.UM BLOG SOBRE SONETO CLÁSSICO

Da autoria de Maria João Brito de Sousa, sócia nº 88 da Associação Portuguesa de Poetas, Membro Efectivo da Academia Virtual Sala dos Poetas e Escritores - AVSPE -, Membro da Academia Virtual de Letras (AVL) e autora no Portal CEN, escrito num portátil gentilmente oferecido pelos seus leitores. ...porque os poemas nascem, alimentam-se, crescem, reproduzem-se e (por vezes...) não morrem.
Sexta-feira, 13 de Novembro de 2015

MEU PINHEIRO MANSO, MEU FIGUINHO-LAMPO...

FIGUEIRA.jpg

 

(Soneto em verso hendecassilábico)

 

 

Meu celeiro farto, meu pinheiro manso

Que choras se parto, calo ou me desdigo,

Meu pinheiro amigo, meu seguro abrigo

Onde, havendo p`rigo, me escondo e descanso

 

De um bulício antigo que nem sempre alcanço;

Porta sem postigo, falta sem castigo,

Figueira onde o figo sabe que o bendigo

Por ser só comigo que dança, se eu danço...

 

Doce figo lampo que uma mãe-figueira

Me of`receu trigueira, lesta, rotineira

E que ao dar-se inteira se me foi tornando

 

Materno alimento, carne, irmã ceifeira

Da espiga engendrada nesta fértil leira

Tão mais derradeira quão mais vai faltando...

 

 

Maria João Brito de Sousa - 12.03.2015

 

(Soneto em reedição, ligeiramente modificado - À minha morada)

 

 

publicado por poetaporkedeusker às 11:34
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60 comentários:
De poetazarolho a 13 de Novembro de 2015 às 22:11
“Geringonças”

Volta ao mundo em 80 dias
É do Centeno por suposto
Está a causar sérias arrelias
Ao primeiro-ministro deposto

Nesta que é era do reviralho
Um trio de amigos da onça
Tendo à cabeça um paspalho
Está ao volante da geringonça

PREC do século vinte e um
Aos sete ventos apregoado
Após quarenta anos de jejum

Aqui d’el rei, poder foi tomado
E a geringonça catrapum, pum
Pàf, pàf, pàf, pàf, estou desolado.

Prof Eta
De poetaporkedeusker a 14 de Novembro de 2015 às 09:26
Sonetilho "geringonçado"

Tão falha de inspiração,
Nem sei se irei conseguir
Findar a composição...
A rima está-se a sumir,

Não tenho concentração,
Apetece-me ir dormir,
E procuro um alçapão
Pelo qual possa fugir...

Martelado, por inteiro:
PAF, PAF e catrapaz,
Nasce, enfim, um trauliteiro

Sonetilho "de cabaz"
Que, envergonhado e rasteiro,
Não ficou nada capaz...

Maria João

Cá vai este sonetilho "geringonçado" Poeta, em mais um dia de total "desinspiração". Abraço grande!
De poetazarolho a 14 de Novembro de 2015 às 07:59
Chá oriental.
De poetaporkedeusker a 14 de Novembro de 2015 às 08:45
Vou vê-lo, Poeta!
De poetazarolho a 14 de Novembro de 2015 às 18:03
“Desumanidade”

Liberdade para a guerra
Igualdade para alguns
Fraternidade encerra
Alguns desejos comuns

De os ver na sua terra
Onde praticam jejuns
A gente vai lá e ferra
Não queremos cá nenhuns

Esta é a lei da bala
Que devolve explosões
Apocalípse e ansiedade

Só a mão que embala
Pode educar corações
P’ra mudar a humanidade.
De poetaporkedeusker a 14 de Novembro de 2015 às 20:29
Ah, Poeta, os corações
São passíveis de mil erros;
Quando reféns das paixões
Ficam duros como ferros

E entregam-se a compulsões
Que produzem mais enterros
Pois não "filtram" comoções;
Galgam estradas, sobem cerros,

Ficam cegos de ódio infindo,
E, às vezes, vendo "demais",
Vêem feio o que for lindo,

Deixam de ser racionais
E vão sempre produzindo
Mil e um crimes passionais...

Maria João

Aqui vai, Poeta, com o abraço de sempre!



De poetazarolho a 14 de Novembro de 2015 às 20:52
“Nascimento do mal”

Tudo já não existe
Pois tudo desmoronou
Apenas um grão resiste
E foi dele que resultou

O nascimento do mal
Que por não existir o bem
Nunca pôde ser fatal
Pois não teve contra quem

Foram anos a metralhar
Num desespero imenso
Contra um inimigo virtual

Como não conseguiu matar
Esse metralhar intenso
Deixou de ser essencial.
De poetaporkedeusker a 15 de Novembro de 2015 às 11:01
Teoria "arrevezada",
Nada fácil de entender,
Esta do "mal" contra um "nada"
Que o nem soube receber

E da "metralha" lançada;
Contra quem? Nem sei dizer...
Eu fiquei petrificada
Ao ver tudo acontecer...

Diz não ser essencial,
Que deixou de ter sentido,
Que o mal deixou de ser... mal?

Pouco tendo percebido,
Respondo de sorte tal
Que espero é ter respondido...


Maria João

Aqui vai o sonetilho possível, Poeta. Não consegui entender exactamente o que queria dizer, embora suponha que se refere à génese dos recentes atentados em Paris. Abraço grande!
De poetazarolho a 15 de Novembro de 2015 às 08:53
Chá humano.
De poetaporkedeusker a 15 de Novembro de 2015 às 11:08
Vou ver esse Chá, Poeta!
De poetazarolho a 15 de Novembro de 2015 às 18:16
“Noite escura”

Desequilíbrios possíveis
Duma potência mordaz
Equilíbrios impossíveis
Por isso tudo aqui jaz

Homem contra si próprio
Em actos de valentia
Criou algo de impróprio
Como apenas ele previa

Difícil o entendimento
Mas possível entender
À luz de alguma escritura

Olhamos o firmamento
Sem estrelas a nascer
Chega agora a noite escura.
De poetaporkedeusker a 15 de Novembro de 2015 às 21:17
Não há escrito, nem escritura
Que o possa justificar
Pois foi mais do que loucura
Tanto matar por matar!

Por detrás da trama obscura
Quanta intriga a comandar
A tremendamente dura
Mão que insiste em perpetrar

Crimes disformes... que impura
A voz desse metralhar
Que parece não ter cura

E que não sabe parar
Senão quando a sepultura
Chega, enfim, para o calar...


Maria João

Segue muito "martelado", como de costume, a fazer eco com a minha indisposição perante tudo isto e não só, Poeta.
Abraço grande!
De poetazarolho a 16 de Novembro de 2015 às 06:44
Chá por acaso.
De poetaporkedeusker a 16 de Novembro de 2015 às 09:48
Vou vê-lo, Poeta!
De poetazarolho a 16 de Novembro de 2015 às 23:06
“Impactos”

Início da tempestade
Foi essa a reivindicação
Não tem início na verdade
Nem terá fim a situação

Assim é a humanidade
Desde a sua criação
Concebida em maldade
Até ao dia da extinção

Polvilha-se com bondade
E toda a boa intenção
Disfarce de circunstância

Não esconde a barbaridade
Do impacto da explosão
Nos corpos a curta distância.
De poetaporkedeusker a 17 de Novembro de 2015 às 10:43
Neste lamentável estado,
Estou muito mais vulnerável
E tento "passar ao lado"
Do que seja inominável

Mas, quando isso me é negado,
Fico quase inconsolável;
Tudo me parece errado
E, por vezes, execrável...

Não nego, nem negarei,
Que anda muita hipocrisia
A pautar certas acções,..

De mim mesma, o que direi,
Se transformo em poesia
As mais vãs contradições?

Maria João

Aqui vai, Poeta, com o abraço de sempre!
De poetazarolho a 17 de Novembro de 2015 às 06:33
Chá filosofado.
De poetaporkedeusker a 17 de Novembro de 2015 às 10:15
Vou ver esse Chá filosofado, Poeta!
De poetazarolho a 17 de Novembro de 2015 às 22:21
“Radicalizado”

Demo foi radicalizado
Permitindo atrocidades
Sob a forma de atentado
Ceifa vida nas cidades

Promessa do paraíso
Foi um negócio interno
Se atingido o objectivo
Poderá deixar o inferno

Poderá viver entre nós
Patrocinando explosões
Da primavera ao inverno

Esta realidade atroz
Fará parte das contradições
Tendência no mundo moderno.

Prof Eta
De poetaporkedeusker a 18 de Novembro de 2015 às 10:37
"Demo"... é só como quem diz,
Que o conceito é muito antigo
E traz bem funda a raiz
Que o prende ao medo do p`rigo...

Mais penso, poeta amigo,
Que o verá qualquer petiz
Que traga a questão consigo,
Mesmo que seja aprendiz...

Da ganância se alimenta
Muito bem alimentado
E só nela se sustenta

Pr´a, nela, ter seu legado
Que se alastra e sempre aumenta,
Sem cuidar de ter matado...

Maria João

Poeta, vai muitíssimo "martelado", atendendo ao "período de pousio" em que me encontro, mas segue com o abraço de sempre!

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