.UM BLOG SOBRE SONETO CLÁSSICO

Da autoria de Maria João Brito de Sousa, sócia nº 88 da Associação Portuguesa de Poetas, Membro Efectivo da Academia Virtual Sala dos Poetas e Escritores - AVSPE -, Membro da Academia Virtual de Letras (AVL) e autora no Portal CEN, escrito num portátil gentilmente oferecido pelos seus leitores. ...porque os poemas nascem, alimentam-se, crescem, reproduzem-se e (por vezes...) não morrem.
Quarta-feira, 10 de Abril de 2013

POEMA MATER(IA)

 

(Soneto em decassílabo heróico)

 

 

No topo da matéria, uma palavra!

Lá por dentro, pulsando, as palavrinhas…

Mas, por belas que sejam, sendo minhas,

Nunca irão designar quanto eu esperava

 

E apenas a paixão, de amante e escrava,

Sem opor resistência a tais rainhas,

Me obriga à persistência destas linhas

Que tão estranha obsessão me comandava…

 

Porém, recusam mando que não venha

Do fundo deste amor que as não desdenha,

Da matéria do corpo em que me sou

 

Quando, em mim, toda inteira, se desenha

O verbo que do alto se despenha

Sobre a própria palavra que engendrou…

 

 

 

 

Maria João Brito de Sousa – 10.04.2013 – 13.36h

 

sinto-me :
publicado por poetaporkedeusker às 13:41
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|
28 comentários:
De ligeirinha a 11 de Abril de 2013 às 02:24
Foste ao médico? O que disse?
Beijinhos
De poetaporkedeusker a 11 de Abril de 2013 às 14:56
Minha Ligeirinha!

Lembrei-me muito de ti, ontem, porque quando ia tentar identificar-te na nota do Face, as identificações tinham atingido o limite... não, não fui ontem ao médico...
Vou ter de ir a uma consulta de estomatologia, mas estou a ver se consigo pôr os sonos em dia... estou demasiado depauperada para ser submetida a tantas extracções e tenho de fazer a paragem do Varfine... mas vou ter de ir ver se ela se apercebe bem do "desastre" que eu lhe pedirei para tentar reparar... e se me passa as injecções de Lovenox, para eu não precisar de estar tanto tempo sem qualquer tratamento de hipocoagulação... vai ser uma longa, dolorosa e arriscadíssima odisseia, enfim...

Vou até aí!
De poetazarolho a 11 de Abril de 2013 às 17:25
“Superação”

Desamar a vida hoje
Porque pesa o medo
Mas se a vida foge
Onde está o segredo

Ler Vinicius sem pressa
Poderá ser a chave
Mesmo não sendo essa
Alguma porta abre

Importa o momento
Do vazio mais puro
Onde nem o desalento

Consiga permanecer
Onde nada é seguro
Mas tudo ajuda a vencer.
De poetaporkedeusker a 12 de Abril de 2013 às 00:09
Eheheheh... vinha com a intenção de dizer que não estou em condições de comentar, mas vejo que passou no Ligeirinha... é exactamente por amar muito a vida e respeitar a dos meus amigos, patudos, peludos e orelhudos, que eu senti que me seria necessário um intervalozinho... e hoje estou fisicamente tão sem forças que todo o cérebro se tem de concentrar nos movimentos mais básicos... mas deixe-me ver se ainda tenho um pingo de criatividade...

Tudo o que é vivo supera,
Nos momentos decisivos
Situações que ninguém espera
Ultrapassáveis por vivos...

Por vezes até a morte
Pode ser ultrapassada
Porque a vida é muito forte
Se se sente ameaçada

E até já aconteceu
Sair dela, vencedor,
Um ser que quase morreu

Porque a vida, penso eu,
É a riqueza maior
Que alguém jamais conheceu...


Muito fraquito, mas aí vai com o meu abraço, Poeta!






De poetazarolho a 11 de Abril de 2013 às 17:28
A ponte não pensa.
De poetaporkedeusker a 12 de Abril de 2013 às 00:16
Eu penso, sim, e muito... mas só depois de "sentir" Vou ver isso...
De poetazarolho a 12 de Abril de 2013 às 06:11
Chá verdadeiro.
De poetaporkedeusker a 12 de Abril de 2013 às 12:11
Vou já, Poeta!
De poetazarolho a 13 de Abril de 2013 às 00:11
“Oásis”

Meu reino por um camelo
Qu’isto há muito secou
Ninguém escuta o apelo
Por isso de camelo vou

Um outro oásis procurar
Vaguearei pelo deserto
Na esperança d’encontrar
Um camelo aqui por perto

Camelos não encontrarei
Apenas por grande azar
Pois há muito que sei

Que nesta terra sem lei
Há camelos a governar
Como eles me governarei.

Prof Eta
De poetaporkedeusker a 13 de Abril de 2013 às 13:27

Afinal, pouca dif`rença
Faria... e só pr`a melhor...
Não nos viria a "sentença"
De servir tanto invasor...

Com camelos verdadeiros
Nas cadeiras do poder,
Nem loucos, nem caloteiros
Nos deitavam a perder...

Pouca despesa dariam
E jamais se cansariam
De andar pelo país fora...

São bichinhos pachorrentos
Que possuem mil talentos
Que vão faltando aos de agora...


Muito fraquinho, eu sei, mas hoje é dia da Marcha ANIMAL e, muito honestamente, asneira por asneira... que diferença faria??? Tenho pena de não estar lá este ano... tenho pena de não ir a Marcha nenhuma, nem sequer à que se ergue contra o desemprego... a saúde está mesmo a descer a pique, dia após dia e, embora a obra que aqui desenvolvo me garanta mais trabalho do que aquele que as condições físicas me vão permitindo, "emprego", não tenho... abraço grande, Poeta!


De poetazarolho a 13 de Abril de 2013 às 00:13
Cuba na ponte.
De poetaporkedeusker a 13 de Abril de 2013 às 13:30
É sempre um prazer visitar Cuba!
De poetazarolho a 13 de Abril de 2013 às 07:45
Why not chá?
De poetaporkedeusker a 13 de Abril de 2013 às 13:32
Why not, Poeta?
De poetazarolho a 13 de Abril de 2013 às 22:05
“Vida não”

Esquizofrenia económica
Que loucura tão pungente
Antes a peste bubónica
Já matara muita gente

Pedaço de carne rasgada
Sangue espalhado no chão
Esse que torna esta estrada
Num caminho sem solução

Via dum único sentido
Num presente em ebulição
Onde tudo é permitido

Onde a vida é maldição
Pois o sentido pretendido
Despreza a nossa condição.
De poetaporkedeusker a 14 de Abril de 2013 às 12:56
"Desistir? Nunca!"

Tanto sangue nestes versos
[metafóricos, contudo...]
Designam tempos adversos,
Sei-o bem, nunca me iludo

E da peste de que fala
Sei bem mais que a maioria
Mas a boca sempre cala
O que sabe em demasia...

Duas vias, no entanto,
Prevejo enquanto possíveis,
E a segunda... é o quebranto

De quem, já perdido o espanto,
Enfrenta os males mais terríveis
Acossadinho num canto...

Maria João


Não estou nada bem, Poeta, mas aqui vai, com o abraço grande do costume.
De poetazarolho a 13 de Abril de 2013 às 22:07
O POVO UNIDO

Queremos o Povo unido
E que em fraterna união
Nunca se una ao patrão,
Nem se una ao partido.

Firme, de punho erguido,
Unido à sua razão
Que não ouça o bramido
Da tão vil corrupção…

Não faça escolha por lista
Preparada de antemão
Por um qualquer alquimista.

Quem o enganou no passado,
Sem qualquer hesitação,
Terá, já, que por de lado.

Eduardo
De poetaporkedeusker a 14 de Abril de 2013 às 13:27
POR UM POVO EM LUTA

Se um Partido, no passado,
Projectou neste futuro
Um sonho, nunca calado,
E derrubou cada muro,

A eles e ao seu legado,
Me junto porque vos juro
Que este povo, organizado,
Não deixará de ser puro!

Que quem se enganou no voto,
Possa agora ir emendando
Esse erro, mesmo remoto,

Que não deixe de votar
E que entenda que votando
Também se pode lutar...

Maria João




Obrigada pelo seu sonetilho, amigo Eduardo!
Já me vou envergonhando - eu que não sou mesmo nada envergonhada - de dizer que estou "num dia mau"... mas, nos últimos meses, todos os dias têm sido "maus" do ponto de vista físico e, ontem, mal conseguia teclar... hoje, não estou melhor e, para justificar as imperfeições óbvias do meu, acrescento que esta "poesia de feedback", muito rápida, não é, decididamente, o meu ponto forte...

Um enorme abraço para si e Maria dos Anjos!
De poetazarolho a 13 de Abril de 2013 às 22:12
Liberté na ponte.
De poetaporkedeusker a 14 de Abril de 2013 às 13:52
Lá vou, Poeta!

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