.UM BLOG SOBRE SONETO CLÁSSICO

Da autoria de Maria João Brito de Sousa, sócia nº 88 da Associação Portuguesa de Poetas, Membro Efectivo da Academia Virtual Sala dos Poetas e Escritores - AVSPE -, Membro da Academia Virtual de Letras (AVL) e autora no Portal CEN, escrito num portátil gentilmente oferecido pelos seus leitores. ...porque os poemas nascem, alimentam-se, crescem, reproduzem-se e (por vezes...) não morrem.
Quinta-feira, 8 de Setembro de 2016

CRIVO(S) & SENTIDO(S)

Nascente-do-Tejo  - Serra de Albarracin.png

 

Não me apontem sentidos quando eu vejo

Que sigo um rumo próprio e produtivo

Que irá bem mais além, se eu tenho ensejo

De enchê-lo das razões de que me privo



Quando, num verso, encontro o tal solfejo

E, num soneto o esboço, agreste e vivo!

De assim, tão vivo o ver, logo o protejo

Quer passe, quer não passe, pelo crivo



De quem julgue que eu própria o não cotejo

- embora em gesto quase intuitivo... -

Enquanto o vou escrevendo, se o desejo



Como sempre o desejo; sensitivo,

Ritmado - francamente! - e, como o Tejo,

Valente, renovado e compulsivo...





Maria João Brito de Sousa - 08.09.2016 - 13.48h

 

 

Imagem da nascente do Tejo, serra de Albarracín

 

publicado por poetaporkedeusker às 14:07
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6 comentários:
De fashion a 8 de Setembro de 2016 às 21:28
Os desejos são, de facto, como mares. Muito bonito.
De poetaporkedeusker a 8 de Setembro de 2016 às 21:56
Peço desculpa, Fazshion, mas só agora reparei que não tinha re-formatado este soneto, devia estar muito difícil de ler... ficam sempre com letras escuras, quando os retiro directamente dos ficheiros Word...

Sim, é fácil compará-los a mares e é uma comparação que acontece muito naturalmente quando escrevo poesia...obrigada!

Beijinho!
De poetazarolho a 8 de Setembro de 2016 às 23:56
“Encontrei”

Eu encontrei o kaizen
À porta da mercearia
Ele vai, por vezes vem
Mas há muito que o não via

Trouxe-me novas do Japão
Explicou-me o dia a dia
Continuou a digressão
Disse-me qu'era a melhoria

E eu fiquei elucidado
No meu espírito fez-se luz
E senti que o merecia

Com o kaizen incorporado
À melhoria eu fiz juz
Agora é a filosofia.
De poetaporkedeusker a 9 de Setembro de 2016 às 10:31


Também eu!

(sonetilho de dupla coda)

Encontrei a poesia
No meu berço de menina,
Quando ainda mal sabia
Quanto ela nos ensina

E, mais tarde encontraria,
Ideais... não sei se sina...
Logo a el`s me agarraria,
Desde muito pequenina,

Porquanto uma luz crescente
Se acendeu na minha vida
E, quando era adolescente,

Já brilhava decidida...
Pena foi que eu, pontualmente,
Dela ficasse esquecida

E em vez de seguir em frente,
Nem olhando a chama erguida,
Me tornasse negligente

E só velha e esmorecida
Reparasse finalmente
Na chama reacendida...

Maria João

Cá vai , Poeta, com um grande abraço!!!




De Francisco Carita Mata a 9 de Setembro de 2016 às 11:14
"Mais vale tarde, que nunca!"
Continuem a versejar os vossos anseios.
Gosto sempre de ler, e meditar o que e sobre que escrevem.
Parabéns.
Francisco
De poetaporkedeusker a 9 de Setembro de 2016 às 11:20
Muito obrigada, Francisco!

É um hábito que já vai longo, este, das conversas poéticas entre mim e o Poeta Zarolho...

Fraterno abraço!

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