.UM BLOG SOBRE SONETO CLÁSSICO

Da autoria de Maria João Brito de Sousa, sócia nº 88 da Associação Portuguesa de Poetas, Membro Efectivo da Academia Virtual Sala dos Poetas e Escritores - AVSPE -, Membro da Academia Virtual de Letras (AVL) e autora no Portal CEN, escrito num portátil gentilmente oferecido pelos seus leitores. ...porque os poemas nascem, alimentam-se, crescem, reproduzem-se e (por vezes...) não morrem.
Segunda-feira, 16 de Setembro de 2013

PEQUENAS SUBVERSÕES A UM INEVITÁVEL PÔR DO SOL

 

(Em decassílabo heróico)

 

 

 

Solto esta voz que invade o meu poema,

Que chega não sei de onde e não sei quando,

E entrego-lhe a palavra que, voando,

Despreza a rigidez de forma e tema,

 

Pois só brota se, livre e sem problema

Na condição de impor-se, ir-se espraiando,

O grito que lançar for conquistando

Batalhas que engendrou contra um sistema.

 

Depois… fica o poema, vai-se o “mago”

Que, ao mergulhar no mar do que em mim trago,

Promete só voltar quando entender

 

E resta-me este fundo e calmo lago,

Tão perceptível quanto um vago afago,

Confirmando o que a aurora ousou esconder…

 

 

 

 

Maria João Brito de Sousa – 15.09.2013 – 20.35h

sinto-me :
tags:
publicado por poetaporkedeusker às 14:16
link do post | "poete" também! | favorito
|
12 comentários:
De golimix a 16 de Setembro de 2013 às 18:28
Resta-nos o calmo lago...
Mas sinto falta dos gritos de outrora!
De poetaporkedeusker a 16 de Setembro de 2013 às 18:36
Eheheheh... eu nunca fui "de gritos"... mas sinto falta da minha rica mobilidade, isso sinto... e da força muscular... e da destreza manual... e da capacidade de preensão de objectos... tenho amigas com uns bons aninhos a mais do que eu que, muito embora queixando-se, têm uma força e uma mobilidade muito visivelmente superiores às que eu vou tendo, Golimix...


Beijinho!
De golimix a 17 de Setembro de 2013 às 09:08
Não precisamos de gritar com a garganta, com as palavras e actos também serve!

De poetaporkedeusker a 17 de Setembro de 2013 às 23:21
... pois... lá isso é verdade!
De poetazarolho a 16 de Setembro de 2013 às 21:15
“Queijo fresco”

Há o sal e apimenta
Queijo fresco também
A tertúlia já fermenta
O tintinho corre bem

Só falta o condicional
Para temperar esta vida
A antiga forma verbal
Parece que foi esquecida

Mas vamos apelar ao verbo
Para não se deixar morrer
Ou estaremos mais pobres

Vamos consultar o acervo
Por forma a não esquecer
Essas escritas mais nobres.

Prof Eta
De poetaporkedeusker a 17 de Setembro de 2013 às 20:01
Ahahahahah!!!

Ai, Poeta, que estou mesmo sem tempo!!!


Já de tertúlia "no forno",
Preparando o ambiente;
"Falta aqui algum adorno?
Será que vem muita gente?"

Mas, pondo os pés sobre a terra,
Afasto o estranho feitiço,
Vejo o que a despensa encerra
E... já não tenho chouriço!!!

Que pobrezinha vai ser
A minha contribuição!!!
Nem sequer vinho, a valer,

Existe nesta despensa!!!
(Na caneca, em minha mão,
Quente, o chá marca presença...)


Maria João




Abraço grande!!!


De poetazarolho a 16 de Setembro de 2013 às 21:22
Outono na ponte.
De poeta_extase a 17 de Setembro de 2013 às 03:59
Poema heróico nos quartetos e tercetos,
Verdadeira e sonhada obra-prima
Que emociona em todos os textos,
Por isso a poesia sempre me anima.

ADÍLIO BELMONTE,
Belém-PARÁ-BRASIL
De poetaporkedeusker a 17 de Setembro de 2013 às 23:19
Amigo Adílio, acabo de publicar um "soneto de coda".
É um tipo de soneto que eu ainda nem conhecia, até me ser "apresentado", no Facebook, por um amigo, Frassino Machado, e se caracteriza por um terceto a mais, no final. Talvez se interesse pela modalidade. Neste momento já encontrei alguma coisa sobre ele... ainda não tive tempo de ler bem, mas vi que foi usado por Cervantes e Drummond de Andrade...

Obrigada por poetar no meu blog!

De poetazarolho a 17 de Setembro de 2013 às 06:37
Chá a côres.
De poetaporkedeusker a 17 de Setembro de 2013 às 23:22
Vou tentar ir ao Chá!
De poetazarolho a 17 de Setembro de 2013 às 21:11
“Voar”

Salto no desconhecido
Desse prisma fascinante
Parece-me ter ouvido
Uma batida exuberante

DJ Ride prometido
Em que nada é constante
Se o salto foi cumprido
Tudo fica a montante

Muitos saltos faltarão
Pr’a atingir algo diferente
À origem voltarão

Depois de abrir a mente
E só alguns voarão
Saltar não é suficiente.

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