.UM BLOG SOBRE SONETO CLÁSSICO

Da autoria de Maria João Brito de Sousa, sócia nº 88 da Associação Portuguesa de Poetas, Membro Efectivo da Academia Virtual Sala dos Poetas e Escritores - AVSPE -, Membro da Academia Virtual de Letras (AVL) e autora no Portal CEN, escrito num portátil gentilmente oferecido pelos seus leitores. ...porque os poemas nascem, alimentam-se, crescem, reproduzem-se e (por vezes...) não morrem.
Quinta-feira, 16 de Maio de 2013

DIREITO À REVOLTA II

 

 

(Soneto em decassílabo heróico)

 

 

Naquilo em que acredito, eu acredito!

Na minha pequenez de entendimento,

Sei muito bem que quase nunca hesito

Porque aquilo que sei tem bom sustento

 

No pouco que já li, de quanto é escrito!

Se contraria alguém, muito o lamento,

Mas não retiro um “nada” ao que foi dito

Pois, crescente de força e de argumento,

 

A palavra abre em flor, se tem razão,

Florescente de cor, não se abre em vão,

Se afirma o necessário àquele instante

 

E procura, entre vós, terreno são

Se lança umas sementes pelo chão

E cala a voz, mas deixa eco constante!

 

 

 

Maria João Brito de Sousa – 16.05.2013 – 15.56h

 

 

Desenho da série "Desenhos da Prisão" de Álvaro Cunhal. Imagem retirada da net, via Google

sinto-me :
publicado por poetaporkedeusker às 16:42
link do post | "poete" também! | favorito
|
67 comentários:
De golimix a 16 de Maio de 2013 às 19:51
Acreditemos juntos que tem mais força!





De poetaporkedeusker a 16 de Maio de 2013 às 19:54
! E vivamos segundo esse acreditar!
De poetazarolho a 16 de Maio de 2013 às 23:07
“O fim do fado”

Ó minha Nossa Senhora
Ajudai-me a compreender
Como se tolo eu fôra
Esta forma de morrer

Às mãos destes ditadores
Que estrangulam seu povo
E a Ti prestam louvores
Celebrando o acordo novo

Com esse deus venerado
Cujo altar está decorado
A cifrões por todo o lado

Manto a ouro debruado
Pobre povo estrangulado
Assim não cantas o fado.

Prof Eta
De poetaporkedeusker a 16 de Maio de 2013 às 23:18
Ora essa??? Como se alguma correcção linguística não fosse mesmo importante na nossa identidade! E porque é que o fado havia de ser sempre sinónimo de ignorância? No dia em que eu defender o ensino superior está praticamente condenado ou cada vez mais e mais "filtrado", também lhe parece coisa de somenos, Poeta? E olhe que eu não sou "inginheira" nem nada...


Acho que esgotei as rimas todas de hoje... pelo menos a esta velocidade, eheheheh...


Abraço grande!
De poetaporkedeusker a 16 de Maio de 2013 às 23:20
Upa!!! Escapou-se-me... "quando eu defender QUE o ensino superior está... lixado!"
De poetazarolho a 16 de Maio de 2013 às 23:33
Sou lento de compreensão, muito mesmo, não consigo descodificar a sua resposta. O fado é maior riqueza deste povo, só que o povo estrangulado dificilmente poderá cantá-lo, valer-nos-ão os fados já gravados.
De poetaporkedeusker a 16 de Maio de 2013 às 23:41
Desculpe, Poeta! Fui eu que "engrenei" algures no direito à Revolta... e exagerei! Fiz uma leitura subjectiva deste seu sonetilho, muito provavelmente debaixo do efeito da velocidade do Facebook... e estou mesmo com febre... não é lento de forma nenhuma! Eu é que ia a 200Km/hora...

Amanhã tento mesmo responder-lhe em sonetilho! Fica prometido desde que não tenha mais febre do que hoje e, sobretudo, me lembre de fazer uns segundos de intervalo entre o Face e os blogs... desculpe, mesmo, por favor...
De poetaporkedeusker a 17 de Maio de 2013 às 12:17
"Consciência... e luta!"

Bem verdade! O deus dinheiro
Está a vencer esta guerra
Porque vem sempre primeiro
E abarca tudo, na Terra...

Todos parece vencer
E até o fado é comprado
Mas nunca vai entender
Que nem tudo tem um fado

E que a mudança é chegada
Mas nem todos calarão
A voz, mesmo estrangulada!

Esta gente, injustiçada
Por tanta falta de pão,
Erguer-se-á, revoltada!


Maria João


Pronto, Poeta... penso que o meu problema, ontem, foi ter feito uma extrapolação da leitura da expressão "novo acordo"... aconteceu-me ter lido, a uma enorme velocidade, umas opiniões a favor e contra o AO (des)Acordo Ortográfico... nem sequer me dei ao "luxo" de parar alguns segundos para me distanciar do tema... e saiu o que saiu... vou mesmo ter de abrandar a velocidade online.

Aqui vai, com o meu abraço grande!





De poetazarolho a 16 de Maio de 2013 às 23:10
Cientista na ponte.
De poetaporkedeusker a 16 de Maio de 2013 às 23:21
Um local muito bom para poetas e cientistas! Vou vê-la, Poeta!
De jabeiteslp a 16 de Maio de 2013 às 23:25
Eu desejo uma feliz noite
sossegada a todo o teu versar sem igual..
De poetaporkedeusker a 16 de Maio de 2013 às 23:35
O mesmo para ti, Anjo!
De Tixa a 17 de Maio de 2013 às 01:02
Que saudades destes sonetos :)
Um grande beijinho :)
De poetaporkedeusker a 17 de Maio de 2013 às 01:25
Boa noite, Tixa! Se não estou em erro e a memória me não prega partidas, já te vi por aqui... há "milénios" - em termos de vida online...

Amiga, nem eu sei quando isto acaba... se tudo correr conforme imagino, morrerei a escrevê-los... mas nunca se sabe! Se for por vontade minha e não por imposição externa, assim será!

Obrigada pela visita!
De Tixa a 12 de Junho de 2013 às 21:54
Sim já foi há uns milénios atras... a vida dá muitas voltas que nos fazem desprender de certos "lazeres" e o mundo da blogosfera foi um deles...

Espero bem que continue por muitos anos ;)

Um grande beijinho
De poetaporkedeusker a 13 de Junho de 2013 às 13:31
A vida dá mesmo muitas voltas, Tixa... para mim, tendo em conta a vastíssima obra em soneto clássico que aqui deixei, a blogosfera foi o meu espaço de trabalho... mas ficará por aqui... a não ser que a vida dê uma volta muito maior do que o habitual. Este terá sido o último soneto que publiquei online.

Claro que ainda terei muito - muitíssimo! - trabalho de revisão para fazer... nem sei se estarei por cá o tempo suficiente para conseguir executar um tão difícil, vasto e delicado trabalho... mas tentarei! Nunca encarei este espaço como um espaço de lazer e sempre levei muito, muito a sério a Poesia em Língua Portuguesa.

Beijinho! Sempre que a saúde e a falta de tempo mo permitam, virei responder aos comentários d@s amig@s!

De Tixa a 26 de Junho de 2013 às 03:26
Oh fico triste por saber que se vai ausentar depois de tanto tempo por estes lados mas a vida é assim. Mas primeiro a saúde. Um grande abraço e espero voltar a ler uns sonetos ;-)
De poetaporkedeusker a 26 de Junho de 2013 às 16:49
... e eu espero poder voltar a escrevê-los, Tixa... de momento, nem as respostas ao Poeta Zarolho "fluem" como dantes... mas a verdade é que a saúde não está melhor e somaram-se, a esses tempos "menos bons", mil e um problemas quase impossíveis de resolver...

Obrigada e um abraço grande!
De poetazarolho a 17 de Maio de 2013 às 07:24
Chá sensível.
De poetaporkedeusker a 17 de Maio de 2013 às 11:06
Vou ao Chá, Poeta... e não me esqueço de reler o seu sonetilho de ontem à noite... nem do disparate em que acabei por "cair"...
De poetazarolho a 18 de Maio de 2013 às 00:11
“iPhonecracia”

Vivemos na aparência
Da suposta democracia
Porque tod’a evidência
Aponta pr’á economia

Essa economia reprime
Qualquer laivo democrata
Implantou o seu regime
Quer mão de obra barata

Todos muito alinhados
Num clima de alienação
No big-brother focados

Com o iPhone na mão
Muitos sms’s enviados
E a factura um dinheirão.

Prof Eta
De poetaporkedeusker a 18 de Maio de 2013 às 10:49


Sempre teve, o consumismo,
Uma relação directa
Com esse capitalismo
Da política da treta...

Se há males que vão dar em bem,
Posso ainda acreditar
Que esse despesismo tem
De acabar por... acabar!

Metamos, pois, mãos à obra
Porque há muito que gerir
E temos razões de sobra

Pr`a mudar o que é mutável
E acabar por conseguir
O que parece improvável...


Cá vai, Poeta, com o abraço do costume!

De poetazarolho a 18 de Maio de 2013 às 00:14
Barco na ponte.
De poetaporkedeusker a 18 de Maio de 2013 às 10:59
Vou tentar ver esse barco. Não posso prometer nada porque a ligação está muito instável.
De poetazarolho a 18 de Maio de 2013 às 07:41
O chá entende.
De poetaporkedeusker a 18 de Maio de 2013 às 10:55
É sempre bom saber que alguém entende... vou ver, Poeta.
De poetazarolho a 18 de Maio de 2013 às 21:22
“Mentira absolvida”

A honestidade sobrante
Deste mundo desonesto
Chega a ser desesperante
Mas já não faz o honesto

Está em vias de extinção
Toda a nossa honestidade
Aqui só te resta a opção
Faltar sempre à verdade

P’ra que possas sobreviver
Elege a desonestidade
Como um modo de vida

Honesto deves compreender
Toda a tua incapacidade
Se a mentira foi absolvida.
De poetaporkedeusker a 19 de Maio de 2013 às 23:22
Poeta, tenho estado com a ligação bloqueada desde as dez da manhã e não me sinto nada bem.
Tentarei responder-lhe amanhã, se ela não voltar a falhar e se estiver um pouco melhor.


Abraço grande!
De poetaporkedeusker a 20 de Maio de 2013 às 12:32
Culpadíssima!

Nem pensar, Poeta amigo!
De hoje em diante, a conversa
Que alguém queira ter comigo,
Será, de forma diversa

E, ou se torna bem frontal,
Sem estranhos "ecos de fundo",
Que a tornem feia e banal
Ou... viro as costas ao "mundo",

Guardo os versos nas gavetas,
Trato dos meus animais,
E passo a falar de tretas

Pois, chegando à conclusão
Que a falsidade é demais,
Nego-lhe a contradição...

Maria João


Aqui vai, com o meu abraço grande, Poeta!



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