penso, é assim que transmito a minha opinião pessoal, Poeta. Segue com o grande abraço de sempre!





De poetazarolho a 13 de Fevereiro de 2015 às 09:12
“Obviamente, demito-o”

Foi o general Delgado
E Humberto sem medo
P’la PIDE assassinado
Sonho não era segredo

Ver o povo libertado
Saindo desse degredo
Que era o novo estado
Chegara demasiado cedo

Intento não conseguido
Outra forças se levantaram
Desses túmulos autocráticos

Sonho mais tarde oferecido
Muito cedo o esbanjaram
Os ditadores democráticos.
De poetaporkedeusker a 13 de Fevereiro de 2015 às 22:21
Foi em Espanha que o mataram
Seus assassinos nojentos
Que, sem vergonha, goraram,
Nessa morte, os seus intentos...

Maria João

Vai só uma quadrazinha, Poeta, porque eu continuo muito indisposta com esta virose. Abraço grande!
De poetazarolho a 14 de Fevereiro de 2015 às 09:17
Impressão de chá.
De poetaporkedeusker a 14 de Fevereiro de 2015 às 14:17
Vou ver essa impressão do Chá, Poeta!
De poetazarolho a 14 de Fevereiro de 2015 às 19:10
“Realidades”

Onde está a realidade
Quase certo não existe
É assim como a verdade
Onde a mentira persiste

Conforme a necessidade
São servidas a preceito
Providas de elasticidade
Esticam p’ra fazer o jeito

Aos que as sabem moldar
Mercê da sua servidão
Áqueles que finalmente

P’ra suas mão não sujar
Oferecem a escravidão
Aos que os servem fielmente.

Prof Eta
De poetaporkedeusker a 14 de Fevereiro de 2015 às 20:35
Realidade

Ai existe, existe sim!
Cabe ao povo distingui-la
E não julgar que, no fim,
Podem , os outros, medi-la...

Não nada em maré tranquila,
Nem cresce em belo jardim,
E não bastará pedi-la...
Há que impô-la! Só assim!

E porque o que agora importa
É parar esta injustiça
Que não pára senão morta,

Vá o povo inteiro à liça
Porque a coisa está tão torta,
Que anda a lucidez mortiça!

Maria João

Cá vai, Poeta, apesar da dor de cabeça... e do resto. Abraço!



De poetazarolho a 15 de Fevereiro de 2015 às 07:41
Chá censurado.
De poetaporkedeusker a 15 de Fevereiro de 2015 às 12:57
Com a pouquinha/quase nenhuma força que me vai restando, vou ver esse Chá censurado, Poeta!

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