.UM BLOG SOBRE SONETO CLÁSSICO

Da autoria de Maria João Brito de Sousa, sócia nº 88 da Associação Portuguesa de Poetas, Membro Efectivo da Academia Virtual Sala dos Poetas e Escritores - AVSPE -, Membro da Academia Virtual de Letras (AVL) e autora no Portal CEN, escrito num portátil gentilmente oferecido pelos seus leitores. ...porque os poemas nascem, alimentam-se, crescem, reproduzem-se e (por vezes...) não morrem.
Quinta-feira, 27 de Abril de 2017

APOGEU POÉTICO AVL- 2 º Lugar

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APOGEU POÉTICO AVL - Abril, 2017

TEMA - Inocência

Segmento - Clássico



Patrono: Florbela Espanca

Académica: Maria João Brito de Sousa

Cadeira: 06



INOCÊNCIA(S)



Inocente estará, num tribunal,

O réu que é justo, honesto e razoável,

De quem não venha ao mundo nenhum mal

Porque incapaz de um acto condenável,



Mas inocente pode, por igual,

Ser quem se mostre grato, terno, amável,

Com quem lhe tenha sido desleal,

Por não ter entendido algo execrável...



Seja ausência de culpa, ou qualidade

Comparável à pura ingenuidade,

Segundo seja o caso designado,



Inocente será quem, sem maldade,
Procure, na mentira, uma verdade

E julgue, no final, tê-la encontrado...





Maria João Brito de Sousa - 08.04.2017 - 10.52h



 

publicado por poetaporkedeusker às 07:00
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13 comentários:
De Demasiado tímido a 30 de Abril de 2017 às 16:39
Cara amiga,

Seus versos recordam-me sonhos "idos e vividos" no território da inocência da juventude e do amor.
Que bom tê-la como orientadora de uma linha poética!

Adílio Belmonte
Belém - Pará - Brasil


TUA INOCÊNCIA

Tua inocência e pura castidade
Senti ao primeiro toque desse amor
Que nasceu belo, puro e sem maldade,
Tudo a desabrochar como uma flor.

Mas os mares da vida fazem ondas
Turvas que desembocam num deserto,
Onde as tempestades são profundas,
Quebrando desse amor todo o concerto.

Nada vivi que não fossem vãos sonhos,
Mas senti inspiração no teu encanto
E meu pranto a rolar c'ondas do mar.

Dos pesadelos tive os mais medonhos,
Prontos a destruir todo o encanto
E essa nossa inocência de amar.


De poetazarolho a 30 de Abril de 2017 às 21:58
“Baleia negra”

Baleia azul
Baleia branca
Baleia rosa
O mundo definha
À sombra das baleias
Ninguém suspeita
Das atrocidades cometidas
O mundo é ingénuo
E quem ganha terreno
É a baleia negra.

Zé da Ponte
De poetaporkedeusker a 1 de Maio de 2017 às 07:44
BOM DIA, POETA.

DESEJANDO UM FELIZ DIA DO TRABALHADOR, PEÇO DESCULPA POR NÃO ME ENCONTRAR EM CONDIÇÕES DE RESPONDER ATRAVÉS DE UM POEMA.

DE MOMENTO, QUALQUER ESFORÇO DE LEITURA,OU ESCRITA, SE ME AFIGURA BASTANTE MAIOR DO QUE AS POUQUÍSSIMAS ENERGIAS QUE CONSIGO DESPENDER.

ABRAÇO GRANDE.

MARIA JOÃO
De Adílio Belmonte a 30 de Abril de 2017 às 22:23
Reenviamos o Soneto anterior em face da correção em seu 11° verso, ficando assim:


TUA INOCÊNCIA

Tua inocência e pura castidade
Senti ao primeiro toque desse amor
Que nasceu belo, puro e sem maldade,
Tudo a desabrochar como uma flor.

Mas os mares da vida fazem ondas
Turvas que desembocam num deserto,
Onde as tempestades são profundas,
Quebrando desse amor todo o concerto.

Nada vivi que não fossem vãos sonhos,
Mas senti inspiração no teu encanto
E meu pranto a rolar co'ondas do mar.

Dos pesadelos tive os mais medonhos,
Prontos a destruir todo o encanto
E essa nossa inocência de amar.
De poetaporkedeusker a 1 de Maio de 2017 às 07:47
BOM DIA, POETAAMIGO ADÍLIO BELMONTE.

DESEJANDO UM FELIZ DIA DO TRABALHADOR, PEÇO DESCULPA POR NÃO ME ENCONTRAR EM CONDIÇÕES DE RESPONDER ATRAVÉS DE UM POEMA.

DE MOMENTO, QUALQUER ESFORÇO DE LEITURA,OU ESCRITA, SE ME AFIGURA BASTANTE MAIOR DO QUE AS POUQUÍSSIMAS ENERGIAS QUE CONSIGO DESPENDER, UMA VEZ QUE ME ENCONTRO DOENTE.

ABRAÇO GRANDE.

MARIA JOÃO
De poetazarolho a 2 de Maio de 2017 às 00:19
“Abraço ficcional”

A vida sente-se entrar
Nas veias, no coração
Quando temos p’ra dar
Sem questionar a razão

Muito mais que partilhar
Somos matéria em fusão
Do mundo a recomeçar
Numa nova direcção

Daqui pode não passar
Ser apenas uma ficção
Dessa outra realidade

Que nos vem espreitar
Antes de tomar a decisão
De abraçar a humanidade.
De poetaporkedeusker a 2 de Maio de 2017 às 06:53
BOM DIA,POETA.

AINDA ESTOU EM MUITO MAU ESTADO DE SAÚDE E TEREI DE IR DE NOVO AO CENTRO DE SAÚDE, DAQUI A POUCO.
O ESFORÇO EXIGIDO PELA ESCRITA AINDA É DEMASIADO GRANDE, POR ESTRANHO QUE ISSO POSSA PARECER, ACREDITE.
VOU TENTAR UMAS RIMAS, MAS NÃO PROMETO NADA;


VIDA, NÃO; SOBREVIVÊNCIA
DA MAIS BÁSICA E PRIMÁRIA,
CHAMO A ESTA DEPENDÊNCIA
DA ESCRAVIDÃO DUMA OPERÁRIA.

M. JOÃO

...E MAIS NÃO CONSIGO ESCREVER, POETA.

ABRAÇO GRANDE!

De poetazarolho a 4 de Maio de 2017 às 22:57
“Espinhos”

Momento da caminhada
Caminhamos caminhando
E até sem ver a estrada
Caminhamos confiando

Mais não posso explicar
Pois não tenho explicação
Mas insisto em caminhar
Tão forte sinto a pulsão

Pode chover, trovejar
Os seis dias do caminho
Ao sétimo vou descansar

Não me sentirei sozinho
A obra vou contemplar
Seja a rosa ou o espinho.
De poetaporkedeusker a 5 de Maio de 2017 às 08:11
CADA VERSO SÃO MIL ESPINHOS
E EU MASOQUISTA NÃO SOU...
CALO-ME E SÃO MAIS "BRANDINHOS"
PRA QUEM OS NÃO CONVOCOU...

QUANDO O PRÓPRIO MOVIMENTO
DA MINHA MÃO NO TECLADO
EXACERBA ESTE TORMENTO,
TRATO DE PÔ-LO DE LADO,

SOBREVIVO ENQUANTO POSSO,
ESPERO UM DIA MELHORAR
E SER MAIS DO QUE UM DESTROÇO,

SE A MINHA BARCA VOLTAR
DO FUNDO DO FUNDO POÇO
DOS SILÊNCIOS POR QUEBRAR...

M. JOÃO


PEÇO DESCULPA POR SÓ FALAR DOS MEUS ESPINHOS PESSOAIS, POETA, MAS ESTOU MESMO DEMASIADO LIMITADA PARA PODER FALAR DE OUTROS.

AOS 23 ANOS, QUANDO TIVE A MINHA PRIMEIRA PIELONEFRITE - A TROMBO-FLEBITE É QUE FOI AOS 20 - TIVE DE AGUENTAR E CONTINUAR A TRATAR DE UMA FILHA PEQUENA , DA CASA, DA ROUPA E DAS REFEIÇÕES DA FAMÍLIA... MAS O QUE É QUE NÃO SE AGUENTA NESSA IDADE?

ABRAÇO GRANDE.

De poetazarolho a 4 de Maio de 2017 às 23:05
“Palhaçada”

Big Bang, aqui estou eu
Não sou baleia pintada,
Mas foi aqui que se deu
O início da palhaçada

A humanidade nasceu!
Ou terá sido inventada?
Ainda ninguém percebeu,
Esta estória engraçada

Perguntem ao Galileu
Se a terra está centrada
Ou se o sol será assunto

Ainda não anoiteceu
Vou degustar uma salada
Com fatias de presunto.

Prof Eta
De poetaporkedeusker a 5 de Maio de 2017 às 07:41
É-ME DEVERAS PENOSA,
A ESCRITA, A MINHA PAIXÃO,
E, SEJA EM VERSO OU EM PROSA,
FAZ-ME DOER ALMA E MÃO...

ESTANDO TÃO FRACA E MOROSA,
MORRE-ME ESTA INSPIRAÇÃO,
COMO QUALQUER MARIPOSA
QUE VÊ CUMPRIDA A FUNÇÃO.

TALVEZ UM DIA - QUEM SABE
QUANDO, OU SE MELHORAREI? -
TANTA DOR JUNTA SE ACABE

E EU VOLTE A DAR QUANTO DEI...
POR AGORA, O QUE ME CABE,
É CALAR-ME. E CALAREI.

MARIA JOÃO

FORTE ABRAÇO, POETA!


De Adílio Belmonte a 4 de Maio de 2017 às 23:26
À Maria João, mulher brava que nos ensina todas as cores dos melhores versos.

MULHER BRAVA

Mulher forte e romântica nos poemas,
Tens a força dos versos sempre nobres!
Mas sabemos potentes os problemas
Da vida simples, mas sem rimas pobres.

Buscas nos sonetos a rara essência
Da poética romântica e verdadeira,
Como o faz o escultor com a ciência
De edificar a mulher escudeira.

E ao contemplar a tua arte encarnada
O poeta do bronze faz nobreza
Naquela estátua símbolo do amor.

És poetisa, a escultora consternada,
Buscando nos sonetos a beleza
De quem canta o amor e sente a dor.
De poetaporkedeusker a 5 de Maio de 2017 às 07:14
MUITO GRATA POETA AMIGO ADÍLIO BELMONTE, PELO BELO SONETO QUE ME DEDICA.

A ESCRITA É-ME, DE MOMENTO, PROFUNDAMENTE DOLOROSA - FISICAMENTE DOLOROSA, PROVOCANDO-ME DORES INTENSAS NOS PULSOS, NOS BRAÇOS E NOS ANTE-BRAÇOS. DUAS OU TRÊS PALAVRAS QUE INSISTA EM ESCREVER, BASTAM PARA EXACERBAR ESTA CRISE DE LÚPUS, DESENCADEADA PELA PIELONEFRITE, OU, EVENTUALMENTE, PELA CIPROFLOXACINA ... AINDA NÃO HÁ CERTEZAS QUANTO À GÉNESE DESTA EXACERBAÇÃO DE SINTOMAS.
ESCREVO, PORTANTO, COM MUITA, MAS MESMO MUITA DIFICULDADE E SOU TÃO BREVE QUANTO POSSÍVEL, PELO QUE PEÇO A SUA COMPREENSÃO.

GRATO E FRATERNO ABRAÇO,

M. JOÃO

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