.UM BLOG SOBRE SONETO CLÁSSICO

Da autoria de Maria João Brito de Sousa, sócia nº 88 da Associação Portuguesa de Poetas, Membro Efectivo da Academia Virtual Sala dos Poetas e Escritores - AVSPE -, Membro da Academia Virtual de Letras (AVL) e autora no Portal CEN, escrito num portátil gentilmente oferecido pelos seus leitores. ...porque os poemas nascem, alimentam-se, crescem, reproduzem-se e (por vezes...) não morrem.
Terça-feira, 2 de Setembro de 2014

O TEU SILÊNCIO, Ó COMPANHEIRO!

 

 

 

(Soneto em decassílabo heróico)

 

Por vezes vem de manso, a voz do vento,

Murmurar-me em segredo… e diz-me mais,

Mais alto e mais audível que as normais

Que por cá repercutem qual lamento

 

A que sempre faltou raiva e talento

Mas soam como sopram vendavais,

Bradando sem cuidar dessoutros ais

Que ousem fazem soar seu desalento

 

Porque o sofrem na carne… e se não calam!

Aos que possam provar que, quando falam,

Bem mais razões terão que os do “poleiro”,

 

Junto o sopro de uns versos que me exalam

O vivo odor das brasas que em mim estalam

Se te encontro em silêncio, ó companheiro!!!

 

 

 

Maria João Brito de Sousa – 19.04.2014 – 14.48h

sinto-me :
publicado por poetaporkedeusker às 13:03
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|
107 comentários:
De poetazarolho a 2 de Setembro de 2014 às 20:31
“Se existe”

Se existes logo pagas
Fazendo-o sem questionar
E suportas essas chagas
Fruto do auto flagelar

E acreditas na bondade
Mesmo má sem questionar
Dominando essa vontade
Que te faria enfim lutar

Estás no olho do furacão
Mas manténs esse lugar
Qu'o crente nunca desiste

Pode alterar a feição
Mas não deixa de pagar
É sua obrigação se existe.

Prof Eta
De poetaporkedeusker a 3 de Setembro de 2014 às 14:29


Paga crente e paga ateu
Quanto aos bolsos vai levando
O capital que se encheu
À custa de um povo brando

E se "paga, logo existe",
Não tenhamos ilusões
Porque um povo, mesmo triste,
Sempre "rende" uns bons milhões!

... mas há sempre a resistência,
O protesto, a lucidez
De quem traz, na consciência,

O orgulho português
Que, sem mais condescendência,
Faz frente ao ladrão burguês!


Maria João

Cá vai com o abraço do costume, Poeta!
De poetazarolho a 3 de Setembro de 2014 às 20:24
“Eternamente”

O tempo é que tem tempo
E faz dele o que quiser
Nós somos seu passatempo
Para o que lhe aprouver

Tempo pode libertar-nos
Se achar que é o caminho
Ou então aprisionar-nos
Para não correr sozinho

Só mesmo a eternidade
A esta lei se sobrepõe
Pois se o tempo parar

Continua em liberdade
Que dela ninguém dispõe
Nem a pode aprisionar.
De poetaporkedeusker a 3 de Setembro de 2014 às 22:08
Do tempo fazemos parte
Tal como tudo o que é vivo
E, afinal, tudo o que existe,
Mas perduramos se a arte,
Ao passar no duro crivo,
Nos mostrar que`inda resiste...

M. João

Vai só uma sextilha, Poeta, com o forte abraço do costume!
De poetazarolho a 4 de Setembro de 2014 às 06:59
Chá assaltado.
De poetaporkedeusker a 4 de Setembro de 2014 às 14:30
Pobre Chá! Vou vê-lo, Poeta!
De poetazarolho a 4 de Setembro de 2014 às 22:24
“Perfeitos”

O ser humano perfeito
Não alcança a perfeição
Pois tem sempre um defeito
Embora lhe pareça que não

Destoa por querer parecer
Aquilo que lhe aparenta
Mas o que parece sem saber
É que a imperfeição representa

Somos todos muito iguais
Nesta nossa perfeição
A diferença nem se nota

Há o perfeito demais
O perfeito por definição
E há o perfeito idiota.

Prof Eta
De poetaporkedeusker a 5 de Setembro de 2014 às 00:17
Eheheheh... esse foi um final "em beleza", Poeta...

Os perfeitos idiotas,
A bem da governação,
Tomaram conta das "notas",
Julgando terem razão

Mas, fizeram tais batotas,
Que abriram, no nosso chão
Uma cova em que as derrotas
Ganham nova dimensão;

Tanta asneira cometida,
Tanta falta exacerbada,
Tanta mentira mentida,

Que, cada vez mais cavada,
Fica a cova tão perdida
Quanto a malta em si lançada...


M. João


Vai muito mau e coxo, Poeta, mas estou na pen e receio bem que ela me faça calar a qualquer momento... abraço!
De poetazarolho a 5 de Setembro de 2014 às 22:57
“Nas asas da esperança”

Tem asas a esperança
Verde será sua côr
Não esperes a mudança
Faz-te já um corredor

Só correndo e suando
Te poderá recompensar
Esta melodia cantando
Faz a tua alma voar

Destinada a quem insiste
Recompensa mais além
Um dia tu alcançarás

Esperança nunca desiste
Não desistas tu também
Corre muito e voarás.
De poetazarolho a 6 de Setembro de 2014 às 07:29
Chá comandado.
De poetaporkedeusker a 6 de Setembro de 2014 às 13:28
A ligação está num dos seus "dias não"... vai e vem, vem e vai...

Vou tentar ir ver o Chá!
De poetazarolho a 6 de Setembro de 2014 às 15:37
“Salvos”

Eis aqui a salvação
E agora o salvador
Sob a forma d’injecção
Para aliviar essa dôr

Uma dose a cada nação
Para o seu banco central
Administrar cada milhão
Na sua economia real

Fica melhor a finança
E os bancos serão salvos
Pois a liquidez aumenta

Ao som da música dança
Esse conjunto de papalvos
É o povo, muito aguenta.

Prof Eta
De poetaporkedeusker a 6 de Setembro de 2014 às 16:06
... o êmbolo da "seringa"...

D`injecções de capital,
Pouco percebo, mas sei
Que podem fazer-nos mal
Quando dadas "contra a grei"

E penso de forma igual
Se disser que não gostei
Que isso se torne normal
E feito em nome da lei...

Além do mais, bem se viu
Que onde o capital põe mão,
Tudo é feito ao arrepio

Dos muitos que ficarão
Entre o "nada" e o "vazio"
Que exista em cada aflição...


Maria João


Cá vai, com o abraço de sempre, Poeta!
De poetazarolho a 7 de Setembro de 2014 às 10:45
PROFECIAS DO BAND ARRA

ALDEIA EM MUTAÇÃO

Na aldeia de Cambalacho
Ninguém queria trabalhar
Ambicionava-se um tacho
E viver a descansar.

As terras, por cultivar
E não se olhava p´ro sacho,
Não se ia ao peixe, ao mar
E nem mesmo ao riacho.

Até que chegou um dia
Em que outro vento soprou,
Um dia tinha que ser…

Quem só o tacho queria,
Ao ver que ele se quebrou,
Cedo quis outro viver.

Eduardo
De poetazarolho a 7 de Setembro de 2014 às 10:51
Elefantes no chá.
De poetaporkedeusker a 8 de Setembro de 2014 às 22:36
... que estranho, Poeta! Não o facto de haver elefantes no Chá... o nosso Chá é suficientemente grande para conter seja o que for Refiro-me ao facto de só hoje me ter chegado este seu comentário à caixa do correio
Mas olhe que assim foi...

Vou ver o Chá!
De poetazarolho a 8 de Setembro de 2014 às 22:41
É que provavelmente este não era correio azul.
De poetaporkedeusker a 8 de Setembro de 2014 às 22:59
Ahahahahah!!! Era, era! A minha caixa de correio está azul!

Não vou poder cá estar muito tempo porque a ligação partilhada ainda não voltou e a pen deve estar quase no fim...

Abraço, Poeta!
De heretico a 8 de Setembro de 2014 às 18:07
belíssimo soneto, a estilhaçar silêncio(s)

gostei muito

cumprimentos
De poetaporkedeusker a 8 de Setembro de 2014 às 22:26
Obrigada, Heretico!

Continuo a estar impedida de comentar qualquer blog da blogspot, mas vou de imediato visitá-lo!

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