.UM BLOG SOBRE SONETO CLÁSSICO

Da autoria de Maria João Brito de Sousa, sócia nº 88 da Associação Portuguesa de Poetas, Membro Efectivo da Academia Virtual Sala dos Poetas e Escritores - AVSPE -, Membro da Academia Virtual de Letras (AVL) e autora no Portal CEN, escrito num portátil gentilmente oferecido pelos seus leitores. ...porque os poemas nascem, alimentam-se, crescem, reproduzem-se e (por vezes...) não morrem.
Quinta-feira, 14 de Março de 2013

ESPANTO[S] ou "Lembrando os fios..."

Diz-me o espanto que a lua irá tardar,

Que a tarde se toldou, que o céu cinzento

Lh`impôs um manto espesso e turbulento

Que `irá manter escondido o véu lunar…

 

Diz-me este espanto que não sei calar

Que, quanto me esconderem, reinvento,

E brota-me o poema enquanto tento

Que o espanto me não deixe de espantar

 

Por força de entender que nada espanta

O verso que, em nascendo, se decanta

E, juntando-se aos mais, se alarga em rio

 

Que em breve, reforçado, se agiganta,

Se faz mar noutro mar de força, tanta,

Que me espanta lembrá-lo um mero fio…

 

 

 

Maria João Brito de Sousa – 13.03.2013

 

 

IMAGEM - Desenho de Álvaro Cunhal

sinto-me :
publicado por poetaporkedeusker às 12:52
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25 comentários:
De jabeiteslp a 14 de Março de 2013 às 20:58

Welcome a Bord
De poetaporkedeusker a 14 de Março de 2013 às 21:23
I`m back, Anjo... mas em péssima forma, acredita! A febre continua, os dentes doem mais do que antes e... e... e... o que vais calculando e o que nem sequer calculas, tudo isso multiplicado - ou exponenciado? - por aquela necessidade que todo o bom poeta tem de fazer passar a sua mensagem...

Feliz noite
De jabeiteslp a 15 de Março de 2013 às 12:00

eu sei que é necessário coragem..

bela e ensoleirada tarde
De poetaporkedeusker a 15 de Março de 2013 às 14:07
Bela e feliz tarde para ti, Anjo!
De poetazarolho a 14 de Março de 2013 às 22:54
CLORETO de SÓDIO

Se um dia for metal, sódio serei
Se um dia for um sal, serei cloreto
Serei tempero igual, eu vos prometo
Na mesa do mais pobre e na do rei.

Na pena do poeta um soneto
Alcalina lágrima chorarei
De dor ou alegria, isso não sei
Que tal decida o meu ser secreto.

Do mar salgado e imenso, serei gota
Da noite escura serei claridade
De meus passos errantes serei rota

Serei, p´ro mundo, esperança repartida,
Na maré baixa grito à liberdade
E um tal grito sal da minha vida.

Eduardo
De poetaporkedeusker a 14 de Março de 2013 às 23:46
ÁGUA, QUASE TUDO...


Ácida seja... ou alcalinizada,
A lágrima que of`rece e, sendo humana,
Que seja também lágrima salgada
Que nos brinda c`o sal que dela emana...

Possa esta dor de dentes permitir
A apressada resposta que me ocorre
E que o mais me permita redigir
Quanto a gratidão lavra e nunca morre...

Permita-me o pedido, que aqui faço,
De mil desculpas pelas rimas loucas
Que deixo na moldura deste abraço

Mas, tão desinspirada quanto estou,
Só sei deixar-lhe estas palavras, poucas,
Que ousaram responder às que deixou...

Maria João

Estou-lhe duplamente grata, amigo Eduardo! Peço desculpa, renovando o pedido que já vai sugerido no meu soneto - atroz, eu sei... - mas estou tão falha de inspiração, tão hipertensa e com uma tal dor de dentes que não me é possível criar rigorosamente nada que tenha aquele mínimo de qualidade que gosto de tentar manter. "Forcei" um pouco a resposta porque seria impensável não lhe responder. Talvez o resultado possa justificar que tivesse sido bem mais sensato aguardar por um dia menos mau, mas a verdade é que não sei mesmo se esse dia virá. Estou numa altura da minha vida em que aproveito todos os momentos para tentar criar um pouco mais.

O maior dos meus abraços para si e Maria dos Anjos!



De poetazarolho a 14 de Março de 2013 às 23:02
“O artista”

O sétimo especialista
Veio o desvio explicar
Faz parte da longa lista
Que não pára d’aumentar

E agora veio um artista
Lembrou de se candidatar
À espera qu’o povo invista
Nesta nova forma de estar

Promete se fôr eleito
Não haverá mais desvios
A ficar sem explicação

Não há artista perfeito
Poderá ouvir assobios
Se desafinar na canção.

Prof Eta
De poetaporkedeusker a 14 de Março de 2013 às 23:54
Fiz um esforço enorme para responder ao seu pai... e o resultado foi tremendo... prefiro deixar o seu "O Artista" para amanhã... tentando acreditar que vou estar um pouco melhor...

Abraço grande!
De poetaporkedeusker a 15 de Março de 2013 às 14:38
MAIS ARTISTAS...

Podem vir mais artistas... setecentos
Serão decerto poucos, quanto mais
Esperar de sete, só, obra e talentos
Pr`a solução dos males que constatais,

Mas que sejam "artistas" genuínos,
Daqueles que "deitem mãos" aos erros todos,
Dos que esqueçam interesses "pequeninos"
Pr`a que o nosso amanhã tenha outros modos!

E, agora que tentei, sem conseguir,
Uns versos pr`a tentar retribuir
Os que aqui me deixou ontem à noite,

Já nem sei que dizer, nem que sentir...
Melhor é que me apresse a desistir
Antes que mais "asneira" aqui se acoite...


É soneto, mas está tão atroz que até me custa carregar no botãozinho da publicação, Poeta... mas vai assim mesmo, paciência...

Abraço grande!

De poetazarolho a 14 de Março de 2013 às 23:05
Magistral Sivuca na ponte.
De poetaporkedeusker a 15 de Março de 2013 às 15:40
Eu não cheguei a ir à Ponte, ontem!
De poetazarolho a 15 de Março de 2013 às 07:04
Chá sem problema.
De poetaporkedeusker a 15 de Março de 2013 às 15:30
Um Chá "sortudo"... nem uma dorzinha de dentes, eheheh...
De poetazarolho a 15 de Março de 2013 às 18:28
“Serei chão e mar”

Grândola foi entoada
E discursos silenciou
Não quero ouvir nada
Não é por aí que vou

Discursos não vou ouvir
Ouvir cantar também não
Uso o direito a dissidir
De toda e qualquer canção

Algo novo está p’ra vir
A seu tempo a decisão
Por agora vou aguardar

Sem chorar e sem sorrir
Como a terra serei chão
Como a água serei mar.
De poetazarolho a 15 de Março de 2013 às 18:31
Tropical na ponte.
De M.Luísa Adães a 15 de Março de 2013 às 18:40
Teu poema merece tudo e também toda a minha atenção.
Neste momento não me posso debruçar sobre a beleza do poema. Lamento!

Mas te quero dizer que no blogs dos prémios
tenho uma oferta que me fizeram, hoje dia 15.

E de mim, eu quero que a leves para teus
prémios, oferecida por mim, para ti. O posso fazer e tu mereces e eu te conheço!Apenas colocas o nome dos "7degraus", pois é ele que faz a oferta.

Parabéns poeta!

Maria Luísa Adães

http://os7degraus.blogspot.com
De poetaporkedeusker a 15 de Março de 2013 às 20:52
Obrigada, Maria Luísa!

Irei buscar o prémio com todo o prazer, assim que a ligação mo permita. Os scripts continuam muito "empenados" mas há muito me apercebi de que isso não tem a ver com a ligação, nem com o computador...

Abraço grande!
De poetazarolho a 16 de Março de 2013 às 07:53
Chá esquecido.
De poetaporkedeusker a 17 de Março de 2013 às 12:59
Pobre Chá, Poeta... mas eu não me esqueci dele, nem dos sonetilhos ou da Ponte!
Ontem esteve cá a amiga que me veio trazer o computador e ela pode testemunhar a maluqueira em que tem estado a ligação. Gastam-se horas a tentar deixar uma resposta e, quando se vai publicar, "morre" a ligação e lá se tem de reiniciar tudo, duas, três, quatro, cinco... vinte vezes! Estou que não me aguento... mas vou tentar ir ao Chá!
De poetazarolho a 16 de Março de 2013 às 18:25
“Prisão perpétua”

Tudo vai valer a pena
Que não será capital
Perpétua será pequena
Pelos crimes de Portugal

Um povo conquistador
Jamais será conquistado
Este o povo navegador
Que agora se vê afogado

Foram feitos dos Cabrais
E dos da Gama também
Nosso passado hipotecado

Pelos criminosos actuais
Que são os filhos da mãe
Com insígnia de bastardo.

Prof Eta
De poetaporkedeusker a 17 de Março de 2013 às 13:41
LIBERDADE!


Também eu venho dos Gamas
E dos Cabrais - porque não? -,
De Camões carrego as "flamas"
Do heróico... escrito à mão,

Mas, "decantadas as lamas"
Que afundam esta nação
Se a vejo lançada às chamas
"Rimo-a" com revolução!

Se vou dando estes meus passos
Sempre do lado de quem
Veja o seu sonho em pedaços

É porque a isso me impele
A consciência que me vem,
Inteirinha, à flor da pele...


M. João


Ai, Poeta, que "desinspiração" que para aqui vai, eheheh... mas foi o que me ocorreu. Abraço grande!







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