.UM BLOG SOBRE SONETO CLÁSSICO

Da autoria de Maria João Brito de Sousa, sócia nº 88 da Associação Portuguesa de Poetas, Membro Efectivo da Academia Virtual Sala dos Poetas e Escritores - AVSPE -, Membro da Academia Virtual de Letras (AVL) e autora no Portal CEN, escrito num portátil gentilmente oferecido pelos seus leitores. ...porque os poemas nascem, alimentam-se, crescem, reproduzem-se e (por vezes...) não morrem.
Sábado, 28 de Janeiro de 2017

CONVERSANDO COM MARIA DA ENCARNAÇÃO ALEXANDRE XIII

Fotografia de Phil Mckay (google).jpg

 

 

PALCO DA VIDA



É imensa esta estrada este caminho

É um palco real com bastidores

Onde actores fizeram o seu ninho

Nas brancas asas de ágeis beija-flores

 

Encenam seus papéis em desalinho

Que a fadiga provoca-lhes as dores

Que albergam em seu peito num cantinho

Mitigadas um pouco plos amores

 

Sem saberem da peça qual o fim

Lutam pelo seu próprio camarim

E fazem desta luta seu sustento

 

Quando se acaba a peça desce o pano

Acaba-se o teatro do engano

Sobra apenas cansaço e desalento

 

 

MEA

24/01/2017



IMPROVISO(S)



Sabendo que é perfeita, a analogia,

Em nada a contradigo e se a acrescento

É porque prometi que assim faria,

Se me sobrasse um nada de talento;



Escrevo umas linhas, nesta tarde fria,

Para o papel da vida em que me invento

E abuso duma mão que mal me guia

Na criação de enredo e de argumento...



Neste palco da vida, é sempre assim,

Mesmo na solidão do camarim,

Actuo e vou da lágrima aos sorrisos,



Mas quando cai o pano é mesmo o fim,

Não da Peça da Vida, mas de mim,

Das minhas deixas, dos meus improvisos...





Maria João Brito de Sousa - 26.01.2017 - 17.10h

 

Imagem - Fotografia de Phil Mckay





 

 

publicado por poetaporkedeusker às 12:00
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4 comentários:
De Rogério Pereira a 28 de Janeiro de 2017 às 18:51
No palco da vida, modernamente
a boca de cena não encerra com caída de pano
ou é o actor a abandonar o palco
ou é alguém que o empurra, esperemos que docemente
De poetaporkedeusker a 28 de Janeiro de 2017 às 19:05
Reconheço que tens razão, Rogério, mas lembra-te de que esta queda de pano é metafórica; apenas representa o fim de uma vida, neste caso, da minha, porque fui levada, pela melodia e pela rima, a tornar este soneto pessoal... o da Encarnação é bem mais lato, bem mais abrangente...

Abraço!
De poetazarolho a 29 de Janeiro de 2017 às 00:01
“Diversidade”

A mente tem um recanto
Cinco, oito, nove, dez
Todos locais de espanto
Onde voltas a cada vez

Desligas duma realidade
Entrecruzas outras tantas
Para reforçar a veracidade
A cada uma te espantas

Somos um, és indivíduo
Nessa mente a extravasar
Fronteiras da humanidade

Que transforma em resíduo
Todas as formas de pensar
Que excluam a diversidade.
De poetaporkedeusker a 29 de Janeiro de 2017 às 07:29
Faz falta, a diversidade,
Mas, o delírio... esse, não,
Que esse desvia a vontade
Dos caminhos da razão,

Faz despontar a ansiedade
Deturpando a solução;
Faz-se passar por verdade
E é pura alienação...

Quanto à nossa identidade
E à nossa imaginação,
Que haja responsab`lidade,

Que, razão com coração,
"Filtremos" a ambiguidade
Que nos mina a condição.


Maria João

Bom dia, Poeta! Cá vai o sonetilho que me ocorreu na sequência da leitura do seu. Abraço grande!



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