.UM BLOG SOBRE SONETO CLÁSSICO

Da autoria de Maria João Brito de Sousa, sócia nº 88 da Associação Portuguesa de Poetas, Membro Efectivo da Academia Virtual Sala dos Poetas e Escritores - AVSPE -, Membro da Academia Virtual de Letras (AVL) e autora no Portal CEN, escrito num portátil gentilmente oferecido pelos seus leitores. ...porque os poemas nascem, alimentam-se, crescem, reproduzem-se e (por vezes...) não morrem.
Domingo, 8 de Maio de 2016

ALMAS GÉMEAS - Vídeo de Maria Lourdes N. Mourinho Henriques

 

 

publicado por poetaporkedeusker às 11:19
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33 comentários:
De Rogério Pereira a 9 de Maio de 2016 às 01:46
Pronto, amanhã ja tenho assunto
e muito
De poetaporkedeusker a 9 de Maio de 2016 às 05:58
Abraço, Rogério! Estou mesmo de saída para o hospital!

(conto ter alta definitiva...)
De poetazarolho a 14 de Maio de 2016 às 22:41
Extraordinário vídeo, merece ampla divulgação.
De poetaporkedeusker a 15 de Maio de 2016 às 10:45
Obrigada, Poeta! A iniciativa e o trabalho de montagem do vídeo foram da amiga Maria de Lourdes M. Henriques, do Horizontes da Poesia. Também foi uma surpresa para mim!
De poetazarolho a 14 de Maio de 2016 às 22:41
“Esse”

Com certeza voltaremos
Sem a certeza de nada
Apenas que deixaremos
Nossos passos nessa estrada

Nossos passos nessa estrada
Com todo o nosso fulgor
Será leve a caminhada
Porque nos guia o amor

Porque nos guia o amor
Faz-se leve pesada cruz
Somos gente sonhadora

Somos loucos sim senhor
Sonhamos com um tal Jesus
Esse da Nossa Senhora.
De poetaporkedeusker a 15 de Maio de 2016 às 10:42
Que essa vossa caminhada
Traga o sabor do pão quente
E, apenas, parte da estrada
Que percorre toda a gente;

Se a Vida não está parada,
Se sempre caminha em frente
E cresce e é renovada,
Cada passada é semente

Que a cada passo é lançada
Mais certa, ou erradamente,
Na terra seca, ou molhada,

Mesmo que o sol esteja ausente
E ás vezes, por tudo e nada,
Pareça menos contente...


Maria João

Aqui vai, Poeta, o que me ocorreu, assim, de repente...
Um pouco pior (eu), desde ontem à tarde, tem-me sido mesmo absolutamente necessário passar a maior parte do tempo deitada. Veremos como cumpro, ou não, a minha caminhada de hoje.

Peço desculpa por não termos tido a oportunidade de ler alguns sonetos, eu e o Joaquim Sustelo, conforrme estava programado, mas as pessoas começaram a sair e já não foi possível terminar a palestra segundo o que quereríamos.

Um forte abraço!



De poetazarolho a 16 de Maio de 2016 às 23:58
“Nevoeiros”

Além da compreensão
Há muito a compreender
Embora digam que não
Os que não conseguem ver

Eu consigo dizer que sim
Mas sem a total visão
Pois o nevoeiro em mim
Impõe o filtro da razão

Há barreira a romper
A todo e qualquer instante
Senão o nevoeiro perdura

Além da razão podes crer
Compreendes de rompante
Com o filtro da loucura.
De poetaporkedeusker a 17 de Maio de 2016 às 11:58
LOUCURA - Clarificação do conceito de...


Ah... loucura não filtra nada,
Bem muito pelo contrário
Porque, abrindo a porta errada,
Faz, dum gato, um dromedário

Dando, à coisa visionada,
Um bizarro corolário
Que a pobre gente, enganada,
Julga ver nesse cenário...

Gente há que nada sabendo
- gente, ignorante, imatura... -
Julga mal, logo dizendo

Que toda e qualquer procura
Passa a ser, quando não sendo,
Fruto de humana loucura...


Maria João


Estava a ver que não conseguia... mas consegui responder a mais este seu sonetilho, Poeta.
Tenho estado a piorar e cada passo dado, cada frase lida e processada me estão a custar muito, por enquanto... e sei lá até quando...
Quanto ao "alegado filtro da loucura"... Poeta, já lidei com demasiadas pessoas dementes para poder falar disso com ligeireza.
A demência não filtra coisa nenhuma, é tremenda e provoca um sofrimento atroz. O nosso conceito de loucura é que muito pobre e demasiado complacente; facilmente chamamos loucura àquilo que vai um pouco além dos padrões da mais sofrível das normalidades... fazêmo-lo por pura ignorância do que é, efectivamente, uma demência.

Um muito forte abraço!

De poetazarolho a 18 de Maio de 2016 às 07:07
“Densos nevoeiros”

Do lado errado da noite
Já eu fiz uma caminhada
Não que agora me afoite
A copiar essa passada

Esse lado da existência
Esmaga-nos a compreensão
Não sei se será demência
Mas é total a distorção

Alma grita por socorro
E o corpo não lhe dá voz
A loucura vem primeiro

Ou me matam ou eu morro
E neste sofrimento atroz
A saída é por um bueiro.
De poetaporkedeusker a 18 de Maio de 2016 às 09:58
Talvez haja um lado errado
E talvez pelo bueiro
Se saia desse tal lado,
Quem sabe, de corpo inteiro..

Talvez coisa reactiva,
Talvez coisa funcional,
Coisa degenerativa,
Dessas a que chamam "mal"...

Passível de tratamento?
Com certeza! Sê-lo-á,
Com ou sem internamento,

Mais controlada estará...
Só não sei se esse tormento
Algum dia acabará...

Maria João

Poeta, penso que me descreveu um quadro clínico de um qualquer distúrbio mental que não posso identificar... mais uma vez, respondo um pouco "às cegas". Desta vez também no sentido literal da expressão, pois mal vejo o que escrevo...

Abraço grande!



De poetazarolho a 19 de Maio de 2016 às 02:17
“Névoa”

A mente está aberta
E é minha convicção
Plenamente desperta
Para males que virão

Mas uma coisa é certa
Não interessa a explicação
Seja psiquiatra ou poeta
Todos na palma da mão

Da mentira ou verdade
Numa mente transversal
Que dá a continuidade

Seja p’ró bem ou p’ró mal
Ao rasto da humanidade
Coisa suprema e universal.
De poetaporkedeusker a 19 de Maio de 2016 às 09:27
Será sempre desejável
Ter bom-senso, lucidez
E, à noção do que é provável
Juntar, sempre, a do "talvez",

Ir mendindo o mensurável,
Ir descobrindo os porquês
E analisando o palpável
Dia a dia, mês a mês...

Porque somos ser`s pensantes,
Faz-nos falta assim pensar...
Nada volta ao que era dantes,

Tudo está sempre a mudar
E as mudanças são constantes;
Tudo muda sem parar...


Maria João

Poeta, a tosse voltou e, ontem à noite, estava de novo febril. Infelizmente nem tudo muda para melhor, assim, tão literalmente quanto o desejaríamos, tanto ao nível do pessoal, quanto do colectivo... estarei por aqui enquanto conseguir, mas bem menos regularmente do que costumava estar, porque cada vez me vai sendo mais difícil ver, manter a concentração e "processar" o que vou lendo. Esperemos que seja uma situação pontual e que dentro das tais seis semanas - agora já são cinco - a situação possa ter melhorado um pouco.
Um GRANDE e grato abraço!
De poetazarolho a 22 de Maio de 2016 às 23:57
“Entupimentos”

Porquê a felicidade?
Se a infelicidade podes ter!
Porquê a tua cidade?
Se no campo podes viver!

Para quê tanta capacidade?
Se vês a incapacidade vencer!
Para quê tanta verdade?
Com a mentira a florescer!

Por onde vais realidade?
Se te atropela o virtual
Se te aprisiona o ruído

Pensando bem, na verdade
Nunca me poderei dar mal
Tenho o cérebro entupido.

Prof Eta
De poetaporkedeusker a 23 de Maio de 2016 às 09:49
Poeta, estou mesmo,mesmo de saída para mais do que uma consulta e posterior entrega de "papeladas" burocráticas, mas... vou ver o que me sai, assim, de repente...

Tem o cérebro entupido?
Poeta, tem a certeza?
Digo-lhe já que duvido,
Vendo a sua ligeireza...

Nunca o vendo adormecido
E a rimar com tal destreza,
Apesar desse ruído
Tem alguma chama acesa

É, por vezes, divertido
E manda embora a tristeza
Quando não faça sentido

Vê-la somar-se em grandeza
A verso que, comedido,
Mostre tal delicadeza...


Maria João


Um abraço forte, Poeta!





De poetazarolho a 25 de Maio de 2016 às 06:34
Chá de lua.
De poetaporkedeusker a 25 de Maio de 2016 às 09:33
Vou vê-lo, Poeta!

Forte abraço!
De poetazarolho a 26 de Maio de 2016 às 00:20
“Presunção da matéria”

O louco desadaptado
Adaptou-se à loucura
Esse foi o resultado
Desta sanidade impura

Presença em todo o ser
Por muito que seja negada
Somos dela sem querer
Quem não a vê, não vê nada

Somos matéria com vida
Outra existe inanimada
Outra está p’ra decisão

Esta existência dividida
Não foi ainda comprovada
Podemos ser presunção.
De poetaporkedeusker a 26 de Maio de 2016 às 10:15
Bicharocos complicados,
Somos, com toda a certeza;
Alguns muito equilibrados,
Outros não... mas, com franqueza!

São tais - e tão mal estudados... -
Os dons desta natureza
Que me parecem escusados
Se olhados sem subtileza

Pois, antes de tudo o mais,
Convém tudo ir aferindo,
Não vão passar a "normais"

Os que, nunca reagindo;
São "burros" convencionais
Que , açoitados, vão sorrindo...

Maria João

Cá vai mais um bocadinho de "presunção da matéria", embora, conforme lhe disse, eu não costume gostar de tratar com esta ligeireza as situações de psicoses e demências que considero gravíssimas e que em tudo diferem das situações de desadaptação ditas reactivas.

Um abraço grande, Poeta!
De poetazarolho a 27 de Maio de 2016 às 06:30
O meu amigo Vitorino é o dono da última retrosaria de Grândola Vila-morena.

Conheci-o em pequenino, com 12 ou 13 anos quando lá era moço de recados.

A ÚLTIMA RETROSARIA

Passei por Vila Morena
E numa praça pequena,
Naquela retrosaria,
Tanta coisa que lá havia!
Ele eram agulhas e linhas,
Nastros para as bainhas,
Eram dedais, eram fitas,
Eram flanelas e chitas,
Alfinetes e botões,
Eram sedas e algodões,
Gregas e atoalhados,
Eram rendas e bordados,
Eram galões e canelas,
Eram cordões e fivelas,
Eram novelos, meadas,
Eram lençóis, almofadas…
De tudo ali havia
Naquela retrosaria!
E havia, atrás do balcão,
O empregado e patrão
Para atender as freguesas,
Distribuir gentilezas
E para contar histórias,
Fruto das suas memórias.
Ele era amola-tesouras,
Ele ensinava as Senhoras
A talhar suas farpelas
Ele cosia entretelas…
Um poço de sabedoria
Naquela retrosaria
Onde está desde menino.
Ele é o sábio Vitorino

Eduardo
De poetaporkedeusker a 27 de Maio de 2016 às 09:58
Muito gostei deste seu poema ao seu amigo Vitorino e à última retrosaria da Vila Morena, amigo Eduardo!

Envio um grato abraço para si e sua esposa, desejando-vos um excelente fim-de-semana.

Maria João

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