.UM BLOG SOBRE SONETO CLÁSSICO

Da autoria de Maria João Brito de Sousa, sócia nº 88 da Associação Portuguesa de Poetas, Membro Efectivo da Academia Virtual Sala dos Poetas e Escritores - AVSPE -, Membro da Academia Virtual de Letras (AVL) e autora no Portal CEN, escrito num portátil gentilmente oferecido pelos seus leitores. ...porque os poemas nascem, alimentam-se, crescem, reproduzem-se e (por vezes...) não morrem.
Domingo, 9 de Junho de 2013

VIVER ATÉ AO FIM

 

(Soneto em decassílabo heróico)

 

Mal se te apague esse último imbondeiro

Em horizonte incerto, agonizando,

Entenderás que a morte foi tomando

Tudo o que a vida te ofereceu primeiro

 

Sem que te concedesse um só roteiro,

Sinopse ou mera guia de comando

Do tempo incerto que em te foi gastando

Sem dar-te contas de um tal cativeiro…

 

Só sabes que há-de vir, que a todos calha

A hora de, envergando uma mortalha,

Voltar ao barro cru que tanto amaste

 

Mas, por cada segundo em que ela falha,

Aproveita! Inda é vida a mão que espalha

Sementes sobre um chão que antes lavraste…

 

Maria João Brito de Sousa – 09.06.2013- 15.18h

sinto-me :
publicado por poetaporkedeusker às 22:31
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261 comentários:
De jabeiteslp a 9 de Junho de 2013 às 22:42
Sá bias palavras...

Uma muito feliz noite
De poetaporkedeusker a 10 de Junho de 2013 às 12:20
Serão, Anjo... mas... mal de mim quando sinto tudo isto e nem me lembro de falar de outra coisa... é a minha última publicação.

Um feliz Dia de Portugal e de Camões!
De jabeiteslp a 10 de Junho de 2013 às 17:06

Feliz tarde
De poetazarolho a 9 de Junho de 2013 às 23:00
“The woman in red”

O símbolo do protesto
É a mulher de vermelho
O polícia com seu gesto
É do poder o espelho

Sentiu a séria ameaça
Da mocinha aperaltada
E antes qu’ela o desfaça
Vai daí não faz mais nada

Utiliza todo o poder
Como o poder lhe ordena
Em nome da democracia

Que para se proteger
Ao povo inflige a pena
Como a lei sentencia.

Prof Eta
De poetaporkedeusker a 10 de Junho de 2013 às 12:24
Ainda volto para lhe responder, Poeta! De momento estou mesmo desinspirada de todo! Abraço!
De poetazarolho a 9 de Junho de 2013 às 23:03
King na ponte.
De poetaporkedeusker a 10 de Junho de 2013 às 12:25
Vou ver isso, Poeta!
De poetazarolho a 9 de Junho de 2013 às 23:12
AVENIDAS NOVAS

Por tais ruas, eu, não vou…
Prefiro passar de lado.
Muito justo lá entrou
E foi, sempre, atropelado!

Apesar disso, tentou
Voltar por tal empedrado.
Só agora reparou
Que sempre foi enganado.

Eu vou P´la nova avenida
Que pouco a pouco trilhada
Há-de ser a mais comprida

E onde, em fraternidade,
Seguiremos de mão dada
Até encher a cidade!

Eduardo
De poetaporkedeusker a 10 de Junho de 2013 às 21:44
Amigo Eduardo, ainda não tinha tido a oportunidade de lhe responder a este seu sonetilho às Avenidas Novas... mas a verdade é que já o li, antes de sair, esta tarde e essa leitura acabou por me suscitar um poema com estrofes de doze versos... é mauzinho, eu sei, mas estou completamente desinspirada e fazer este já foi bastante incomum...ocorreu-me, essencialmente, o primeiro verso do seu sonetilho "Por tais ruas, eu não vou..."

Chamei-lhe

AVENIDAS NOVAS EM... "DUODÉCIMAS"


Sempre foi muito atraente
Fazer como toda a gente,
Escolher grandes avenidas
Onde os passos sejam fáceis
E os passeios, sendo gráceis,
Exibam, bem construídas,
Moradias, portões altos,
E montras bem decoradas
Quais armadilhas montadas
N`antevisão dos assaltos
Quase sempre inevitáveis
Nessas ruas mais… “notáveis”

Mas, verdade seja dita!
Apesar de muito aflita
Do tecido muscular,
Prefiro ir, devagarinho,
Escolhendo, eu própria, o caminho
Que os meus pés irão pisar
Pois só assim satisfaço
Meu propósito de vida
Sem que me sinta vencida
Pelo auge do cansaço
E outras coisitas menores
A que é comum chamar dores…

Caminhando e construindo,
É assim que vou seguindo
Até que, a dado momento,
Surja o final da tal estrada
Que andei, passada a passada,
Sem males de arrependimento
E, por ser muito teimosa,
Deixo a rua mais “vistosa”
Pr`ós que nem saibam viver,
Porque esta é tão mais serena
Que só me resta ter pena
De quem “a outra” escolher…

Se há caminho pré-traçado,
Fica já posto de lado
Pois mulher-em-construção
Cria o seu próprio caminho;
Voe alto ou voe baixinho,
Nunca segue a multidão
E assim que a escolha for feita,
Sem recuar, nunca aceita
Caminhos pré-fabricados!
A avenida, estreita ou larga,
Fica pr`ós burros-de-carga
Com sonhos mal albardados…


Maria João Brito de Sousa


Um grande, grande abraço para si e Maria dos Anjos!



De poeta_extase a 10 de Junho de 2013 às 00:47
Amiga poetisa,
Não concordo com seus presságios, pois, por pior que seja a situação, a vida não nos pertence. A vida é divina! A poesia é divina! E de tudo isso cuida Deus, que ama a tudo. Aliás, poetas não precisam preocupar-se com o fim da vida corpórea, pois já ganharam a eternidade. Vivem ainda Camões, Dante e Shakespeare . Por que Maria João ser pessimista.?
Ainda precisamos muito de sua poesia.
Eu mesmo lhe enviei pobres versos para revisão, inclusive um em sua homenagem. Que Deus te ilumine, te dê saúde, amor e muita inspiração!

ADILIO BELMONTE
Belém-Pará-Brasil
De poetaporkedeusker a 10 de Junho de 2013 às 12:42
Não sou mesmo nada pessimista, amigo Adílio! Apenas estou farta da falta de privacidade em tudo o que é programa, caixa de correio ou plataforma ligados a este computador e aos meus endereços electrónicos... não esqueçamos nunca que a poesia não pode nem deve ser condicionada desta forma... nem sequer por Deus, meu caro amigo!
Recebi os seus poemas e farei o possível por lê-los, assim que tenha um pouco mais de tempo livre. Ainda só consegui abrir uma meia dúzia deles... os programas têm estado a instalar-se e desinstalar-se à revelia de mim e a ligação esteve inacessível durante um bom tempo... terá de ter alguma paciência.


Um grande abraço e muito obrigada!


Maria João
De poetazarolho a 10 de Junho de 2013 às 11:11
Chá plagiou.
De poetaporkedeusker a 10 de Junho de 2013 às 13:04
Vou ver esse plágio do Chá, Poeta
De poetazarolho a 11 de Junho de 2013 às 07:16
Chá não plagiou.
De poetaporkedeusker a 11 de Junho de 2013 às 12:55
Ahahahahah! Também me parece que não, Poeta! Vou lá ver...
De poetazarolho a 11 de Junho de 2013 às 23:44
“10 de Junho agrícola”

Portugal república de bem
Tem uma missão estóica
Já prepara como convém
Aquele que é o pós-troika

Apostar na agricultura
Deste seu vasto território
É mensagem que perdura
Associado a fim meritório

Teremos a fundo perdido
Subsídio pr’ó fogo preso
Será grande o alarido

Na tomada de decisão
Mas se acaba tudo teso
O pós-troika é a extinção.

Prof Eta
De poetaporkedeusker a 12 de Junho de 2013 às 14:01
Cheguei há pouco do laboratório, Poeta. Não me sinto muito bem e a "desinspiração" é total... mas tentarei voltar ainda hoje a este seu sonetilho... mas sempre lhe digo que me parece que esse pós-troika é só "para português ver"... e não falo muito mais por agora... venho zangada... pelo menos, menos bem disposta e nada "tolerante"... o que é bom, em relação às troikas, mas não me traz inspiração nenhuma...

Obrigada e até já, Poeta!
De poetazarolho a 11 de Junho de 2013 às 23:52
Regressa à ponte.
De poetaporkedeusker a 12 de Junho de 2013 às 14:02
Vou à Ponte, Poeta!
De poetazarolho a 12 de Junho de 2013 às 07:24
Plágio original no chá.
De poetaporkedeusker a 12 de Junho de 2013 às 14:35
Eheheheh... ora aqui está algo que me parece muito original!

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