.UM BLOG SOBRE SONETO CLÁSSICO

Da autoria de Maria João Brito de Sousa, sócia nº 88 da Associação Portuguesa de Poetas, Membro Efectivo da Academia Virtual Sala dos Poetas e Escritores - AVSPE -, Membro da Academia Virtual de Letras (AVL) e autora no Portal CEN, escrito num portátil gentilmente oferecido pelos seus leitores. ...porque os poemas nascem, alimentam-se, crescem, reproduzem-se e (por vezes...) não morrem.
Quarta-feira, 29 de Maio de 2013

SONETO A UMA QUALQUER LONGA VIAGEM

 

(Em verso eneassilábico)

 

Tenho mãos, tenho pés, tenho braços

Que ergo rumo às fronteiras da vida,

Caminhando e negando os cansaços

Desta estrada de terra batida…

 

Passa o tempo e devolve-me aos traços

As memórias da estrada vencida

Na cadência sonora dos passos

Pelos becos que o são sem saída…

 

Tanto beco e ruela já vi,

Tanta estrada galguei, sem parar,

Que, hoje, posso afirmar ser aqui,

 

Sobre os longes que andei, que corri,

Que os meus passos me irão conquistar

Na batalha de “ ser” quem escolhi…

 

 

 

Maria João Brito de Sousa – 09.05.2013– 17.22h

 

NOTA - Soneto reformulado a 01.09.2015

sinto-me :
publicado por poetaporkedeusker às 11:55
link do post | "poete" também! | favorito
|
45 comentários:
De jabeiteslp a 29 de Maio de 2013 às 14:15

Uma bela tarde antes de mais
nos versos sempre como só tu sabes fazer

no dom da palavra saber...dizer


xoxo do frio dos calhaus brrrrrrrrrrrrrrrrrrrr
De poetaporkedeusker a 29 de Maio de 2013 às 14:42
Obrigada, Anjo!

Já é um soneto "com barbas"... tem umas três semanas e encontrei-o nas notas do Face... nem me recordava de que ainda o não tinha publicado aqui... mas olha que o "dom da palavra" meteu baixa... ou qualquer coisa parecida... a verdade é que parece ter-se evaporado desde que as coisas se começaram a complicar um pouco mais, em termos pessoais... espero bem que volte a funcionar! Sinto-me "aprisionada" sem ele...


Um muito feliz dia para ti!
De jabeiteslp a 29 de Maio de 2013 às 18:54
De poetazarolho a 29 de Maio de 2013 às 19:06
“Somos assim”

Palavras ditas reditas
Buscadas e rebuscadas
Ideias proscritas malditas
Mentes vazias profanadas

Criaturas de vistas finitas
Com as almas enjeitadas
Somos apenas parasitas
De iniciativas castradas

Fruto do nosso reflexo
Preenchido pelo marasmo
Envolto em falso frenesim

Simples tornado complexo
Produto do nosso sarcasmo
Sem sabermos somos assim.
De poetazarolho a 29 de Maio de 2013 às 19:13
Verdades na ponte.
De poetazarolho a 30 de Maio de 2013 às 07:03
O chá duvida.
De poetaporkedeusker a 30 de Maio de 2013 às 12:39
A dúvida é muito mais saudável do que aquilo que possa parecer, Poeta.
Estou de fugida. O meu dia de hoje é uma verdadeira maratona. Vou ao Chá mas tenho de me ir vestir já em seguida.
De poetazarolho a 30 de Maio de 2013 às 22:26
“Sustentabilidade”

A nova sustentabilidade
Vai pôr-te a trabalhar
Desde a mais tenra idade
Até a morte te levar

Só assim será possível
Sustentar o nosso estado
Um estado imprevisível
E muito mal governado

Vende-te a banha da cobra
Ao preço do creme vichy
Sem que possas dizer não

Pagas o dobro pl’a sua obra
Este é pr’a quem mora aqui
O preço da corrupção.

Prof Eta
De poetaporkedeusker a 30 de Maio de 2013 às 23:37
"Insustentabilidades..."

Estou insustentavelmente
Incapaz de uma resposta
E, por muito que o lamente,
Sinto-me mesmo indisposta...

A ligação, num vaivém,
Mal me deixa respirar
E, se nada me detém,
Surge logo um novo "azar"...

O sono, neste momento,
Impõe-se, é quase um tormento
Porque os olhos se me cerram

E, mil desculpas pedindo,
Dou-o já por escrito e findo
Sem saber se as rimas erram...


Maria João


Um abraço muito ensonado, Poeta! Madruguei, hoje, e a ligação, instável, vence, só desta vez, o campeonato da persistência...
De poetazarolho a 31 de Maio de 2013 às 20:32
“Filhos da nação”

São tempos de matança
Dos direitos adquiridos
Venham os d’esperança
Com deveres garantidos

Onde o dever de servir
Possa estar assegurado
Pr’á geração que há-de vir
Por quem de direito, o estado

Doutra forma perderemos
Toda a nossa riqueza
Os filhos desta nação

Nunca mais os veremos
Irão fugir da pobreza
Para longe partirão.
De poetaporkedeusker a 31 de Maio de 2013 às 21:31
Ai vão, vão...


Meio mundo português,
Dos jovens aos já velhinhos,
Procura, mais uma vez,
A vida em novos caminhos

E, mais mês ou menos mês,
Talvez dois ou três aninhos,
Entre choros e "porquês",
Vão restando os mais fraquinhos

E alguns loucos "persistentes"
Que jamais desistirão
De fazer "ranger os dentes",

De viver, sendo insurgentes,
Segundo a sua razão
Sem recursos nem... parentes!


Maria João


Cá vai, Poeta, com o meu abraço!




De poetazarolho a 31 de Maio de 2013 às 20:56
A kind of bridge.
De poetaporkedeusker a 31 de Maio de 2013 às 21:34
In a minute...
De poetazarolho a 1 de Junho de 2013 às 07:43
Chá no mundo.
De poetaporkedeusker a 1 de Junho de 2013 às 10:55
Vou espreitá-lo, Poeta!
De poetazarolho a 1 de Junho de 2013 às 19:12
“Gente”

Com emoção negada
Sem obra reconhecida
Ou conquista atribuída
De estória ignorada

De sua terra partiu
Faz pão de seara moída
Com a sabedoria da vida
Do silêncio emergiu

Gente que no fado
Não apenas porque sim
Tem seu destino traçado

Discurso é seu corpo suado
Gente daqui, gente de mim
Gente de todo o lado.
De poetaporkedeusker a 2 de Junho de 2013 às 23:45
Ainda sobre a "gente"


Tanta gente e tão diversa,
Ora dormindo, ora não,
Ora em acesa conversa,
Ora em vã contemplação,

Ora em grupo, ora dispersa
Nas águas da multidão
Que flutua ou fica imersa
Na própria contradição...

Gente que cresce e procria,
Gente que envelhece e morre
Com credo e filosofia,

Que ao acordar se arrepia
E - quanta vez! - nem discorre
Se é "gente"... ou se o contraria...


Maria João


Cá vai, Poeta, com o meu abraço grande!


De poetazarolho a 1 de Junho de 2013 às 19:18
Ponte perfeita.
De poetaporkedeusker a 3 de Junho de 2013 às 15:27
Ai... estou de fugida... ia-me "escapando" esta viagem à Ponte...

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