.UM BLOG SOBRE SONETO CLÁSSICO

Da autoria de Maria João Brito de Sousa, sócia nº 88 da Associação Portuguesa de Poetas, Membro Efectivo da Academia Virtual Sala dos Poetas e Escritores - AVSPE -, Membro da Academia Virtual de Letras (AVL) e autora no Portal CEN, escrito num portátil gentilmente oferecido pelos seus leitores. ...porque os poemas nascem, alimentam-se, crescem, reproduzem-se e (por vezes...) não morrem.
Quarta-feira, 25 de Setembro de 2013

SONETO "PANFLETÁRIO"

APELO AO VOTO

 

Soneto assumidamente panfletário, partidário, utilitário e, na opinião da autora, necessário…

(Em decassílabo heróico)


Há pobres, infelizes criaturas
Que, sem vontade própria, se norteiam
Por teorias de outros que as odeiam
E, à má-fila, promovem ditaduras

De elites que apregoam falsas curas,
De eleitos que a si próprios se nomeiam
E “neutros” que o não sabem, mas falseiam
O sentido da Luta em vãs loucuras…

Atentem à mentira, quando alastra!
A nós, essa perfídia não nos castra
E o voto, a duras penas conquistado,

Há-de fazer tremer a corja “rasca”
Que, ao dividir-nos, tanto nos atasca
Em dúbias “jogatinas de mercado”!



Maria João Brito de Sousa – 22.09.2013 – 21.00h

(Em reedição, mais uma vez inevitavelmente reformulado a 14.06.2015)

 

sinto-me :
publicado por poetaporkedeusker às 14:42
link do post | "poete" também! | favorito
|
81 comentários:
De poetazarolho a 26 de Setembro de 2013 às 00:31
“Faça favor”

As incorrecções factuais
Minaram a confiança
O povo não dança mais
Pr’á elite continua a dança

Porque gastámos demais
É hora de empobrecer
Hora de plantar quintais
Pr’a ter algo que comer

Em Bruxelas há lagosta
Pr’á óptima degustação
Mas não do pobre coitado

Aquilo é só pr’a quem gosta
São pagas por esta nação
Faça favor senhor deputado.

Prof Eta
De poetaporkedeusker a 26 de Setembro de 2013 às 12:49
Aos que por lá vão lutando pelo povo Português
(sem favor nenhum!)

Conheço alguns deputados
Que estão lá para servir,
Mas nós, "enressaibiados"
Nem sabemos distinguir

Os que são mesmo culpados
E estão lá para mentir
Dos que, bem organizados,
Jamais hão-de desistir!

Lançar todos num só saco,
Não será nada prudente
E só serve o capital

Por isso este "taco-a-taco"
É postura inteligente
Que esclarece e não faz mal!


Maria João

Poeta, cá vai, com o meu abraço, a minha parte do nosso "taco-a-taco"!

De poetazarolho a 26 de Setembro de 2013 às 07:32
Chá nulo.
De poetaporkedeusker a 26 de Setembro de 2013 às 12:12
Pobre Chá... ficou como o nosso poder de compra, eheheh... vou vê-lo!
De poetazarolho a 26 de Setembro de 2013 às 22:33
Another brick inthe bridge.
De poetaporkedeusker a 27 de Setembro de 2013 às 14:07
... lá vou, Poeta, lá vou!
De poetazarolho a 26 de Setembro de 2013 às 22:36
“Outros clarões”

E se não encontro nada
Continuo o meu caminho
Não afrouxo a passada
Sei que não estou sozinho

Escuto a noite cantada
Recebo algum carinho
Ao som duma guitarrada
Detenho-me um bocadinho

Observo esses clarões
Que da noite se apoderam
Mas não sinto temor

São assim alguns serões
Onde as rosas imperam
Onde impera o amor.
De poetaporkedeusker a 27 de Setembro de 2013 às 14:05
"Percurso..."


E nesse "império de rosas"
Com mil clarões por cenário,
O escritor, de verso ou prosas,
Sem temer um adversário,

Tem ideias vigorosas,
Ruma em sentido contrário
Às corredeiras pr`igosas
E lá cumpre o seu "fadário"!

Há quem chame "teimosia"
Ao que eu penso ser "vontade"
E uma imensa "mais-valia"

Pr`a quem "gravou", dia a dia,
Com franqueza e com verdade,
O melhor que em si havia...

Maria João


Abraço grande, Poeta!
De poetazarolho a 27 de Setembro de 2013 às 07:29
O chá não sabe.
De poetaporkedeusker a 27 de Setembro de 2013 às 13:40
... e eu, se calhar, também não... mas vou ver!
De poetazarolho a 27 de Setembro de 2013 às 22:09
“A ver estrelas”

Se no mesmo saco estão
É por não ver resultado
Dessa suposta produção
De tanto senhor deputado

Vejo é muita corrupção
Que grassa por tod’o lado
À custa duma nação
Cujo povo é esforçado

E a quem fazem menção
Sempre que emigrado
Mas aqui suporta o fado

Sem a justa retribuição
Ainda se vê mais roubado
Mesmo após reformado.

Prof Eta
De poetaporkedeusker a 28 de Setembro de 2013 às 00:27


Neste preciso momento
Entra em vigor uma lei
Que exige que eu tenha tento,
Portanto... nada direi

Sobre o sentido do voto
Nem sobre o "voto sentido",
Mas o poema - maroto! -
Quer pôr-se a tomar partido...

Cala a boca, Joãozinha!
Cala-te ou serás "multada"!
Agora - que sorte a minha! -

fico muito caladinha
Sem dizer nada de nada...
Ou então... falo sozinha!



Maria João


Muito caladinha, sem manifestar qualquer intenção de voto, aqui vai o meu silencioso abraço, Poeta!
De poetazarolho a 27 de Setembro de 2013 às 22:31
Estranhos na ponte.
De poetaporkedeusker a 28 de Setembro de 2013 às 11:48
Ups... vou vê-los!
De poeta_extase a 28 de Setembro de 2013 às 03:07

LIVRES, MAS CERCADOS

E nós aqui no Brasil, também cercados,
Numa democracia simulada
Com o voto do povo nos mercados,
Diante de uma máfia bem elaborada.

Caminhamos ao som de bravatas
Ditadas por homens sem qualquer ética,
Os quais ostentam mui belas gravatas
E deixam o povo em curta dialética.

Será que o Brasil ainda é colônia,
Subordinado ainda ao velho Portugal
Ou a vários monstros que aqui habitam?

Então, vivemos também numa infâmia,
Ameaçados por um estranho punhal,
Arma a políticos que aqui militam.

De poetaporkedeusker a 28 de Setembro de 2013 às 12:11
Brasil e Portugal, povos irmãos
Na estranha luta contra o capital,
Abraçados; de um lado Portugal
E do outro o Brasil, unindo as mãos!




E, sem tempo para me alongar muito mais, fico-me por esta estrofe, agradecendo muito o soneto com que fez o favor de brindar o meu blog, Adílio Belmonte!

O meu fraterno abraço!


Maria João
De poetazarolho a 28 de Setembro de 2013 às 07:42
Chá interroga-se.
De poetaporkedeusker a 28 de Setembro de 2013 às 11:40
Também me acontece...
De poetazarolho a 28 de Setembro de 2013 às 23:21
“Livre prisioneiro”

A liberdade nesta vida
É coisa do outro mundo
Raro por nós decidida
Presos a cada segundo

Àquilo que não temos
Mas representa felicidade
Não temos entristecemos
Sermos não é prioridade

Nesta gaiola dourada
Que nos rouba a liberdade
Ser ou não ser não é questão

Mas o ter não vale nada
Ilusão desta sociedade
Que se transforma em prisão.
De poetaporkedeusker a 28 de Setembro de 2013 às 23:43


Já nada tem de "doirada"
A estranha e cruel "gaiola"
Cada vez mais "apertada"
Em que a noss`alma s`atola...

Sociedade organizada
Em função de quem mais tem,
Nunca nos serviu pr`a nada,
Só serve interesses de "alguém"...

É forçoso que forcemos
Os portões desta prisão
(... e amanhã é um bom dia!)


E pr`a tanto nos juntemos
Pois só dessa comunhão
É que a coisa se faria...


Maria João


Aqui vai... horrível porque estou cheia de pressa e sem inspiração nenhuma... abraço, Poeta!

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