.UM BLOG SOBRE SONETO CLÁSSICO

Da autoria de Maria João Brito de Sousa, sócia nº 88 da Associação Portuguesa de Poetas, Membro Efectivo da Academia Virtual Sala dos Poetas e Escritores - AVSPE -, Membro da Academia Virtual de Letras (AVL) e autora no Portal CEN, escrito num portátil gentilmente oferecido pelos seus leitores. ...porque os poemas nascem, alimentam-se, crescem, reproduzem-se e (por vezes...) não morrem.
Sábado, 10 de Agosto de 2013

SONETO À CONFIRMAÇÃO DE UM DIREITO

Ao martelo. À foice. Àquilo que simbolizam.

 

(Em decassílabo heróico, na oralidade – El(e)El(a))

 

 

El(e) trazia na mão, cobrindo um sonho,

O cabo de um martelo… e martelava,

El(a), um arco incompleto que ceifava

Tão habilmente quanto em verso o exponho

 

Exploração gera dor mas, se o suponho,

Bem mais forte era a dor que se apossava

Dos que da construção, da espiga ou fava,

Cobravam tão-somente um pão tristonho

 

Justo é nunca esquecer quanto devemos,

Do tanto que nos tiram, mas mantemos,

Àqueles que com a vida conquistaram

 

O direito ao tal pão que já mal vemos,

Mas pelo qual sei bem que lutaremos

Como esses que tão caro o pão pagaram!  

 

 

 

 

Maria João Brito de Sousa – 07.08.2013 – 17.19h

sinto-me :
publicado por poetaporkedeusker às 17:07
link do post | "poete" também! | favorito
|
86 comentários:
De poetazarolho a 11 de Agosto de 2013 às 21:43
“Branco mais branco”

Eu escrevo pr’ó mundo
Mas o mundo não me lê
Eles matam num segundo
E já todo o mundo vê

Este mundo sanguinário
Procura a mortandade
Em breve será santuário
Onde jaz a humanidade

E na memória perdida
Da história fabricada
Outra mentira surgirá

Esta causa morticida
Será assim branqueada
Branco mais branco não há.
De poetaporkedeusker a 11 de Agosto de 2013 às 22:29
VERMELHO VIVO


Sempre haverá quem resista,
Quem se afirme com vontade,
Pois só quem nunca desista
Sobrevive à mortandade

Mas há bem que "dar a volta"
E há que mudar este mundo
Onde a mais funda revolta
Gera um clamor tão profundo

Que nem o vento mais forte,
A soprar-nos em desnorte,
Conseguiria igualar

Nem o trovão, ribombando,
Lhe imporia outro comando
Que não o de... avermelhar!


M. João


Um abraço ainda maior, Poeta! Este já tem retroactivos!
De poetazarolho a 11 de Agosto de 2013 às 21:45
GATO POR LEBRE

O Zé muito mais sabido
Aprendeu e manda embora
Qualquer gato escondido
Que tenha o rabo de fora

Com o tempo tem aprendido
E enxota-os sem demora…
Hoje, um mais atrevido
Ponderou e deu o fora

Andava há muito envolvido
Com uma gata sabedora
E, pelo que tenho lido,

Ele, um bicho atrevido,
Gato por lebre, em má hora
A muitos terá vendido.

Eduardo
De poetaporkedeusker a 11 de Agosto de 2013 às 22:41
Para si, amigo Eduardo, reservo a resposta para um dia em que esteja um pouco menos cansada e "desinspirada"... hoje estou a ter um dia particularmente difícil em termos de dores e força física... não posso saber quando ou se virão dias mais "fáceis"... só posso esperar que venham mesmo porque nada está muito suportável... nada! Mantenho, no entanto, o espírito positivo que me costuma caracterizar e... esperemos por um dia menos mau!

O meu abraço para si e Maria dos Anjos!
De poetazarolho a 11 de Agosto de 2013 às 21:50
El Choclo en la ponte.
De poetaporkedeusker a 11 de Agosto de 2013 às 22:42
Vou à Ponte, Poeta!
De poetazarolho a 12 de Agosto de 2013 às 07:15
Chá da manhã.
De poetaporkedeusker a 12 de Agosto de 2013 às 12:08
Já não é manhã... as minhas manhãs desde há muito se esgotam exclusivamente a tratar dos meus amigos patudos... e da Pitinha. Nem me passa pela cabeça poder vir, de manhã, ao computador... mas vou lá agora!
De jabeiteslp a 12 de Agosto de 2013 às 14:16

Tramados
por estes "senhoritos"
empertigados
donos da sabedoria
camorriana pois claro

que enfastia ...

feliz tarde
boas ondas
e feliz de saber de ti
De poetaporkedeusker a 12 de Agosto de 2013 às 14:28
Tramados mesmo! E cada vez mais tramados por esta "corja" que parece ter enlouquecido de vez!

Feliz semana, Anjo!
De jabeiteslp a 12 de Agosto de 2013 às 14:32

penso que nunca chegarão a entender

feliz semana e uma bela tarde também
De poetaporkedeusker a 12 de Agosto de 2013 às 14:38
Não entendem, não! Parecem obcecados em empurrar-nos para o abismo!

Feliz tarde, também para ti!
De jabeiteslp a 12 de Agosto de 2013 às 18:20

E são os dignos representantes de um Povo
dizem e assumem-se...enfim

feliz tarde e umas festinhas aos quadrúpedes


De poetaporkedeusker a 12 de Agosto de 2013 às 19:35
Assumem-se como os "bonzinhos da fita", tens razão! Dignos representantes... da sua própria classe... a que não pertenço nem quero pertencer!

As festinhas serão dadas!
De jabeiteslp a 12 de Agosto de 2013 às 20:45

já não enganam ninguém...penso eu


feliz noite
De poetaporkedeusker a 12 de Agosto de 2013 às 21:32
... é estranho mas ainda há gente "anestesiada"...
De jabeiteslp a 12 de Agosto de 2013 às 22:02

os dependentes...

que de toda esta salada matreira
me faz lembrar
o Sal Azar...


De poetaporkedeusker a 13 de Agosto de 2013 às 11:47
Exacto! Mas sempre há os dependentes - em termos de recursos... - que mesmo assim se rebelam... o pior são os dependentes "essenciais"...
De jabeiteslp a 13 de Agosto de 2013 às 14:13

esses é a margem de outro rio...

feliz tarde
De poetaporkedeusker a 13 de Agosto de 2013 às 18:29
... e é um desastre, Anjo... é uma daquelas margens que "apertam" como tudo... pobre rio!
De jabeiteslp a 13 de Agosto de 2013 às 18:37

imagino que sim...mas sem vontade...


bela noite por aí
De poetaporkedeusker a 13 de Agosto de 2013 às 21:03
bela noite para ti, Anjo!
De jabeiteslp a 14 de Agosto de 2013 às 11:45

Um radioso dia pra vocês
De poetaporkedeusker a 15 de Agosto de 2013 às 12:04
Um bom dia também para ti, Anjo!
De jabeiteslp a 16 de Agosto de 2013 às 14:01
E uma radiosa tarde por aí
desejo meu
De poetaporkedeusker a 16 de Agosto de 2013 às 14:36
Que tenhas uma radiosa tarde, tu também, Anjo!

Estou demasiado cansada. Ontem "fui à cama"... e acredita que é uma das coisas que eu mais detesto. Nunca gostei de me deitar durante o dia...
De poetazarolho a 12 de Agosto de 2013 às 22:44
“Fantoches”

A vã glória de mandar
A soldo do deus dinheiro
Pôs alguém a rastejar
Neste imenso lameiro

Desfez-se da dignidade
O carácter assassinou
Insuflou-se em vaidade
Num fantoche se tornou

Mas se a vida é encenação
Digam ao dono do cenário
Sem medo de assombração

Eu serei correlegionário
O meu preço é um milhão
Mais um milhão de salário.

Prof Eta
De poetaporkedeusker a 13 de Agosto de 2013 às 12:11
"...E marionetas"

Dessa glória, etérea e vã,
Que nenhum bem nos trará,
Há-de dizer-se amanhã
Que outra mais louca não há

Pois sendo coisa malsã
Tudo aquilo que ela dá,
Como um fundo de sertã
Sei bem que nos queimará...

Chega o poema ao seu fim
Nestes versos concertados
A partir do seu começo

Mas, em falando de mim,
Não me prendo com cuidados
Pois sei que não tenho preço!


Maria João


Abraço grande, Poeta!


De poetazarolho a 12 de Agosto de 2013 às 22:47
Padrinho na ponte.
De poetaporkedeusker a 13 de Agosto de 2013 às 12:13
Vou vê-lo, Poeta!
De poetazarolho a 12 de Agosto de 2013 às 22:49
O CANTE DO AVÔ CANTIGAS

OUTRO CICLO

Aquilo que torto nasce
Tarde ou nunca se endireita…
Podes mudar-lhe uma face,
Corrigir-lhe uma maleita,

Verás que a obra renasce
´inda pior que foi feita
E não há magia ou passe
Que a torne mais perfeita

Podes chamar-lhe outro ciclo
Se, assim, ficas satisfeito
Mas um e outro hemiciclo

Por mais voltas que lhes dês
Nunca terão outro jeito
Serão o mesmo outra vez.

Eduardo
De poetaporkedeusker a 13 de Agosto de 2013 às 12:42
Muito bom sonetilho!!! Mas vou ficar a dever-lhe dois, amigo Eduardo... as circunstâncias, por aqui, continuam muitíssimo desfavoráveis à criatividade... só espero que não se mantenham tão más até passar o "meu tempo"... estou a ter dificuldades em aguentar este ritmo...

Enorme abraço para si e Maria dos Anjos!
De poeta_extase a 13 de Agosto de 2013 às 00:50
Realmente a exploração faz encobrir até sistemas econômicos, os quais sob o pretexto de ser de ideologia A ou B, levam ao martírio muitos trabalhadores e suas famílias. Aqui no Brasil vivemos a ditadura dos impostos, sem a devoluções dos bilhões arrecadados em serviços sociais. Somos enganados como se fôssemos todos crianças tolas.
De poetaporkedeusker a 13 de Agosto de 2013 às 12:29
Claro que sim, me caro Adílio! Por cá passam-se coisas muito semelhantes que só comprovam a corrupção e estratégia de classe do governo.
Mas eu deixei-lhe um comentário que considero muito importante... dois; um aqui, em resposta ao seu último, e outro na sua caixa da Netlog, no dia do seu aniversário... recebeu-os? A minha caixa de correio anda muito cheia de spam e enquanto tento mantê-la funcional, ocorre-me, por excessivo cansaço, excluir uma ou outra coisa importante... peço-lhe imensa desculpa mas não consigo encontrar o email que me enviou com os seus poemas... já corri todas as pastas e não encontro o seu nome...

O meu abraço!

Maria João
De poetazarolho a 13 de Agosto de 2013 às 07:29
O chá sorri.
De poetaporkedeusker a 13 de Agosto de 2013 às 12:32
... coisa que, a mim, já não me convém lá muito fazer... mas vou vê-lo!

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