.UM BLOG SOBRE SONETO CLÁSSICO

Da autoria de Maria João Brito de Sousa, sócia nº 88 da Associação Portuguesa de Poetas, Membro Efectivo da Academia Virtual Sala dos Poetas e Escritores - AVSPE -, Membro da Academia Virtual de Letras (AVL) e autora no Portal CEN, escrito num portátil gentilmente oferecido pelos seus leitores. ...porque os poemas nascem, alimentam-se, crescem, reproduzem-se e (por vezes...) não morrem.
Quarta-feira, 17 de Setembro de 2008

A VIAGEM (3º Soneto da Coroa)

Em direcção à minha nova vida

Eu transponho o portal feito de luz.

Se sei por onde vou, quem me conduz?

Quem me ditou a hora da partida?

 

É tudo tão brilhante, há tanta paz!

Um vulto, um vulto só. Uma criança...

(ou será só a voz da minha espr`rança?)

A mesma luz que leva, aqui me traz.

 

De novo o mundo. Um médico de branco

Que me olha com alívio e algum espanto.

O estado em que voltei! Que dor imensa...

 

O menino-de-mim ficou por lá.

Virá depois na luz que mo trará,

Depois de mim, na paz de outra presença...

 

 

Imagem retirada da internet

sinto-me :
publicado por poetaporkedeusker às 11:00
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17 comentários:
De Vitor a 17 de Setembro de 2008 às 12:14
Ler, ler, e reler…lindo!

…Que fonte de poesia inesgotável, Maria!

Bj*,e saúde!
De poetaporkedeusker a 17 de Setembro de 2008 às 13:05
Ó Vitor, desculpe mas eu até já lhe tinha respondido! E o sapo aceitou-me o comentário, mas agora não o vejo! Bom. Eu sempre me considerei paciente, mas agora estou a perder a paciência.
Obrigada pelas palavras. Ainda bem que gosta de poesia!
Já estive no seu blog e li o seu texto, bem como as novidades de "A Jornada". Fico muito contente por ver que o jornal vai sendo lido!
Um abraço e saúde, sempre!
De poetaporkedeusker a 18 de Setembro de 2008 às 00:15
Vitor, mais uma vez lhe peço desculpa. Sei que me fez umsegundo comentáriohoje, mas, neste momento desapareceram 12 dos 14 comentários que estavam neste post. Haja paciência!
Não se importa de repetir, por favor?
De António a 17 de Setembro de 2008 às 13:36
Já viu o Gladiador? Aquela imagem imaginando o Outro Lado? Bem, seja como for, que essa imagem seja vista daqui a muitos e muitos anos. O seu soneto dá esperança.

Enrome abraço, poetisa
De poetaporkedeusker a 17 de Setembro de 2008 às 14:00
Vi, na televisão e recordo-me bem. Mas eu aqui estou a narrar uma viagem que fiz em 1989. Não sei como seria se tivesse ficado por lá, mas lembro-me bem de como é a viagem.
E não, não estou a brincar consigo. Este soneto é mesmo narrativo e eu estive bastante tempo em morte clínica.
Um abraço!
De ligeirinha a 17 de Setembro de 2008 às 14:13
Eu sei que foi duro!
E deixou uma enorme sequela!
Fica bem....é sempre doloroso recordar....
Beijo grande!
De poetaporkedeusker a 17 de Setembro de 2008 às 15:40
Já não é tão doloroso recordar, Ligeirinha. Nós atingimos pontos insuportáveis da dor e, se não morremos aí, encontramos formas de nos defender e sublimar a dor. E uma dor sublimada é perfeitamente suportável, quando o tempo já nos auxiliou a reviver a experiência em termos de "passado". Claro que ficam sempre as tais sequelas, mas acaba por se aprender a viver com isso. Nós somos seres com uma enorme capacidade de adaptação às circunstâncias físicas e psicológicas. É por isso que o nosso estado de espirito é tão valorizável nas doenças crónicas. A médica que me viu na 2ª feira deve ter ficado a pensar que eu era um "monstrozinho" ríspido, exigente e um tanto ou quanto desnorteado, porque eu estava mesmo assim nesse dia.. por isso me receitou o relaxante muscular.... e ficou a pensar que estas cãimbras todas que eu tenho, seriam da "tensão nervosa". Nem valia a pena dizer-lhe que não. é frequente estas cãimbras virem quando estou mais do que relaxada, a fazer poemas, a conversar, a lavar a loiça... quando vou ao hospital e estou realmente tensa, nunca as tenho... e aí é que me dava jeito, para eles verem como ficam as minha mãos. Ficam tão torcidas que é impossível imitar.
Depois diz como correu a consulta. . O melhor é dizeres aqui mesmo. A cx de correio continua "maluca" e eu não me importo nada de cavaquear um bocadinho nos comentários.
Beijinho!
De António a 17 de Setembro de 2008 às 17:04
Mais uma vez me desculpe. Deve certamente ser uma história incrível. Deduzi, e mal, que tivesse sido recente. Obviamente não vou pedir que me relate o sucedido até porque adivinhe que não goste de falar muito nisso.

Um enorme abraço para si
De poetaporkedeusker a 17 de Setembro de 2008 às 21:04
Não Poeta, ultimamente não tenho morrido muito... a última vez foi em Maio de 1989. Sabe, eu já descrevi tudo no soneto, mas não me custa voltar a descrever. Entrei em morte clínica por choque hipovolémico na Magalhães Coutinho e , uma vez que o monitorizador estava avariado, só fui ressuscitada" em S. José. Agora vou com os cachorros à rua. Depois continuo, se achar por bem.
Abraço!
De adnirolfpa a 17 de Setembro de 2008 às 15:24
ai tanta dor e magoa..........
o menino-de-ti estará sempre em ti....
e acredita ele participa em toda a tua inspiração....
voltaste..... e voltaste envolta em luz.
Beijo enorme e abraçado
De poetaporkedeusker a 17 de Setembro de 2008 às 15:50
Pois voltei. E a dor já é muito suportável e houve sequelas a nível de alguma amnésia lacunar e sobretudo, em termos de desagregação familiar, mas sobrevive-se àquilo que nos parece impensável e continua-se conforme se pode, sempre a tentar sublimar aquilo que nos doeu mais. Foi ssim que nasceu "La Femme qui Peint l`Enfant Éternel". Foi assim que nasceram os meus quadros todos, muito provavelmente.
Tu sabes como é.
Um grande abraço, Flor.
De Joanina a 17 de Setembro de 2008 às 17:10
Poeta, afinal sempre "saiu" mais um soneto, e lindíssimo por sinal!... Eu sabia que a fonte não se tinha esgotado.
Bj da Jo
De poetaporkedeusker a 17 de Setembro de 2008 às 23:53
Tens razão, Jo. A fonte não se esgota... eu é que ando um bocado esgotada... ;) Nasceram mais dois agora mesmo, mas ficam para amanhã. Desculpa não te ter visitado ainda, mas a cx de correio avariada leva-me tanto tempo em tentativas de abertura que não me sobra tempo nenhum para visitas. Suponho que o Martim ainda não esteja a 100%, ou já me terias dado a novidade... se ele conseguir estar 24 horas sem nenhuma crise, já é um óptimo sinal. Esperemos que sim.
Um grande abraço!
De Vitor a 17 de Setembro de 2008 às 17:37
Maria:

Voltei para que caso não haja inconveniente me ajudar. É que já tentei por várias vezes comentar o blogue da sua amiga Velucia,e pura e simplesmente não consigo nem ver o meu comentário, nem obter fio de back.
Se for o caso de o blogue estar condicionado, e só aparecer o comentário se ela muito bem entender, o.k., fico-me por aqui. Se alguma falha da minha parte de informática for, me diga o que fazer!

Desculpe o incómodo!

Abraço.
De poetaporkedeusker a 18 de Setembro de 2008 às 00:23
Ai, Vitor! Que confusão! Tanto quanto lhe sei dizer a Velucia tem um perfil privado, por isso é provável que os comentários estejam condicionados. Os comentários que tinham desaparecido voltaram a aparecer... eu hoje, nãosei porquê, apostaa mais nas falhas do sapinho do que nas minhas ou nas suas...
Um abraço!
De linhaseletras a 17 de Setembro de 2008 às 22:56
Lindo soneto, minha amiga, eu já o li e reli várias vezes, e sempre me arrepio, porque é tão natural e transmite tanta dor, e como já li um pouco da sua história, as lágrimas vieram-me aos olhos várias vezes.
E mais uma vez se prova que o sofrimento dá sempre bons poemas.
Se o numero três da coroa tem esta força nem quero imaginar os que vêm a seguir.
Um abraço e até amanhã
De poetaporkedeusker a 18 de Setembro de 2008 às 00:35
Boa noite minha amiga.Talvez estes três sonetos pareçam mais tristes, porque falam de perdas reais. Os dois que nasceram a seguir correspondem mais a uma imagem de força e fraqueza tipicamente humanas. Eu sei porque nasceram há bocadinho. Nem sei como vão ser os outros, mas giram todos em torno do meu percurso de vida. Desculpe esta minha ausência, mas este sapinho está cada vez mais doidinho e a cx de correio continua a só abrir quando lhe apetece.
Um abraço!

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