.UM BLOG SOBRE SONETO CLÁSSICO

Da autoria de Maria João Brito de Sousa, sócia nº 88 da Associação Portuguesa de Poetas, Membro Efectivo da Academia Virtual Sala dos Poetas e Escritores - AVSPE -, Membro da Academia Virtual de Letras (AVL) e autora no Portal CEN, escrito num portátil gentilmente oferecido pelos seus leitores. ...porque os poemas nascem, alimentam-se, crescem, reproduzem-se e (por vezes...) não morrem.
Quinta-feira, 7 de Janeiro de 2016

... E O QUE ME RESTA?

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Tiram-me braços, pernas, coração...

Levam-me o velho espaço onde me insiro

E, por arrasto, a mim me levarão,

Talvez em breve, ao último suspiro,



Que só eu sei da estranha condição

De ser tábua do chão do meu retiro

E, assim que mo negarem, negarão

Até o próprio ar que nele respiro...



Não gosto de queixar-me e sei ser vão

Falar do estranho amor que aqui refiro,

Mas nada mais me resta! É deste chão



Que o verso se me eleva a quanto aspiro,

Enquanto vos vou expondo a situação...

(... mas quanto mais me exponho, mais me firo...)

 



Maria João Brito de Sousa - 06.01.2016 - 18.00h

 

publicado por poetaporkedeusker às 14:37
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8 comentários:
De poetazarolho a 7 de Janeiro de 2016 às 22:12
Tenho a certeza que o chão vai continuar a ser o seu chão e o tecto vai continuar a ser o seu tecto.
De poetaporkedeusker a 7 de Janeiro de 2016 às 22:23
Espero bem que sim, Poeta!

... mas só agora reparei que aconteceu qualquer coisa errada com a cor do soneto... vou tentar reparar o erro!

Abraço grande!
De poetazarolho a 7 de Janeiro de 2016 às 23:29
“Roma já está a arder”

Em Roma sê romano
Mesmo que esteja a arder
É próprio do ser humano
Com o fogo conviver

O mundo está no mundo
Muitas vezes sem pensar
Mas não parece fecundo
Este seu modo de estar

A cada um sua acção
A cada um seu veneno
São as prestações a pagar

Num mundo de contradição
Quis ser grande é pequeno
Quis viver vai-se matar.
De poetaporkedeusker a 8 de Janeiro de 2016 às 17:47
Nem os fogos mais pequenos
Consigo, agora, apagar
E cada vez faço menos,
No que toca a trabalhar...

Roma - seja a minha casa... -
Tão cheia de papelada
Arde e vai ficando em brasa
Sem que eu possa fazer nada...

...mas, hoje, cansei-me a sério!
Tanto papel carreguei
Que faria um grande império

Com tudo o que hoje levei...
Não fosse, pr`a mim, mistério (*)
Tentar cumprir tanta lei...

Maria João


Mais uma vez, falo de mim... foge-me a imaginação toda para o que estou a viver e isso nunca me acontecia antes... ou acontecia, por vezes, mas muito esporadicamente...
Estava no entanto a lembrar-me de que levei comigo toneladas de papelada, para tratar de pedir a tarifa social, na EDP e, quando precisei do cartão de cidadão, vi que o tinha deixado em casa... valeu-me ter comigo o comprovativo que me deram no tribunal de Cascais, quando renovei o cartão de cidadão, que tinha todos os dados necessários, incluíndo a minha fotografia. Se não tivesse tido essa sorte, teria de voltar para trás, apesar de ter comigo papéis de toda a espécie; do SNS, da Segurança Social, do registo predial, das finanças, etc, etc, etc...

Abraço grande, Poeta!
De poetazarolho a 9 de Janeiro de 2016 às 08:05
Chá velho.
De poetaporkedeusker a 9 de Janeiro de 2016 às 14:45
Terei de ir fazer companhia a uma vizinha amiga que ma solicitou, mas ainda vou ao Chá!
De poetazarolho a 11 de Janeiro de 2016 às 06:50
Chá nobre.
De poetaporkedeusker a 11 de Janeiro de 2016 às 10:29
Vou ver o Chá, Poeta!

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