.UM BLOG SOBRE SONETO CLÁSSICO

Da autoria de Maria João Brito de Sousa, sócia nº 88 da Associação Portuguesa de Poetas, Membro Efectivo da Academia Virtual Sala dos Poetas e Escritores - AVSPE -, Membro da Academia Virtual de Letras (AVL) e autora no Portal CEN, escrito num portátil gentilmente oferecido pelos seus leitores. ...porque os poemas nascem, alimentam-se, crescem, reproduzem-se e (por vezes...) não morrem.
Segunda-feira, 28 de Outubro de 2013

1º PRÉMIO, NA CATEGORIA DE SONETO, DOS XXI JOGOS FLORAIS DE OUTONO - MONFORTE, 2013

 

 

SONETO EM DECASSÍLABO HERÓICO

 

Noites Cálidas, de estio…

 

Quando uma noite cálida se estende,

Tão suavemente, à luz da vela acesa,

No linho já estendido sobre a mesa

E, viva, essoutra chama em nós se acende

 

Crescendo num fulgor que se não rende

Pois vem duma alquimia que a beleza

Concede se munida da certeza

De uma força interior que se não vende,

 

Então surge o poema, esse indomado,

Como filho que em nós fosse gerado

Por cópula lunar de anjo bravio

 

Ou beijo pressentido e tresloucado

De alguém que nos tivesse abençoado  

Com estro que emulasse ardor de estio…



 

Marianita Rocha (pseudónimo)


Maria João Brito de Sousa - 2013

 

 

 

sinto-me :
publicado por poetaporkedeusker às 23:37
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|
55 comentários:
De poetazarolho a 29 de Outubro de 2013 às 06:44
Chá amputado.
De poetaporkedeusker a 29 de Outubro de 2013 às 12:48
Pobre Chá... vou vê-lo!
De poetazarolho a 29 de Outubro de 2013 às 21:30
“Nova idade”

Agora a idade média
É a grande sensação
Pois li na enciclopédia
Qu’estamos em evolução

Vai cair o nosso império
Vai dar-se uma migração
E pr’adensar o mistério
Muitos outros nascerão

Será o renascer das cinzas
Libertando novas culturas
Corpo e alma da revolução

Não choremos as ora findas
Porque das velhas agruras
Novas esperanças brotarão.
De poetazarolho a 29 de Outubro de 2013 às 21:33
Father and Son on the bridge.
De poetazarolho a 30 de Outubro de 2013 às 07:18
Chá salgado.
De poetaporkedeusker a 30 de Outubro de 2013 às 08:54
Vou lá num pulinho, antes de sair...
De poetazarolho a 30 de Outubro de 2013 às 23:39
“Quando os lóbis uivam”

Um estado melhor
Pois pior não pode ser
Mas seja lá o que fôr
É preciso empobrecer

Quando os lóbis uivam
O país cai de joelhos
Há horizontes que turvam
Roubam-se novos e velhos

Aos velhos são os tostões
Aos novos é a esperança
Este é o nosso guião

Num tempo sem ilusões
É necessária perseverança
Pr’a dizer este futuro não.

Prof Eta
De poetaporkedeusker a 30 de Outubro de 2013 às 23:51
"Barulhinhos de fundo..."


Os lobbies fazem "barulhos"
Que só trazem confusão;
Uns, só nos trazem engulhos,
Outros... pura tentação!

É o que já conhecemos
Por "ruídinhos de fundo"
Em que, à vezes, nos perdemos
Dos contextos deste mundo...

Mas, deixando-nos guiar
Pela voz que nos norteia
Sempre rumo aos nossos sonhos,

Funcionamos com "radar";
Nem quando "a coisa" está feia
Nos mostramos mais tristonhos!


Maria João


A correr, a correr, envio o meu abraço, Poeta!

De poetazarolho a 31 de Outubro de 2013 às 07:10
Guião do chá.
De poetaporkedeusker a 31 de Outubro de 2013 às 12:03
Um Chá com guião???

Não estou mesmo nada bem, Poeta... nada, nada. O medicamento que me deram ontem, não me está a ajudar nada...
De poetazarolho a 1 de Novembro de 2013 às 00:20
“Chuva vermelha”

Esta é a greve de fome
Espelho duma revolta
De gente que não come
É a pobreza que volta

Esta é a greve de vida
Espelho da má sorte
Porque estava decidida
Pr’a esta gente a morte

Erguem-se valores assim
Em tempos excepcionais
Foi a morte da revolução

Para esta gente é o fim
Longa vida aos metais
Esses não mais morrerão.
De poetaporkedeusker a 2 de Novembro de 2013 às 14:30
A triste realidade
Duma "cabala" engendrada
Pelo capital que invade
Esta nossa "barricada"...

Não sabem que mais fazer
Para dar cabo de nós
Que recusamos ceder,
Que não calamos a voz!

Cada vez mais dependentes,
Cada vez mais despojados,
Sem ter pão, sem ter saúde,

Arreganhamos os dentes
Aos que já foram comprados
Por int`resse e sem virtude!


M. João


Cá vai, muito, muito "a correr" porque estou mesmo a precisar de me deitar um pouco. Abraço!
De poetazarolho a 1 de Novembro de 2013 às 00:21
CANTE DO AVÔ CANTIGAS

A REFORMA DO ESTADO

Eis a Reforma do Estado
Que ocorreu por invalidez,
Não do que foi reformado,
Mas daquele que a fez

Por ter nascido aleijado
E governar ao invés
Vai ele ser escorraçado
E reformado de vez

P´ro Estado Português
Far-se-á melhor reforma
Mas o governo burguês

Sem reforma ao fim do mês
Vai-se embora e já não torna
Porque enganou o freguês.

Eduardo
De poetaporkedeusker a 2 de Novembro de 2013 às 14:59
Com tudo irei concordar
Que o governo-pau-mandado
Já nem se dá ao cuidado
De "cobrir-se" e disfarçar

Não vou, portanto, calar,
Apesar do grande enfado,
Que ele, só tendo desgraçado,
Mais nos tenta desgraçar!

No triste estado em que estou,
Numas rimas, muito à pressa,
Logo a "fonte" se esgotou...

Quem criou quanto criou
Tem de ir dormir mas confessa
Que, do seu, muito gostou!!!


Maria João


Grata por este oportuníssimo sonetilho! Respondi muito à pressa porque estou mesmo a piorar e preciso de me deitar com urgência... abraço grande para vós!

De poetazarolho a 1 de Novembro de 2013 às 06:56
Chá em viragem.
De poetaporkedeusker a 1 de Novembro de 2013 às 09:55
Vou vê-lo, Poeta!
De poetazarolho a 2 de Novembro de 2013 às 08:39
Chá indigesto.
De poetaporkedeusker a 2 de Novembro de 2013 às 11:47
Poeta, peço desculpa por não ter conseguido, sequer, responder-lhe ontem... hoje, provavelmente, também não... mas vou ao Chá!

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