.UM BLOG SOBRE SONETO CLÁSSICO

Da autoria de Maria João Brito de Sousa, sócia nº 88 da Associação Portuguesa de Poetas, Membro Efectivo da Academia Virtual Sala dos Poetas e Escritores - AVSPE -, Membro da Academia Virtual de Letras (AVL) e autora no Portal CEN, escrito num portátil gentilmente oferecido pelos seus leitores. ...porque os poemas nascem, alimentam-se, crescem, reproduzem-se e (por vezes...) não morrem.
Quarta-feira, 29 de Janeiro de 2014

MÃO

 

(Soneto em decassílabo heróico)

 

A mão que esboça o verso, ampara a vida,

Transporta o saco cheio, amassa o pão,

Cava o torrão mais duro e, mesmo f`rida,

Prefere a dor sentida a nem ser mão,

 

Renasce a cada causa antes perdida

E tece e fia e doba e faz questão

De, sobre a tela pronta e já tecida,

Lavrar, do próprio gesto, a criação…

 

A mão trabalha ainda, a mão persiste

E até quando algemada ela se agita;

Ou se livra da peia… ou lhe resiste!

 

Será por cada mão que não desiste

Que a força de que o mundo necessita

Justifica a razão que ao povo assiste…

 

 

Maria João Brito de Sousa – 29.01.2014 – 14.43h

 

 

"Cueva de las Manos" - Pintura Rupestre, Patagónia, Argentina

sinto-me :
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publicado por poetaporkedeusker às 19:03
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32 comentários:
De poeta_extase a 30 de Janeiro de 2014 às 02:55
É amiga, todo o poder é podre e vive da miséria alheia, seja a miséria física, seja a psíquica.
São mafiosos e inspiram o humor satírico, a saber:

Trovam-se dificuldades
vendo-se esses arrogantes,
possuídos de maldades
e são nossos governantes.

Toni Ferreira,
Belém-Pará-BRASIL
De poetaporkedeusker a 30 de Janeiro de 2014 às 12:28
... e são nossos governantes
Mesmo que não sejam mais
Do que uns palermas tratantes
Que inventam poder demais...


Um abraço desde este maltratado Portugal, poeta amigo!
De poetazarolho a 30 de Janeiro de 2014 às 07:08
Chá da mudança.
De poetaporkedeusker a 30 de Janeiro de 2014 às 12:08
Vou vê-lo, Poeta!
De poetazarolho a 30 de Janeiro de 2014 às 23:18
“Grito da humanidade”

Sentido desta mudança
Tritura a humanidade
Está a matar a esperança
Bombardeia a liberdade

Inquina a democracia
Imprime a alienação
Promove a iliteracia
Destrói a imaginação

O futuro vê-se aflito
Em função deste presente
Fazendo juz ao passado

Humanidade solta um grito
Anseia por algo diferente
Quer o futuro mudado.
De poetazarolho a 31 de Janeiro de 2014 às 06:58
Chá livre.
De poetaporkedeusker a 31 de Janeiro de 2014 às 09:44
Vou tentar ver esse Chá livre, Poeta!
De poetazarolho a 1 de Fevereiro de 2014 às 07:46
Chá ditatorial.
De poetaporkedeusker a 1 de Fevereiro de 2014 às 13:33
As coisas ainda estão muito mazinhas, por aqui, mas vou ver esse Chá!
De heretico a 1 de Fevereiro de 2014 às 21:31
sujemos então as mãos - no húmus da Vida.

poema-arma! directo como seta.

beijo
De poetaporkedeusker a 2 de Fevereiro de 2014 às 12:44
Beijo, Heretico! Obrigada!
De poetazarolho a 2 de Fevereiro de 2014 às 09:39
Luz do chá.
De poetaporkedeusker a 2 de Fevereiro de 2014 às 12:33
Vou tentar ir ver esse Chá luminoso, embora as coisas continuem muito difíceis, por aqui, em termos de saúde e até de visão e capacidade de concentração...
De poetazarolho a 2 de Fevereiro de 2014 às 18:12
“Mutatis muntandis”

E no tempo repetidos
Somos seres andantes
Pela realidade envolvidos
Somos às vezes pensantes

Julgamo-nos evoluídos
E somos apenas mutantes
Simples animais distraídos
Revelamo-nos como errantes

Repetimos atrocidades
Em nome duma evolução
Que pensamos promover

Crescem as monstruosidades
Às quais não dizemos não
E assim escolhemos viver.
De poetaporkedeusker a 2 de Fevereiro de 2014 às 21:08
... assim escolheram viver
Os que vão tendo esses opção...
Outros nem podem escolher
Por mais que tenham razão

E queiram, ou não, fazer,
Boa escolha ou decisão,
Só terão quanto of`recer
Um sistema que é ladrão!

Sem ver quanto vou escrevendo,
Espero não me atrapalhar
Nas coisas que vou dizendo,

Mas sei que posso falhar...
Se assim for, só me arrependo
Se o Poeta protestar...


Maria João


Poeta, aqui vai com o meu abraço! Hoje terei de me deitar muito, muito cedo...

De poetazarolho a 4 de Fevereiro de 2014 às 06:46
Chá da vida.
De poetaporkedeusker a 4 de Fevereiro de 2014 às 09:30
Olá, Poeta! Estou "de fugida", mas vou vê-lo! Abraço grande!
De poetazarolho a 4 de Fevereiro de 2014 às 21:46
“Batatal cultural”

Queriam quadros de Miró
Vão vê-los por um canudo
Ó portugas tenham dó
Brinquem todos ao entrudo

A cultura da batata
É o expoente nacional
Assim como a gravata
Do nosso patamar cultural

É a pobreza que grassa
E não apenas monetária
Neste lindo batatal

A caminho da desgraça
Faça-se a reforma agrária
Da cultura em Portugal.

Prof Eta
De poetazarolho a 4 de Fevereiro de 2014 às 21:55
Noites de seda na ponte.

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