.UM BLOG SOBRE SONETO CLÁSSICO

Da autoria de Maria João Brito de Sousa, sócia nº 88 da Associação Portuguesa de Poetas, Membro Efectivo da Academia Virtual Sala dos Poetas e Escritores - AVSPE -, Membro da Academia Virtual de Letras (AVL) e autora no Portal CEN, escrito num portátil gentilmente oferecido pelos seus leitores. ...porque os poemas nascem, alimentam-se, crescem, reproduzem-se e (por vezes...) não morrem.
Domingo, 16 de Novembro de 2014

JANELAS

Janela2.jpg

 

(Soneto em decassílabo heróico)

 


Ressoam mil palavras que iluminam
Silêncios das janelas apagadas
Que vão mostrando, ainda que caladas,
O tanto que as vidraças nos ensinam

E, sempre que as janelas nos dominam,
Ficam, dentro de nós, perpetuadas,
Palavras – tantas mil! - das que, adiadas,
Não puderam ser ditas, mas fascinam

Como coisas antigas, revividas,
Que, assim que vislumbradas, decididas,
Repetem, sem falhar; - Nós ficaremos!

Janelas, quais palavras repetidas,
Que doem, mas jamais serão traídas,
Abertas sobre quem não mais veremos...

 



Maria João Brito de Sousa – 15.11.2014 – 23.22h

 

 

 

Ao meu camarada e amigo Zé Casanova. Até sempre, Zé!

 

publicado por poetaporkedeusker às 12:36
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79 comentários:
De poetazarolho a 18 de Novembro de 2014 às 22:41
“Vem lá merd@”

Ele é visto, ele é dourado
Via verde p'rá corrupção
Enquanto o povo é esfolado
Sem direito à indignação

Assim se dirige um estado
Que não considero nação
É um sítio mal frequentado
Ou se é povo ou se é ladrão

Mergulhados em austeridade
Muito além do impossível
Que nos provoca obstipação

Desaguará em quantidade
Com o mau cheiro previsível
Quando se der a evacuação.


Desculpe, sei que não devia, neste magnífico soneto de homenagem, mas foi o que se arranjou nas actuais circunstâncias deste sítio.
De poetaporkedeusker a 19 de Novembro de 2014 às 00:49
Não se preocupe, Poeta!

Vou tentar responder amanhã, está bem? Ainda não me sinto nada bem e, a esta hora, já mal escrevo duas linhas...
Abraço grande!
De poetaporkedeusker a 19 de Novembro de 2014 às 13:04
Já não sei se mansamente,
Se em explosão de tal furor
Que nos tome corpo e mente...
Virá, de que modo for!

"Limpar" isto é muito urgente,
De emergência bem maior
Do que a causa deprimente
Dos que vão tentando impor

Corrupção; coisa emergente
Do que sempre há de pior
De nós e de toda a gente

Que há-de levar a melhor
Sobre o "ricaço indigente"
Que nem sabe o que é valor!

M. João

Cá vai, meio "às três pancadas", mas dizendo o que pensa e levando o abraço de sempre!
De poetazarolho a 19 de Novembro de 2014 às 07:05
Chá gold.
De poetaporkedeusker a 19 de Novembro de 2014 às 12:22
Vou vê-lo, Poeta.
De poetazarolho a 19 de Novembro de 2014 às 20:24
“Felicidade”

Ser feliz em Nova Iorque
Ou ser feliz no Alentejo
Feliz mesmo qu'emborque
Toda a que não desejo

Ser feliz em Veneza
Ou ser feliz na Comporta
Feliz por estar à mesa
E ouvir-te bater à porta

Necessidade assim quis
Esta feliz ambiguidade
Pois não sendo infeliz

Feliz em qualquer cidade
E mais feliz que ser feliz
É conseguir dar felicidade.
De poetaporkedeusker a 20 de Novembro de 2014 às 11:57
Acabo de perder o meu sonetilho... copiei-o, mas a ligação caiu de tal forma que não deu para o colar...


Felicidades...

F`licidade é, simplesmente,
Com direitos garantidos,
Prosseguir, concretamente,
Nossos sonhos perseguidos

Mesmo que, indirectamente,
Sejam sonhos proibidos,
Prosseguir, ir sempre em frente
Fazendo moucos ouvidos

Ao que alguns dizem da gente
Pois, nos sonhos construídos,
Reside a flâmula ardente

Que dá força aos mil sentidos
Que, afinal, tornam coerente
Obra e passos prometidos,

Sonhos ou, tão simplesmente,
Dias menos conseguidos
De quem saiba estar consciente...

M. João

Penso que o outro era um bocadinho menos mau... pelo menos tinha uma rima menos pobre, mas não posso fazer nada; não o consegui reconstruir...

Segue com o abraço grande de sempre, Poeta!
De poetazarolho a 20 de Novembro de 2014 às 23:55
“Está visto”

Terminou a indignação
Nesta nossa sociedade
Ocupada p'la corrupção
Com toda a popularidade

Nasce assim a ocasião
De maior probabilidade
Para constituir o ladrão
Em dono da seriedade

Muito sérios mas a rir
Pois arrecadam milhões
Com toda a idoneidade

O que virá a seguir
Não tenhamos ilusões
É o visto da impunidade.

Prof Eta
De poetaporkedeusker a 21 de Novembro de 2014 às 12:24
Os crimes foram crescendo,
Subindo de posição,
Com esse poder tremendo
Que lhes deu a corrupção

E este pequeno remendo
De terra - a nossa nação -
Foi-se-lhes sempre of`recendo,
Sem saber dizer-lhes: -Não!

Tudo é feito à "descarada",
Nem precisam de fingir
Que estão certos! Não são NADA,

Mas fazem tudo a sorrir
Como se, em casa roubada,
Pudessem, depois, subir...

Maria João

Está visto que a ligação partilhada já não está a funcionar, Poeta
Abraço grande!!!
De poeta_extase a 21 de Novembro de 2014 às 02:38
Janelas só fechadas para o tempo,
Guardando os ciúmes desse vento,
Que açoita o mar nas ondas que contemplo
Ao sentir do criador o intento.

Seu soneto me inspira.

Abraço,

Adílio Belmonte
Belém-PARÁ - BRASIL
De poetaporkedeusker a 21 de Novembro de 2014 às 12:10
Muito grata, amigo Adílio Belmonte!

Fraterno abraço, poeta!!!
De poetazarolho a 21 de Novembro de 2014 às 07:14
Nada de chá.
De poetaporkedeusker a 21 de Novembro de 2014 às 11:58
... e nada de ligação, por aqui... voltei à pen, mas devo estar com a carga mesmo a acabar... não sei o que se anda a passar com as ligações, mas penso que estas "guerrilhas" e competições entre as redes, não devem dar grandes frutos...
De poetazarolho a 21 de Novembro de 2014 às 23:55
“Sambar e lutar”

Vida e tu, uma só
Passam a par e passo
Com as outras dar o nó
Ocupar um só espaço

O espaço da amizade
Da partilha e do querer
Alcançar a felicidade
Mesmo que seja a sofrer

Dançar se fôr p'ra dançar
No dias de festividade
Ajudar se fôr p'ra ajudar

Dando asas à bondade
Mas sobretudo lutar
Por dar asas à vontade.
De poetazarolho a 22 de Novembro de 2014 às 08:04
Tempo de chá.
De poetaporkedeusker a 22 de Novembro de 2014 às 17:39
Desculpe, Poeta. Eu continuo menos bem e a ligação, essa, está tão má, tão má que não encontro palavras (publicáveis...) que a descrevam...

Vou tentar chegar ao Chá!
De poetaporkedeusker a 22 de Novembro de 2014 às 18:14
Terei de lhe pedir desculpa, Poeta, à semelhança do que acabo de fazer com o seu pai... estou mesmo numa fase de "pousio" e não me ocorre nada que se assemelhe a poesia, ainda que "manquita".

Abraço grande!
De poetazarolho a 22 de Novembro de 2014 às 08:05
CATS and CATS

Distingo a voz dos gatos,
Diferencio os seus miados,
Sei quando estão zangados,
Sei quando espreitam os ratos,
Ouço-os se andam nos telhados,
Escuto-lhes o alaridos,
Sussurros e sustenidos,
Os acordes e os vibratos,
A minha gata se mia,
A gata da minha tia,
A gata da minha prima
Que berra dois tons acima
E o gatinho da avó
A mudar de fá p´ra dó,
Outras vezes para ré
Quando eleva o banzé…
Suas vibrações felinas
São, p´ra mim, tão genuínas
Que até chego a pensar
Se são eles a miar,
Ou eu que estou a falar,
Ou, se afinal, também mio…
Mas quando andam com o cio
Tornam-se outros animais:
Seus dizeres todos iguais,
Não distingo o que diz
Do outro que contradiz…
São menos originais:
Todos querem emitir
O que é bom para se ouvir
E, só para agradar,
É igual o seu miar.
Deixam de ser genuínos
Em bramidos guturais…
São tal qual outros felinos
Em cios eleitorais!

Eduardo
De poetaporkedeusker a 22 de Novembro de 2014 às 18:11
Eheheheheh... acabo de ler o seu Cats and Cats, que está uma delícia, amigo Eduardo!

Estou a tentar responder-lhe entre tremendas falhas de ligação e nem sequer me passa pela cabeça atrever-me a responder-lhe... até porque ando numa fase de "pousio". Mesmo as quadras - dantes "instantâneas"... - me têm falhado...

Agradeço-lhe muito a partilha e envio-lhe o forte abraço de sempre!
De poetazarolho a 23 de Novembro de 2014 às 10:36
Filosofia no chá.
De poetaporkedeusker a 23 de Novembro de 2014 às 13:57
Vou ver se lá chego, Poeta!

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