.UM BLOG SOBRE SONETO CLÁSSICO

Da autoria de Maria João Brito de Sousa, sócia nº 88 da Associação Portuguesa de Poetas, Membro Efectivo da Academia Virtual Sala dos Poetas e Escritores - AVSPE -, Membro da Academia Virtual de Letras (AVL) e autora no Portal CEN, escrito num portátil gentilmente oferecido pelos seus leitores. ...porque os poemas nascem, alimentam-se, crescem, reproduzem-se e (por vezes...) não morrem.
Quinta-feira, 27 de Fevereiro de 2014

HOLOGRAMA

 

(Soneto “de coda” em decassílabo heróico)

 

 

Conserto o desconcerto, acerto o passo,

Pinto, esculpindo o verso que me ocorre…

As coisas que aqui faço, ou que não faço,

Vão transcendendo a carne que me cobre…

 

Mas, se à própria razão retiro o braço

Se o gesto me preguiça, a mão não corre,

Se, já rendida à dor, verga ao cansaço,

Perco o rumo à razão que me socorre…

 

Que me não faltes, mão dos gestos leves,

Que esculpes, que constróis, que remodelas,

Que, sem hesitações, aqui te atreves

 

A dissecar miséria e coisas belas

E a arder nos mil pavios do que não deves!

… porque há quem vá negar-te a luz das velas,

 

Quem queira dar-te fama e voz, tão breves

Que ocultem o sentido ao barro, às telas,

Para honrar com néons quanto nem escreves…

 

 

 

Maria João Brito de Sousa – 09.02.2014 – 17.07h

 

 

Imagem - "Genesis" - Jacob Epstein

sinto-me :
publicado por poetaporkedeusker às 16:16
link do post | "poete" também! | favorito
|
78 comentários:
De jabeiteslp a 27 de Fevereiro de 2014 às 16:59
Êlááááá´´aá´´...

De poetaporkedeusker a 27 de Fevereiro de 2014 às 21:53
Olá, Anjo!

Gostaste do Holograma? Já não é de hoje, é do dia 9, mas ainda nem o tinha trazido ao blog... precisava de ter, por fora, um bocadinho da "genica" dos teus amigos da tuna... mas já não tenho nenhuma...

Amanhã é dia de consulta. Vou ter de me levantar muito cedo, já nem sequer vou tentar responder, hoje, ao nosso amigo Poeta Zarolho... e ao FB também já não vou ou arrisco-me a acabar por me deitar muito tarde e, depois, a não acordar a tempo e horas...


Feliz noite para ti!
De jabeiteslp a 27 de Fevereiro de 2014 às 22:45

Brincava...

e desejo uma bela e grande
De poetazarolho a 27 de Fevereiro de 2014 às 22:57
“40 anos”

Low cost no parlamento
Assim se vai comemorar
Separado de São Bento
E em Belém p’ra lamentar

Lamenta o povo também
O estado a que chegámos
Pois agora está refém
D’espinhos que plantámos

Terão dito foram cravos
Para criar uma ilusão
De liberdade imediata

Na verdade somos escravos
Duma suposta revolução
Que já venderam barata.

Prof Eta
De poetaporkedeusker a 28 de Fevereiro de 2014 às 17:27
Apunhalada e traída
A Revolução de Abril
Que nunca há-de ser esquecida
Por tantos e tantos mil,

Faz-nos, por vezes, lembrar
Que, ao sermos brandos demais,
Acabámos por ficar
Quase exactamente iguais!

Lembro, ainda, as carabinas
De cujos canos brotavam
Esses cravos da vitória...

Os meus olhos de menina
Nesses cravos perscrutavam
Outra página da História...


Maria João


Vai "desafinadíssimo", mas vai! Estou mesmo numa fase de maré-baixa da minha produção poética...

Abraço, Poeta!








De poetazarolho a 28 de Fevereiro de 2014 às 07:13
Chá mirone.
De poetaporkedeusker a 1 de Março de 2014 às 12:55
Vou vê-lo, Poeta!
De poetazarolho a 28 de Fevereiro de 2014 às 23:33
“Da lei da morte”

Nos corredores do poder
A vida está bem melhor
Cá fora está p’ra morrer
Assim quis o decisor

Decidiu-se pelo país
Que se lixem as pessoas
Eliminou o mal p’la raíz
Preservou a bela nação

Fica um lindo território
Com ar puro e muito sol
À beira mar plantado

E o poder usufruindo
Mais um feito no seu rol
Um povo ter assassinado.

Prof Eta
De poetaporkedeusker a 1 de Março de 2014 às 21:32
...se vai libertando?


... como a "bomba de neutrões",
Direi eu, sem me conter,
Vão fazendo os aldrabões
Que se sentam no poder!

Pr`a nós, sobrarão caixões,
Quando a hora de morrer
Chegue em antecipações,
Muito fáceis de prever!

"Morra o povo, - vão pensando -
Que ao capital financeiro
Faz-lhe falta essa razia..."

Do lado de cá, rosnando,
Digo; "Morre tu primeiro,
Ó malvada oligarquia!"


Maria João

Cá vai com o abraço do costume, Poeta!




De poetazarolho a 1 de Março de 2014 às 07:16
Chá silencioso.
De poetaporkedeusker a 1 de Março de 2014 às 22:53
Ahhhh... ia-me "escapando", este Chá! Vinha tão silencioso, que nem o "ouvi chegar, eheheheh...
De poetazarolho a 2 de Março de 2014 às 00:02
Poema na ponte.
De poetaporkedeusker a 2 de Março de 2014 às 13:57
Vou ao cinema, Poeta!
De poetazarolho a 2 de Março de 2014 às 00:03
FABULÁRIO

SALVAS AS APARÊNCIAS

Um coelho desgostoso
Andava mesmo agastado
Sem relvas no seu relvado
O bicho andava choroso.

Um inverno assaz chuvoso
Tinha os campos encharcado
E o prado enlameado
Sujou seu pelo lustroso

Por isso, o pobre animal
Já cansado de carpir,
Em assembleia-geral

Teve ideia genial:
Ter um relvado a fingir
Com relva artificial.

Eduardo
De poetaporkedeusker a 2 de Março de 2014 às 14:08
Excelente sonetilho satírico, meu amigo Eduardo! Gostei imenso!

Um grato abraço!

Maria João

De poetazarolho a 2 de Março de 2014 às 07:28
Chá percepcionado.
De poetaporkedeusker a 2 de Março de 2014 às 12:03
Vou ver esse Chá, Poeta!
De poetazarolho a 2 de Março de 2014 às 23:03
Cálice na ponte.
De poetaporkedeusker a 2 de Março de 2014 às 23:17
Vou já, já, Poeta!
De poetazarolho a 3 de Março de 2014 às 07:14
Gestão do chá.
De poetaporkedeusker a 3 de Março de 2014 às 14:18
Vou ver essa gestão, Poeta!

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