.UM BLOG SOBRE SONETO CLÁSSICO

Da autoria de Maria João Brito de Sousa, sócia nº 88 da Associação Portuguesa de Poetas, Membro Efectivo da Academia Virtual Sala dos Poetas e Escritores - AVSPE -, Membro da Academia Virtual de Letras (AVL) e autora no Portal CEN, escrito num portátil gentilmente oferecido pelos seus leitores. ...porque os poemas nascem, alimentam-se, crescem, reproduzem-se e (por vezes...) não morrem.
Segunda-feira, 9 de Janeiro de 2017

CONVERSANDO COM MARIA DA ENCARNAÇÃO ALEXANDRE VIII

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MOMENTOS E MEMÓRIAS

(Do avô)

 

Sentado num cantinho da lareira

Ele esfrega as mão geladas sobre o lume

Que se faz de cavacas de madeira

Aquecendo-se como de costume

 

Um jogo ou uma história, brincadeira

Momentos inventados dum perfume

que a memória recorda, já parceira

Da saudade que queima com ardume

 

Um piscar de olhos, presto, disfarçado

Ou um gesto singelo e engraçado

Nos serões aquecidos da infância

 

Percorrem os meus olhos quase quedos

Receando perder-se nos enredos

Do espaço que separa da distância

 

MEA

30/12/2016

 

.....*.....

 

UMA VELHA MEMÓRIA

 

O meu, num cadeirão todo em madeira

Almofadada, apenas quanto baste,

Escreve os seus versos de uma vida inteira

Que já vai acusando algum desgaste...

 

Assim, sentado junto à papeleira,

Te vejo, avô poeta, a ti que ousaste

Fazer dos sonhos a razão primeira

Duma vida que em versos consumaste.

 

Sobraram-me, dos tantos que esboçaste,

Os sonhos que me aguardam na fronteira

De todas as razões que me ensinaste

 

E que nunca esqueci. Outra, a cadeira

Em que te evoco agora... ah, não te afaste

De tão grata memória, esta canseira...

 

 

Maria João Brito de Sousa - 06.01.2017 - 09.00h

publicado por poetaporkedeusker às 21:00
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2 comentários:
De poetazarolho a 9 de Janeiro de 2017 às 23:54
“Busca”

Fluindo p’lo universo
Tentando não dispersar
Neste ambiente diverso
Fogo, terra, água e ar

Se no fogo pode arder
Se na terra pode acalmar
Se da água pode beber
Se respirar desse ar

É nesta imensidão
Onde se projecta o ser
Que a certeza se projecta

Na busca duma razão
Sem a certeza de haver
Qualquer certeza concreta.
De poetaporkedeusker a 10 de Janeiro de 2017 às 09:16
Busca-se,às vezes, demais
E muito apressadamente,
Sem antes buscar sinais
De o "buscado" estar presente...

De buscas ornamentais
Vai vivendo muita gente,
Mas é nas buscas plurais
Que há-de nascer a semente

A certeza, sendo incerta,
Nasce da concertação
Das mil pequenas certezas

E há sempre uma porta aberta
Pr`alojar-se uma questão
Que se senta às nossas mesas.

Maria João

Cá vai, Poeta, com o abraço de todos os dias.


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