.UM BLOG SOBRE SONETO CLÁSSICO

Da autoria de Maria João Brito de Sousa, sócia nº 88 da Associação Portuguesa de Poetas, Membro Efectivo da Academia Virtual Sala dos Poetas e Escritores - AVSPE -, Membro da Academia Virtual de Letras (AVL) e autora no Portal CEN, escrito num portátil gentilmente oferecido pelos seus leitores. ...porque os poemas nascem, alimentam-se, crescem, reproduzem-se e (por vezes...) não morrem.
Segunda-feira, 15 de Fevereiro de 2016

GLOSANDO FLORBELA ESPANCA - (5)

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ANOITECER



A luz desmaia num fulgor d'aurora,
Diz-nos adeus religiosamente...
E eu, que não creio em nada, sou mais crente
Do que em menina, um dia, o fui... outrora...



Não sei o que em mim ri, o que em mim chora
Tenho bênçãos d'amor pra toda a gente!
Como eu sou pequenina e tão dolente
No amargo infinito desta hora!



Horas tristes que são o meu rosário...
Ó minha cruz de tão pesado lenho!
Meu áspero e intérmino Calvário!



E a esta hora tudo em mim revive:
Saudades de saudades que não tenho...
Sonhos que são os sonhos dos que eu tive...



Florbela Espanca, in "Livro de Soror Saudade"





ANOITECER

 



"A luz desmaia num fulgor d`aurora",

Qual chama que se apaga humildemente,

Como se tivesse alma e fosse gente

Que percebesse que é chegada a hora...



"Não sei o que em mim ri, o que em mim chora"

No pouco que esta vida me consente,

Só sei que a luz me abraça mansamente

Quando se esbate, suave e sedutora...



"Horas tristes que são o meu rosário",

Mas que, às vezes, cobertas de ternura,

Mostram ser, da tristeza, o seu contrário



"E, a esta hora, tudo em mim revive:"

Ah, quanta lassidão!... mas pouco dura...

Apagar-se-me-á mal me cative...





Maria João Brito de Sousa - 28.01.2016 - 15.06h

 

 

publicado por poetaporkedeusker às 15:03
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4 comentários:
De poetazarolho a 16 de Fevereiro de 2016 às 06:28
Chá constrói.
De poetaporkedeusker a 16 de Fevereiro de 2016 às 10:05
Vou ver essa construção, Poeta!
De poetazarolho a 17 de Fevereiro de 2016 às 00:19
“Vazio”

Eu sou o deus da guerra
Não dou a paz a ninguém
Quero a destruição da terra
E de tudo mais além

Nada mais renascerá
Esta é a minha divisa
Também nada morrerá
Se não nasce não precisa

E assim crio o vazio
Para memória futura
Da memória inexistente

Depois disso já não crio
Pois o vazio perdura
E a ele sou indiferente.
De poetaporkedeusker a 17 de Fevereiro de 2016 às 11:57
Preenchendo Vazios

Pois eu, em contrapartida
Mal encontro algum vazio,
Só quero enchê-lo de vida,
Gota a gota, fio a fio

E nunca serei vencida;
Trago comigo esse cio
E essa força desmedida
Que em sereno desvario

Não pára de preencher,
Nem se esgota na paixão
Com que o conseguiu fazer

E sei que não faço em vão
Porque a tudo vi nascer;
Sou a própria Evolução...

Maria João

Aqui vai, Poeta, com o abraço de sempre!



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