.UM BLOG SOBRE SONETO CLÁSSICO

Da autoria de Maria João Brito de Sousa, sócia nº 88 da Associação Portuguesa de Poetas, Membro Efectivo da Academia Virtual Sala dos Poetas e Escritores - AVSPE -, Membro da Academia Virtual de Letras (AVL) e autora no Portal CEN, escrito num portátil gentilmente oferecido pelos seus leitores. ...porque os poemas nascem, alimentam-se, crescem, reproduzem-se e (por vezes...) não morrem.
Sexta-feira, 3 de Outubro de 2014

NOUTRO DIA QUALQUER...

 

 

(Soneto em decassílabo heróico)

 

Noutro dia qualquer talvez vos diga

Das razões de um poema aprisionado

Na trincheira do sonho em que se abriga

Quando se sente vão, velho e cansado...

 

Mistérios do poema... quem lhes liga?

Quem pode convencê-lo a ser cantado

Se em silêncio se escapa da cantiga

E teima em se manter distanciado?

 

mas, duma fresta aberta em musa antiga,

Sempre posso espreitá-lo e, com cuidado,

Confessar-lhe esta inércia a que me obriga,

 

Mostrar-lhe que escolheu caminho errado!

(… neste vislumbre, aquilo que me intriga,

é vê-lo, embora vivo, assim calado...)

 

 

Maria João Brito de Sousa – 03.10.2014 – 21.21h

 

 

Imagem - Azenhas, Amadeo de Sousa Cardoso

 

publicado por poetaporkedeusker às 21:51
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64 comentários:
De poetazarolho a 4 de Outubro de 2014 às 08:26
Mas falará...
De poetaporkedeusker a 4 de Outubro de 2014 às 15:08
... baixinho, baixinho, por enquanto...
De poetazarolho a 4 de Outubro de 2014 às 08:26
Chá civilizado.
De poetaporkedeusker a 4 de Outubro de 2014 às 14:32
Vou vê-lo, Poeta!
De heretico a 4 de Outubro de 2014 às 21:45
há poemas assim - cativos! ...

belo teu soneto. e enorme teu talento.

cumpriementos
De poetaporkedeusker a 5 de Outubro de 2014 às 00:38
Obrigada, Heretico!

Irei agora mesmo ao Relógio de Pêndulo, mas continuo sem poder deixar uma única palavra em qualquer blog que não seja do Sapo...

Forte abraço!
De poetazarolho a 6 de Outubro de 2014 às 23:28
“Procura”

Procura nas estrelas
Um arco íris d’amor
P’ra que sejas como elas
Em todo o seu esplendor

Mantem a tonalidade
Desse sorriso com côr
Conserva a tua verdade
Ainda que a queiram depor

Assim mesmo que não chova
Ou as estrelas se apaguem
Num céu escuro como breu

Não haverá quem te demova
Nem fantasmas que estraguem
Esse futuro que é teu.
De poetaporkedeusker a 7 de Outubro de 2014 às 18:25
Procuro e sempre encontrei,
Coerência e dignidade
Que ao poema acrescentei
Sempre que o verso me invade...

Mais não quero... e mais não sei
Que falar-vos da verdade
Que jamais dispensarei
Mesmo quando se me evade,

Mas não quero procurar
Estrelato facilitista
Nem maneira de "brilhar"

Que me tornasse elitista
Ou me ousasse transformar
Numa "diva"... embora artista...

Maria João


Cá vai, muito, muito "a correr" e "mal-acabado", mas com o abraço grande do costume, Poeta!
De poeta_extase a 7 de Outubro de 2014 às 02:40
Bem inspirado soneto!
É a poetisa em seu esplendor ,
um verdadeiro concerto
sempre falando de amor.

Adílio Belmonte,
Belém-PARÁ-BRASIL
De poetaporkedeusker a 7 de Outubro de 2014 às 12:14
Obrigada pelas suas simpáticas palavras, Adílio!

Fraterno abraço!
De poetazarolho a 7 de Outubro de 2014 às 23:15
“Pa ciência”

A política foi vendida
Ao poder do capital
Sociedade está ferida
Por isso se vive mal

Políticos já não decidem
Aquilo que está p'ra vir
São esses que nos agridem
De tanto nos extorquir

Mas o futuro é ciência
Descobriu um visionário
Ou seria um cientista

Já não temos paciência
P'ra tanto salafrário
Nem tanto malabarista.

Prof Eta
De poetaporkedeusker a 8 de Outubro de 2014 às 14:42
Sem paciência... nem tempo...


Sou grande fã da Ciência
- não da cientologia!!! -
Mas já não tenho paciência
Para tanta teoria,

Para cultos da aparência
Ou pr`á vã filosofia
Que divirja duma essência
A bem de uma minoria...

Aos grandes malabaristas,
Cansei-me de os aturar;
Juram mil coisas previstas,

Não se cansam de jurar
Nem de tentar "dar nas vistas"
Pr`a subirem de lugar...


Maria João

Cá vai, Poeta, com o meu abraço!



De poetazarolho a 8 de Outubro de 2014 às 05:34
Chá transborda.
De poetaporkedeusker a 8 de Outubro de 2014 às 14:08
O Chá acordou muito cedinho

Vou vê-lo, Poeta!
De poetazarolho a 8 de Outubro de 2014 às 23:04
É verdade, passei o dia com sono.
De poetaporkedeusker a 8 de Outubro de 2014 às 23:24
... também tenho dormido muito pouco... as cãibras não são a mais confortável das camas...
De poetazarolho a 8 de Outubro de 2014 às 23:03
“Não ser”

Tenho plena consciência
Da inconsciência em mim
Vocês tenham paciência
Por me aturarem assim

Quer eu seja ou nem tanto
Ou possa mesmo nem ser
Posso ser no entretanto
Aquilo que eu quiser

Agora vou meditar
Neste estado metafísico
E não enjeito opinião

Se me a quiserem dar
Ser ou não ser é físico
Mas não ser é a questão.
De poetaporkedeusker a 8 de Outubro de 2014 às 23:21
Não terei mil qualidades
Mas, algumas, sei que tenho;
Não faço grandes maldades,
Tenho jeito pr`a desenho,

Não "embarco" em "caridades",
- mas aos outros não desdenho... -
E se sei das novidades,
Não lembro as coisas de antanho...

Do "não ser", não trago novas,
Mas sei "não ser" coisas tantas
Que me recuso a dar provas

E, se as tuas razões cantas,
Eu prefiro abrir as covas
E enrolar-me em velhas mantas...

M. João

Ai, Poeta, rsrsrsrs... este saiu mesmo à martelada, coitadinho dele...
Abraço grande!
De poetazarolho a 9 de Outubro de 2014 às 07:04
Chá infinito.
De poetaporkedeusker a 9 de Outubro de 2014 às 13:05
Vou vê-lo, Poeta!
De Peter a 9 de Outubro de 2014 às 11:55
Buon giorno poetisa , quanto tempo fa che non la trovavo!!!!!
Que prazer encontra-la em plena forma!!!!Viva!!!!
Não sei se já viu estamos enfim juntos num livro da Minerva.
Parabens!!!Como não há trabalho em Portugal,vou andando pelo mundo!
Ciao.
De poetaporkedeusker a 9 de Outubro de 2014 às 13:10
Peter!!!

Sei que sim, mas não pude ir ao lançamento e ainda nem sequer finalizei o pagamento... vou ter de entrar rapidamente em contacto com a Minerva e tentar que me enviem, via CTT, a colectânea.
A minha disponibilidade física cada vez deixa mais a desejar, meu amigo...

Vou matar saudades dos seus sonetos, agora mesmo.

Ciao!

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