.UM BLOG SOBRE SONETO CLÁSSICO

Da autoria de Maria João Brito de Sousa, sócia nº 88 da Associação Portuguesa de Poetas, Membro Efectivo da Academia Virtual Sala dos Poetas e Escritores - AVSPE -, Membro da Academia Virtual de Letras (AVL) e autora no Portal CEN, escrito num portátil gentilmente oferecido pelos seus leitores. ...porque os poemas nascem, alimentam-se, crescem, reproduzem-se e (por vezes...) não morrem.
Quarta-feira, 8 de Janeiro de 2014

SONETO A UM NOVO/ANTIGO SONHO

 

(Em decassílabo heróico)

 


Eu trago um sonho antigo, omnipresente,
Como um grito vermelho no meu peito
Erguido contra a voz, que nunca aceito,
De quem a torna infame ou prepotente!

Mais alto elevo o sonho transparente,
Mais longe o levo intacto e sem defeito,
E é com el` que partilho o duro leito
Que cabe a quem não sonha impunemente…

Razões? Há tantas mil pr`a tê-lo aceso
E tantas mais crescendo, a dar-lhes peso,
Se ousamos ver a crua realidade

De quem já descobriu, mesmo indefeso,
Que um sonho, se for livre, é morto ou preso
Tão só porque evocava a liberdade!

 

 

 

Maria João Brito de Sousa – 04.01.2014 – 18.16h

 

Reprodução de uma tela de Júlio (nome artístico de Júlio dos Reis Pereira, irmão de José Régio)

sinto-me :
publicado por poetaporkedeusker às 15:04
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|
53 comentários:
De jabeiteslp a 8 de Janeiro de 2014 às 15:44
Sem mais
E viva a liberdade

e como vais tu Senhora das Letras ?

Um xoxo enorme de aqui dos calhaus
De poetaporkedeusker a 8 de Janeiro de 2014 às 15:53
E viva a Liberdade!!!

Nem queiras saber como eu vou... é melhor nem tentar explicar!

A minha sobrevivência já tem qualquer coisinha de surrealista, só te digo...


Feliz tarde, Anjo!
De jabeiteslp a 8 de Janeiro de 2014 às 16:07
Coragem
é o que posso desejar...não imaginava

Feliz tarde
De poetaporkedeusker a 8 de Janeiro de 2014 às 16:41
... mas olha que é mesmo verdade; Anjo!
De jabeiteslp a 8 de Janeiro de 2014 às 20:58

De jabeiteslp a 8 de Janeiro de 2014 às 20:59

Acho que vou apanhar uma borracheira
De poetaporkedeusker a 10 de Janeiro de 2014 às 21:05
Credo, Anjo! Não o faças por isto...

Desculpa ainda te não ter respondido aqui, mas nem imaginas o estado em que tenho tudo...


Feliz noite e um bom fim de semana!
De jabeiteslp a 11 de Janeiro de 2014 às 10:50
Bom fim de semana
De poetaporkedeusker a 11 de Janeiro de 2014 às 13:58
Bom fim de semana, Anjo!
De jabeiteslp a 8 de Janeiro de 2014 às 20:55
não imaginava

feliz noite por assim dizer
De poetazarolho a 8 de Janeiro de 2014 às 21:17
“Escravizados”

Escravo do pensamento
Pelo medo assim tolhido
O pensar leva-o o vento
E o medo fica escondido

Em tempo de escravatura
Sem grilhetas a prender
Há uma prisão que perdura
Onde tentas sobreviver

Mas o medo é mais forte
Em escravo te transformou
Fez-te refém da ansiedade

Teu azar constitui a sorte
De quem te escravizou
Sob a lei da liberdade.
De poetaporkedeusker a 9 de Janeiro de 2014 às 12:36
Basta!!!


Pr`a escravidão caminhamos,
Tanta vez sem darmos conta
De deixar nas mãos dos "amos"
Razões pr`a tão extrema afronta...

O pior é que, em verdade,
Com verdades nos enganam
Pois "encenam" liberdade
Quando. em verdade, nos tramam....

Chega! Basta! Está na hora
De ir derrubando o poder,
De o lançar daqui pr`a fora!

Já nos basta de demora
E é tempo de o perceber;
Capitalismo DEVORA!!!


Maria João



Consegui, Poeta! Não vejo metade do ecrã... ando para aqui às "apalpadelas", mas acho que consegui!!! Abraço grande!!!!

De poetazarolho a 8 de Janeiro de 2014 às 21:35
Padrinho na ponte.
De poetaporkedeusker a 10 de Janeiro de 2014 às 21:06
Lá vou, Poeta!
De poetazarolho a 9 de Janeiro de 2014 às 07:19
Chá austero.
De poetaporkedeusker a 9 de Janeiro de 2014 às 12:08
... vou tentar ir ao Chá, Poeta! Isto está tudo meio avariado...
De jabeiteslp a 9 de Janeiro de 2014 às 21:19

Feliz noite
De poetaporkedeusker a 10 de Janeiro de 2014 às 13:05
Feliz sexta feira, Anjo!


Ehehehehe... são quase caricatas, as condições em que estou a tentar responder-vos... o que vale é que até me dá vontade de rir...
De heretico a 9 de Janeiro de 2014 às 21:37
"poesia, Liberdade livre..."

gostei muito

beijo
De poetaporkedeusker a 10 de Janeiro de 2014 às 13:11
Obrigada, Heretico!


Ainda nem levei este Novo/Antigo Sonho para o Pequenas Utopias... é quase impossível "manobrar" nas condições em que me encontro... nem imagina! Mas vai-me dando para rir, de tal forma o "quadro" me parece caricato... vou até aí, se "isto" me deixar...
De poetazarolho a 9 de Janeiro de 2014 às 23:05
“O nosso filme”

Sim resistir é preciso
E vencer ou perder
O inferno ou o paraíso
Da luta podem nascer

Mas não do imobilismo
Causa raíz do problema
Que nos leva do abismo
Para a tela de cinema

Com argumento esgotado
Actores dum cinzentismo
Numa teia de cinismo

Neste filme enevoado
Foi um êxito a produção
Parabéns à realização.

Prof Eta
De poetaporkedeusker a 10 de Janeiro de 2014 às 14:03
Filme com vida própria, contra a vontade do guionista...


Se for filme, é de terror!
Já a tela se prepara
Para expor todo o rigor
Duma encenação tão rara...

Vem, da cena, o produtor,
Pr`a tentar tornar mais clara
A explicação do clamor
Com que o filme se depara

Mas, pr`a seu profundo horror,
Vê que a cena já não pára;
Não há quem salve o actor

E, assim que essa acção dispara,
Em vez de um beijo de amor,
Filmam-se os heróis sem cara...


Maria João


Ai, Poeta... isto saiu-me um tanto ou quanto tétrico... mas que foi espontâneo, foi... e até pode fazer algum sentido, quando devidamente contextualizado...

Aqui vai, com um abraço grande!



De poetazarolho a 10 de Janeiro de 2014 às 07:18
Chá saturado.
De poetaporkedeusker a 10 de Janeiro de 2014 às 12:49
Eheheheh... estamos todos... ou quase todos... vou tentar vê-lo, Poeta!
De poetazarolho a 11 de Janeiro de 2014 às 06:38
Chá cautelar.
De poetaporkedeusker a 11 de Janeiro de 2014 às 14:06
Vou ver se consigo lá chegar... o ecrã tremelica tanto que parece estar com uma crise de paludismo...
De poetazarolho a 12 de Janeiro de 2014 às 03:16
“Estatística do amor”

O INE vai publicar
A estatística do amor
Pr’a podermos comparar
Com a face do terror

Da economia à solta
Que mata a vida humana
Será que o amor volta
À nossa vida mundana

Ou seguimos a direcção
Que tem sido apontada
Persistindo na destruição

Donde não sobrará nada
Aguardemos a conclusão
Em breve será publicada.
De poetaporkedeusker a 12 de Janeiro de 2014 às 12:07
Equacionando a informação...

Nunca eu pude imaginar
Que o amor fosse passível
De à estatística passar
Pr`a tornar-se mais credível

Nem jamais imaginei
Podê-lo quantificar...
Ou sou eu que nada sei,
Ou os dados vão falhar...

Mas que grande confusão
Que agora me vão fazendo
As coisas quantificáveis!

`Inda chego à conclusão
Que é melhor ir-me entretendo
Com as velhas "variáveis"...


Maria João


Aqui vai, com o abraço do costume, Poeta. Ando, muito honestamente, a pensar que sou demasiado ignorante para tentar ter opiniões concretas sobre determinadas coisas... e tenho pouca, ou nenhuma, articulação com as realidades vividas no dia a dia, em termos sociais... e sócio laborais...



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