.UM BLOG SOBRE SONETO CLÁSSICO

Da autoria de Maria João Brito de Sousa, sócia nº 88 da Associação Portuguesa de Poetas, Membro Efectivo da Academia Virtual Sala dos Poetas e Escritores - AVSPE -, Membro da Academia Virtual de Letras (AVL) e autora no Portal CEN, escrito num portátil gentilmente oferecido pelos seus leitores. ...porque os poemas nascem, alimentam-se, crescem, reproduzem-se e (por vezes...) não morrem.
Domingo, 5 de Maio de 2013

SONETO INESPERADO ou Soneto à Coragem de Viver

 

 

(Em verso eneassilábico)





Ai, Soneto esquecido, que voltas,

Que te alheias das dores que me minam

Que te acendes nas loucas revoltas

Que os mestres e os deuses não te ensinam,



Que te enlaças nas pontas já soltas,

Desdobrado em gorjeios que trinam,

Enfrentando, sem medo e sem escoltas,

O temor dos que em vão se aproximam.



Ai, Soneto que eu nunca esperei,

Que não sonho e nem sei bem se sei

Se me nasces do espanto, ou das horas,



Mas que exaltas, num mel que olvidei

Nos tormentos da dor que calei,

Quanta voz soltarei, sem demoras…





Maria João Brito de Sousa – 04.05.2013 – 16.26h

 

 

 

Imagem - Desenho de Álvaro Cunhal (Série "Desenhos da Prisão")

sinto-me :
publicado por poetaporkedeusker às 12:08
link do post | "poete" também! | favorito
|
33 comentários:
De poetazarolho a 5 de Maio de 2013 às 20:14
A TROIKA de CÁ

O Coelho e o Gaspar
Andam muito agastados
E não param de pensar
Na hora de ir aos mercados

O Portas e seus pasmados
Fartos de por lá andar
E aos mercados habituados
Até lhes vão ensinar

A maneira de lá ir.
Pois aprendeu em menino
Que para os atingir

E não morrer afogado
Se vai de submarino
Evitando ir a nado.

Eduardo
De poetaporkedeusker a 5 de Maio de 2013 às 21:00
Ai que eu fico com imensa vontade de lhe responder a este sonetilho... mas a inspiração está fraquita e esgota-se depressa, amigo Eduardo! Se conseguir, ainda cá volto!

Um grande e grato abraço para si e Maria dos Anjos!
De poetaporkedeusker a 6 de Maio de 2013 às 19:58
De alguma forma, considero este meu sonetilho uma resposta ao seu... e não será uma resposta evasiva porque cheguei a ela, não directamente através do tema descrito, mas através de mais uma tentativa de análise da "razão" que nos leva a escrever poesia, a deliciar-nos com ela e até a corresponder-nos através dela... é pública e mais do que conhecida a minha aversão às políticas neoliberais que estas duas figuras representam. O que me "saiu", naturalmente, depois desta reflexão em torno da nossa correspondência poética, foi isto;

QUEIRAMOS!


Vasto, redondo, impensável,
Este nosso humano querer
Que, apesar de o não par`cer,
É bem mais que imaginável!

Creio demais; fico instável
E acabo por perceber
Que, nunca chegando a crer,
Sou, assim mesmo, insondável

E, aonde o sonho me leve,
Serei vontade e razão
Nesta vida, mesmo breve,

Pois quem faz mais que o que deve,
"Faz das tripas coração"
Enquanto a voz não prescreve...

Maria João

Com um grande abraço para si e Maria dos Anjos e com o meu pedido de desculpas por não ser uma "resposta à letra".
De poetazarolho a 6 de Maio de 2013 às 09:51
Chá vitorioso.
De poetaporkedeusker a 6 de Maio de 2013 às 13:07
Vou ver esse Chá vitorioso, Poeta!

Hoje lá me nasceu outro soneto - ainda só publicado no Facebook - mas a minha velocidade, que eu julgava impossível tornar-se mais lenta, tornou-se... "quase nenhuma"...
De Simbologia do aMoR a 6 de Maio de 2013 às 18:56
Oi Maria João

Soneto bonito, embora a dor sempre está presente.
De poetaporkedeusker a 6 de Maio de 2013 às 20:07
Olá, Vera!

A dor está presentíssima, amiga! Fisicamente muito presente, sobretudo no dia em que o escrevi... mas repara que a dor está longe de ser uma constante da minha poética. Muito poucos dos meus sonetos a abordam, a não ser de uma forma mais generalista e/ou de conteúdo social...

Como vais tu, amiga?

Abraço grande!
De Simbologia do aMoR a 7 de Maio de 2013 às 19:08
Estou bem, porém com medicação para transtorno de humor e depressão.
A vontade é de parar com tudo que estou tomando, mas não devo.

Abraço.
De poetaporkedeusker a 7 de Maio de 2013 às 21:28
Tenho tanta pena, Vera... mas tens razão, não deves mesmo parar medicações em curso, sem a ordem de um médico especialista... esses problemas são sempre muito delicados.

Um abraço grande para ti, amiga!
De poetazarolho a 13 de Maio de 2013 às 07:05
Chá a caminho.
De poetaporkedeusker a 13 de Maio de 2013 às 14:15
Eu, hoje, nem três passos seguidos consigo dar... mas é bom vê-lo por cá, Poeta!
De poetazarolho a 13 de Maio de 2013 às 07:06
DOIS DUQUES DAQUELE BARALHO

Aquele dilema grisalho
Com uma linha encarnada
Num dia ficou em nada.
Mandaram-no p´ro… retalho.

Dois duques daquele baralho
Tinham a carta marcada,
Cada qual mais espantalho,
Combinaram a jogada.

No tabuleiro em que jogam
Ambos, ao fim e ao cabo,
Com batota nos afogam

E à ordem de três ases
Vendem a alma ao diabo,
De mais já não são capazes.

Eduardo
De poetaporkedeusker a 13 de Maio de 2013 às 13:46
Ah, meu amigo Eduardo, poucas vezes me senti tão incapaz de lhe responder, ainda que com um sonetilho manco ou a despropósito... estou num estado físico deplorável! Posso, no entanto, tentar...


Também eu, quase grisalha
E sentindo-me incapaz,
Posso cometer a falha
De tentar jogar um Ás

Mas, ante uma tal canalha
Que "bagunça" e nada faz,
Antes quero comer palha
Do que, deles, andar atrás!

Do mais, só jogo xadrez,
Sempre no computador,
E se ganho alguma vez

Fico logo tão contente
Como qualquer jogador
Que até seja... competente...


Maria João

Olhe, até acabou por sair, meu amigo! Desta vez até as costas me doem só por teclar meia dúzia de palavras... mas claro que me veio meio a despropósito...

Grande abraço para si, Maria dos Anjos e para o nosso Poeta Zarolho, Maria João/Dinamene e criançada linda!
De poetazarolho a 13 de Maio de 2013 às 23:34
“O aviso”

A falência do social
Foi opção deste país
De seu nome Portugal
Agora ninguém o diz

O submarino preferiu
Comprado na Alemanha
Em seguida submergiu
Agora ninguém estranha

Investiu em bancos mil
Negociou boa parceria
Fez SWAP’s a preceito

Nasceu futuro em Abril
Passado ninguém queria
No presente está desfeito.

Prof Eta
De poetaporkedeusker a 14 de Maio de 2013 às 11:09
RECEPÇÃO

Ora bem!!! Esta verdade
Ninguém a pode negar!
Não é, pr`a mim, novidade,
Mas foi prudente avisar...

As relações financeiras
Estão a ser postas à frente
De aspirações verdadeiras
E até da vida da gente

E os "altíssimos" interesses
Do "senhor deus do dinheiro"
Vão fazendo ouvir as "preces"

Que esta Terra vão gerindo
A bem desse "bem" primeiro
Que afinal nos vai falindo!!!!


Maria João Brito de Sousa

Olhe, Poeta, foi tão rápido que este me nasceu, que nem imagina! Aqui vai ele, com o meu abraço!

De poetazarolho a 13 de Maio de 2013 às 23:37
Saudade na ponte.
De poetaporkedeusker a 14 de Maio de 2013 às 11:12
Vou ouvir essa Saudade, Poeta!
De poetazarolho a 14 de Maio de 2013 às 07:04
Chá de amor.
De poetaporkedeusker a 14 de Maio de 2013 às 11:32
Vou vê-lo, Poeta!
De jabeiteslp a 14 de Maio de 2013 às 18:53
Sempre com aquele savoir de bem poetar...

feliz fim de tarde
que por aqui começou a Serra a arder
De poetaporkedeusker a 14 de Maio de 2013 às 19:53
No caso do soneto, é mesmo preciso algum "savoir"... em toda a poesia, aliás... mas que tremendo, isso, do incêndio na serra! Que tremendo!
De jabeiteslp a 14 de Maio de 2013 às 21:26

manigancias dos calhaus

radicais...parece...


uma noite feliz que eu até ando avinagrado...
as pessoas ao redor já não são...enfim


feliz de por aqui estares
De poetaporkedeusker a 14 de Maio de 2013 às 21:30
Também tenho andado bastante avinagrada, Anjo... bom soninho para ti!
De jabeiteslp a 14 de Maio de 2013 às 21:42
xoxo fofo pra ti
De poetaporkedeusker a 14 de Maio de 2013 às 22:19
Obrigada, Anjo! Bom soninho!
De jabeiteslp a 15 de Maio de 2013 às 10:31
Uma bela manhã pra ti
e podes ver já o incendio em imagem...

foi também combatido por um Heli Kamov Russo...
De poetaporkedeusker a 15 de Maio de 2013 às 11:20
Estava a vê-lo e ia-te responder quando a net se foi abaixo... e está fracota... vou de novo!
De poetazarolho a 14 de Maio de 2013 às 21:53
“Elixir marado”

Não existe alternativa
Numa mente fechada
Ou será uma missiva
Pr’a que não mude nada

Nada se deve mudar
Pois sempre que mudou
Muito me posso enganar
Mas tudo na mesma ficou

Mudemos pois a mudança
Que toda a vida nos enganou
Dando-lhe sentido renovado

Será um elixir d’esperança
Esse que alguém cantou
Dizendo que anda marado.
De poetaporkedeusker a 15 de Maio de 2013 às 10:41
A mudança socialista
Será, para mim, bem-vinda
E há sempre quem nela invista
Entre a gente desavinda

Mas não será fácil, não,
Que as pobres mentalidades
Estão na desgraça em que estão,
Nem distinguem qualidades...

Seja de esperança e vontade
Esta força que trazemos
Desde sempre, em todos nós,

De alcançar a liberdade,
De saber que venceremos
Fazendo ouvir nossa voz!


M. João

Aqui vai, sem qualidade poética nenhuma ... e a "correr"... com o meu abraço!

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