.UM BLOG SOBRE SONETO CLÁSSICO

Da autoria de Maria João Brito de Sousa, sócia nº 88 da Associação Portuguesa de Poetas, Membro Efectivo da Academia Virtual Sala dos Poetas e Escritores - AVSPE -, Membro da Academia Virtual de Letras (AVL) e autora no Portal CEN, escrito num portátil gentilmente oferecido pelos seus leitores. ...porque os poemas nascem, alimentam-se, crescem, reproduzem-se e (por vezes...) não morrem.
Quinta-feira, 14 de Agosto de 2014

ADEUS, MAMÃ!

(Soneto em decassílabo heróico)

 

 

Afogo este soluço em parte alguma

Se recordo o menino que gerei

E logo as tantas coisas que não sei

Se dissolvem no ar feitas em bruma...

 

Num vão peculiar do meu sentir,

Arrumada a miragem, com carinho,

Lá fica o meu menino deitadinho

Num cantinho de mim, sempre a dormir...

 

Agora é o poema quem, comigo,

Passeia de mãos dadas, desce à rua,

Dorme na minha cama e, de manhã,

 

Me chama pr`a poder brincar consigo

Mas, mal chegue a noite e veja a lua,

É quem me diz, num beijo; - Adeus, mamã!

 

 

Maria João Brito de Sousa – 2007

 

 

In, Poeta Porque Deus Quer, Autores Editora, 2008

 

 

NOTA – Mais um daqueles sonetos que reformulei com alguma relutância e o mínimo possível, muito embora tivesse, no seu original, uma enorme falha métrica – doze sílabas poéticas no verso final - que teria sido facilmente evitável, não fosse faltar-me a prática que só todos estes anos a trabalhar o soneto clássico me viriam a trazer.

sinto-me :
publicado por poetaporkedeusker às 17:03
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|
54 comentários:
De poetazarolho a 14 de Agosto de 2014 às 22:48
“Bandeira negra”

São o sal de Portugal
Palavras de outro mar
Que não poderás calar
Pois cravadas no areal

São memória integral
De quem tudo soube dar
E sem nunca questionar
Sobre o seu valor real

Povo que dá o que tem
Culmina em exaustão
É tratado com desdém

Por aqueles que o não são
Mas que se o fossem porém
Cedo emendariam a mão.
De poetazarolho a 15 de Agosto de 2014 às 07:59
Chá distraído.
De poetaporkedeusker a 15 de Agosto de 2014 às 15:30
... também eu o sou... vou tentar vê-lo
De poetazarolho a 16 de Agosto de 2014 às 08:57
Chá alimentou-se.
De poetaporkedeusker a 16 de Agosto de 2014 às 13:40
Está estranha, a ligação... vou ver o Chá, Poeta!
De poetazarolho a 16 de Agosto de 2014 às 20:19
“Supervisionados”

Menos de um mês bastou
Não existem qualificativos
Espaço mediático saturou
Estão fartos os mortos e vivos

Tanta lei, tanta autoridade
Tanta supervisão financeira
Não evitam a promiscuidade
Nem a queda para a asneira

Que do país tomou conta
Transformando-o em lamaçal
Ao sabor de interesses mil

Só pode ser uma afronta
Para denegrir Portugal
Bem montado este ardil.

Prof Eta
De poetaporkedeusker a 16 de Agosto de 2014 às 21:50


... pr`a denegrir Portugal,
Pr`acabar c`os portugueses,
Pr`a meter-nos num curral
E tratar-nos como rezes,

Porque, Poeta, afinal,
Muitos só comem "às vezes"
E muitos mais comem mal
Por causa de tais "fregueses"

Que nunca olharam a meios
Para atingir a riqueza
E, contra interesses alheios,

Roubam pão de cada mesa,
P`a mal dos nossos receios,
Ao lixar-nos... em beleza!

M. João


Espero estar online, ainda ... recebi um telefonema de uma tia que está muito doente e larguei este sonetilho mal-amanhado...

Abraço grande!


De poetazarolho a 17 de Agosto de 2014 às 07:36
Chá tóxico.
De poetaporkedeusker a 17 de Agosto de 2014 às 12:35
pobre Chá!
De poetazarolho a 17 de Agosto de 2014 às 19:38
“Tango solo”

Dançando com a solidão
Nunca me ouvera ocorrido
Mas chegou-me ao ouvido
Em jeito de sugestão

Dei-lhe toda a razão
Como se fizesse sentido
P'ra logo me sentir perdido
Por não ver a multidão

Mas dancei sem ouvir nada
Recusando estar acordado,
O sonho não foi em vão

Pois vi toda a gente sorrir
Deliciados com o sapateado
Ao som dum acordeão.
De poetaporkedeusker a 18 de Agosto de 2014 às 16:13
"Desafinação"

Vai quadra "de pé quebrado",
Tão quebrado quanto eu estou,
Mas, de contrato assinado,
Meu coração... sossegou!

Cada verso acentuado
Da forma que aqui ficou,
Deixa o "pé" desafinado
Mas este erro... lá passou...

Foi-se-me a música toda
Porque esta dor de cabeça
Pôs-me tudo a andar à roda

E, por mais que o verso meça,
Já não lhe acrescento a coda
Porquanto esta dor me "empeça"...

Maria João


Vai a brincar, mas com uma dor de cabeça bem real... abraço grande, Poeta!



EMPEÇAR - Estorvar (popular)

Lembrava-me bem deste "empeçar" que a minha Aurorinha usava muito, mas fui confirmar no Dicionário Online. Penso que seja um regionalismo e como ela é natural de Trancoso, deve ser beirão... mas não consegui confirmar. Há expressões populares que se usam no país inteiro, penso eu...
De poetazarolho a 18 de Agosto de 2014 às 07:08
Chá piou.
De poetaporkedeusker a 18 de Agosto de 2014 às 15:37
Estou muito cansada e com muitas cefaleias, mas sempre quero ouvir o "pio" do Chá...
De poetazarolho a 18 de Agosto de 2014 às 21:52
“Aleluia”

Auge da espécie humana
Estamos prestes a celebrar
Celebramos de forma ufana
Este crescimento sem par

Cresce assim a economia
Acumula-se tanta riqueza
Celebramos com alegria
Até esquecemos a pobreza

Dos espíritos milionários
Que nos guiam ao paraíso
Fruto da imensa bondade

São os poucos visionários
Que ocultam o prejuízo
E nos vendem a liberdade.

Prof Eta
De poetaporkedeusker a 18 de Agosto de 2014 às 22:58
Ó, se ocultam! Ó, se inventam,
Os "pobres" dos milionários
Que contra todos atentam
De formas e de modos vários!

Se com "bondade" nos tentam,
Com "bondade", os salafrários,
Depressa nos "arrebentam"
Com direitos e salários...

Celebre-se a resistência
E os resistentes também,
Mas, de resto... haja paciência!

Podem, os "filhos da mãe",
Dizer que têm consciência...
... então não trabalha bem!!!


M. João


Estas "respostas" vão todas a precisar de gesso, coitadas... está tudo de pé quebrado, mas vai com um abraço!


De poetazarolho a 19 de Agosto de 2014 às 07:08
Dilema do chá.
De poetaporkedeusker a 19 de Agosto de 2014 às 12:11
O dilema do Chá e a minha dorzinha de cabeça... ... saiu-me esta, Poeta...
De poetazarolho a 19 de Agosto de 2014 às 13:41
“Eclipse lunar”

Aniquilados estamos
Em tempos de arrasar
Hipnotizados ficamos
Neste casino a jogar

Ao black jack nos vamos
Com o copo a cintilar
Umas dez fichas jogamos
É on the rocks emborcar

Sempre em busca do filão
No final já nem notamos
Onde nos querem levar

Resistir não é condição
Apenas e só estranhamos
Não ver a luz do luar.

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