.UM BLOG SOBRE SONETO CLÁSSICO

Da autoria de Maria João Brito de Sousa, sócia nº 88 da Associação Portuguesa de Poetas, Membro Efectivo da Academia Virtual Sala dos Poetas e Escritores - AVSPE -, Membro da Academia Virtual de Letras (AVL) e autora no Portal CEN, escrito num portátil gentilmente oferecido pelos seus leitores. ...porque os poemas nascem, alimentam-se, crescem, reproduzem-se e (por vezes...) não morrem.
Quinta-feira, 1 de Outubro de 2015

FISSÃO NUCLEAR - (E não só...)

cogumelatomico.jpg

 

Real é que o real, tornado instável,

vacilando, estremece e já nem cabe

na coisa estruturada e no palpável

de onde, provavelmente, então, se evade,

 

Tornando, em pouco tempo, inevitável

a extinção de si próprio. O que se sabe

é que, assim dividido, é bem expectável

que o real conhecido então se acabe

 

No longo estremeção dum espasmo lento

ou na re-criação do mero invento

da coisa que se expande... ou talvez não,

 

Porque auto-destruída no momento

em que, louca, se expande, em detrimento

das leis da sua própria concepção...

 

 

Maria João Brito de Sousa - 01.10.2015 -14.23h

 

publicado por poetaporkedeusker às 14:49
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24 comentários:
De poetazarolho a 1 de Outubro de 2015 às 23:10
“Nobody”

Nobody knows me
Nobody sees me
Nobody likes me
Nobody wants me
Nobody teaches me
Nobody, nobody
Nobody, nobody
Who the hell is nobody ?

Zé da Ponte
De poetaporkedeusker a 2 de Outubro de 2015 às 08:47
Talvez não saiba quem é, mas
Estou a lê-lo
e
se é certo que gostaria mais de o ler em Português
mas que lhe espondo porque quero
e que estarei sempre pronta a ensinar o pouco que sei,
não sou eu esse Nobody

Mª João
De poetazarolho a 2 de Outubro de 2015 às 21:42
“Veio pra ficar”

Sem a bandeira na mão
Conscientes do dever
Vamos a votos então
P’rá sondagem não vencer

Pàf, pàf, pàf, pàf
Ouço um estranho ruído
Pàf, pàf, pàf, pàf
Parece-me descabido

Dizem que veio pra ficar
Fama que de longe vem
É o Brandy Constantino

Vamos ter que aguentar
Desde S.Bento a Belém
Tomou conta do destino.

Prof Eta
De poetaporkedeusker a 3 de Outubro de 2015 às 08:35
Vio para estragar...

Eu tenho estado doente!
Sem saber o que é que tinha,
Já não vejo nada à frente,
Que raio de sorte a minha!

Buscar análise urgente
Fui, ontem, pela tardinha,
Pr`a ver qual era o agente,
E que resultado tinha.,

A bactéria era dif`rente,
Oportunista e mázinha,
Gram-negativa e potente,

Mesmo nada comezinha,
Muito, muito resistente,
E nada, nada fraquinha...

Mª João

Estou de saída para a urgência, Poeta... isto está mesmo a acontecer, mas... faça de conta que a bactéria,, em vez de Klebsiela oxytoca, se chama Paf. Abraço grande!
De poetazarolho a 3 de Outubro de 2015 às 12:51
PASSARAM AS PROCISSÕES

Passou tanta procissão!
Os santos com ar sarcástico,
Todos feitos de plástico,
Dão beijos na multidão.

Anjinhos com ar fanático,
Levam bandeiras na mão,
Fingem sorriso simpático
E lá vão, p´lo alcatrão.


Santinha de eleição,
Com um sorriso seráfico
Leva (de) votos p´la mão.

Não é santa de cartão,
Tem um olhar enigmático
Que convida à oração.

Eduardo
De poetaporkedeusker a 4 de Outubro de 2015 às 10:46
Muito obrigada, Euardo, pelo excelente sonetilho ao qual não lhe onsigo responder porque a minha situação clínica está muito, muito complicada. Em profundo desequilíbrio iónico e ainda infectada por este bicharoco demoníaco, nem eu, com a minha teimosia toda, consigo encontrar as palavras ou ter, sequer, força para carregar nas teclas... farei, no entanto, por responder a tudo o que puder. forte abraço.
De poetazarolho a 3 de Outubro de 2015 às 13:14
“Mundos reais”

Esse mundo que sonhei
Em sonhos lhe pertenci
Mas assim que acordei
À realidade, eu desci

Transformei-a sonhando
Construí-lhe os alicerces
Pra depois em acordando
Não me refugiar em disfarces

E assim mudei o mundo
Todas as máscaras queimei
Sem complexo d’inferioridade

Foi neste sonho profundo
Onde a dignidade não matei
Que acordei prá realidade.
De poetaporkedeusker a 4 de Outubro de 2015 às 11:06
Deixe ver se consigo, Poeta... sinto o bichinho do desafio poético a querer responder, mas a bactéria é mais forte e a falta de iões deixou-me num "caco"...

Acordei para o real,
Com um balão pendurado
No tecto do hospital...
E um braço todo espetado,

A sentir-me muito mal
Por estar em muito mau estado
E temi, porque, afinal,
Vi o voto ameaçado...

Jurei ao jovem doutor
Que haveria de ir votar
Nem que estivesse pior!

Treze horinhas a "penar",
Passei-as, com muito ardor,
A jurar que ia votar...


mª João

Está uma coisa horrível, mas não consigo fazer melhor. Poeta e, pelo menos, é tudo verdade, verdadinha! Abraço grande!



De jabeiteslp a 3 de Outubro de 2015 às 14:48
Um grande e feliz fim de semana
desejo eu
de aqui dos calhaus frios da Serra



De poetaporkedeusker a 4 de Outubro de 2015 às 11:17
Obrigada, Anjo! Votar e sobreviver, é a minha grande meta para hoje! As coisas estão muito complicadas, ao nível da saúde e, ontem, passei o dia todo no hospital...
Nem me fales em frio, que eu ainda congelo só de pensar nisso... não estou mesmo em estado de apanhar frio nenhum... por aqui, chuvisca, e tenho algum frio porque estou febril, mas... hei-de-me aguentar!

Ontem, na ida para o hospital, passei pela casa do Dafundo, vi o meu estuário e, hoje, vou votar São duas coisas boas!
Que seja feliz e grande, o teu fim de semana!
De poetazarolho a 4 de Outubro de 2015 às 08:05
Chá sem luz.
De poetaporkedeusker a 4 de Outubro de 2015 às 12:13
...ainda vou, tentar ir ver o Chá, Poeta.
De poetazarolho a 4 de Outubro de 2015 às 23:47
“À frente”

Portugal está à frente
Foi o povo que votou
Nada será diferente
Democracia acabou

A europa descontente
Há muito a estrangulou
Pois a finança eficiente
Sempre o patrocinou

Fica o povo contente
Pois quem o pão roubou
Tem cenário diferente

Quem antes se governou
Governará agora a gente
Algum bom senso voltou.

Prof Eta
De poetaporkedeusker a 5 de Outubro de 2015 às 11:16
Nem sei se inda sei escrever
pois não me sinto melhor
e o que aqui puder dizer
não tem, decerto valor

Poreém, só se não puder
juntar rimas, cedo à dor
e, se as junto, é pr`a dizer
que tudo está bem pior

Que o Pr`AFundar-nos PAFou,
que segue desembestado,
que todo o mal que causou,

Desta forma "premiado"
pelo povo que esmagou
e que tem, sempre, enganado...

Mª João


Poeta, não foi fácil pois nenhum cérebro funciona quando não tem os respectivos iões a "alimentá-lo" e eu estou com hiponatrémia, hipocalcémia, hipocalciémia e hipoclorémia... foi o que consegui com muito tempo e esforço, mas tenho indicações médicas para não me esforçar a nenhum nível. Para além do mais tenho a bacteriémia e, agora, hiperPAFémia...

Abraço grande!
De poetazarolho a 5 de Outubro de 2015 às 06:51
Chá desgovernado.
De poetaporkedeusker a 5 de Outubro de 2015 às 11:23
Vou se ainda consigo responder ao chá, Poeta.
De poetazarolho a 6 de Outubro de 2015 às 06:57
“Mortos”

A direita ou o centrão
Esse destino anda perto
Dos desígnios da nação
Com o futuro bem certo

É preciso empobrecer
É necessário sangrar
Que o futuro há-de ser
O que se puder pagar

Quem não paga não risca
Na sociedade do capital
Onde só o lucro importa

Esta imposição arrisca
A transformar Portugal
Num país de gente morta.

Prof Eta
De poetaporkedeusker a 6 de Outubro de 2015 às 08:11
Morta ou meio alienada
Já se encontra a burguesia
Que até confessa, encantada,
"Era isto mesmo que eu queria..."

Pois, burra, não vê mais nada
Para além da teoria,
Que julga "mui bem pensada",
Da "social democracia"...

O medo... era a bancarrota...
Estando a dona banca impante
O resto é... "coisa ligeira",

Mas... quem descalça esta bota
Que a dona banca, arrogante,
Calçou à nação inteira?

Maria João

Aqui vai, horrível porque até a poesia - no seu ritmo e cadência próprios - ficou abalada pela falta de iões, mas dizendo o que penso e transcrevendo o que oiço. Abraço grande, Poeta!

De poetazarolho a 7 de Outubro de 2015 às 06:46
Chá inútil.
De poetaporkedeusker a 7 de Outubro de 2015 às 09:29
... inútil de todo estou eu, neste triste estado, Poeta... mas vou tentar ver o Chá antes de sair.

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